Saber o momento exato faz toda a diferença

Confira como os analistas técnicos interpretam os gráficos das ações e utilizam como ferramenta de timing

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Saber o momento exato faz toda a diferença

Caro leitor,

O Walter Poladian me convidou para contar sobre uma prática de investidores comum no mercado, mas controversa. Alguns amam, alguns odeiam. Depois quero que você me escreva dizendo qual a sua opinião.

Há oito anos, quando comecei a trabalhar em corretora de valores, eu comecei a observar os clientes que usavam gráficos para realizar suas operações de compra e venda de ações. Eles são adeptos da chamada análise gráfica, ou análise técnica.

Eu, pessoalmente, sempre preferi comprar ações com base na saúde financeira das empresas, no fundamento das companhias. É o que chamamos de análise fundamentalista. Por meio dela, procuro garimpar empresas sólidas, lucrativas e que gerem valor ao longo do tempo.

No entanto, eu sentia um pouco de dificuldade em encontrar o momento certo para comprar ou vender as ações. Muitas vezes eu comprava ações a um preço baixo, mas as ações continuavam a cair. Outras vezes eu as vendia, para receber a valorização (“realizar o lucro”), mas as ações subiam ainda mais, e eu ficava com a sensação de que poderia ter finalizado melhor a operação.

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Isso me incomodava.

Percebi que muitos clientes da corretora sentiam a mesma frustração. E imagino que esse tema também gere dúvidas na sua cabeça, pois é um questionamento comum entre investidores ou entre quem tem receio de começar a aplicar na bolsa de valores.

Por isso estou aqui para contar algo que poderá fazer diferença na sua forma de pensar. Pois quando conheci a análise técnica, descobri o complemento que eu precisava para ficar mais tranquilo com os investimentos e para otimizar minhas operações.

De forma simples, eu posso dizer que essa linha de estudo permite que o investidor veja indicadores de timing que sinalizam o melhor momento para comprar ou vender uma ação.

A principal finalidade da análise técnica é determinar a tendência de um ativo financeiro, rastreando o comportamento da oferta e da demanda.

Ou seja, resumidamente, a análise técnica é o estudo do comportamento dos preços das ações a partir da interpretação de gráficos e análise de séries temporais.

É mais simples do que o nome sugere e muito interessante principalmente para quem gosta de agir conforme comportamentos históricos já observados.

Vou agora explicar rapidamente os conceitos básicos dessa escola de análise. Meu objetivo final, com essa newsletter, é que você seja capaz de entender relatórios de análise gráfica, para que tenha total tranquilidade de seguir as orientações de um analista especializado na área. Mas caso essa não seja sua intenção, certamente você vai expandir seus horizontes e ficar satisfeito de ter aprendido que os gráficos abaixo não são nada assustadores.

Antecipe o movimento dos preços

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Em 1884…

Charles Henry Dow desenvolveu uma teoria que se tornou a base da análise técnica: a Teoria de Dow. Segundo ela, o mercado se move em tendências, assim como as ondas no mar. A partir disso, foram definidas as tendências para os preços das ações.

Tendência de Alta: Com topos e fundos ascendentes (ou seja, as partes de baixo e de cima do gráfico vão ficando cada vez mais altas),essa tendência sinaliza a força do ativo para continuar a subir e, para alguns analistas, três movimentos subsequentes nesse sentido consolidam uma tendência de alta, levando à oportunidade de compra.


Tendência de Baixa: Com topos e fundos descendentes, essa tendência sinaliza a força do ativo para continuar a cair; movimentos subsequentes nesse sentido consolidam uma tendência de baixa, gerando a oportunidade de venda.

Tendência de Consolidação ou Congestão: O gráfico se move de forma lateral dentro de uma faixa de preço.

Existem alguns tipos de gráficos, porém vamos demonstrar o mais utilizado, chamado de Candlestick.

No gráfico de Candlestick, cada período (dia, semana, mês ou ano) é representado por um candle, também chamado de vela, conforme imagem abaixo:

A vela com preenchimento (na figura, em cor preta) significa que o preço de abertura está na parte superior e o de fechamento, na inferior. Ou seja, o preço da ação caiu em relação ao preço de abertura. Já a vela que não está preenchida demostra o oposto: preço de abertura abaixo do preço de fechamento. Ou seja, o valor subiu em relação ao preço de abertura.

As extremidades da vela (no fim da linha vertical) representam os preços máximos e mínimos do período (dia, semana, mês ou ano).

Normalmente os investidores guardam na memória números nos quais normalmente tiveram ganhos ou perdas no passado. Esses valores criam um tipo de barreira emocional, na qual ocorrem “brigas” entre compradores e vendedores.

Esse nível de preço, quando rompido, tende a definir uma tendência, conforme demonstra a imagem abaixo:

Esses números geram pontos no gráfico que são chamados de Suporte e Resistência.

Resistência: é um nível no gráfico que podemos representar por meio de uma linha que liga os topos consecutivos com uma reta horizontal.

Suporte: é um nível no gráfico que podemos representar por meio de uma linha que liga os fundos consecutivos com uma reta horizontal.

Os rompimentos ou as aproximações dessas linhas representam oportunidades de entrar ou sair de uma operação. Há ainda investidores que operam dentro do canal de consolidação ou também chamado de congestão, comprando quando há uma aproximação do suporte e vendendo próximo a resistência:

Essas técnicas são normalmente usadas por investidores que operam no curto e no médio prazos.

Linhas de Tendência: Agora que você já sabe o que é suporte, resistência e congestão, vamos conhecer esta nova e poderosa ferramenta.

Essa é uma das formas mais simples de identificar a tendência de um ativo. Basta traçar uma linha entre os topos e os fundos consecutivos e até mesmo uma criança vai conseguir informar se o ativo está numa tendência de alta ou baixa:

Linha de tendência de alta:

Linha de tendência de baixa:

Estas retas também funcionam como pontos de entradas em operações, pois o seu rompimento demonstra que a atual tendência pode ser revertida.

Interessante, não?

Na Linha de Tendência de Baixa, o cruzamento da reta para cima pode ser um sinal de reversão de tendência, gerando, portanto, um ponto de compra!

O mesmo conceito se aplica à Linha de Tendência de Alta, conforme imagem abaixo, na qual o cruzamento da reta para baixo poderá ser um importante ponto para venda.

Gerenciamento de risco: com a definição dos pontos de compra e venda via suportes e resistências, o investidor consegue gerenciar seu risco na operação.

Ao observar, por exemplo, o gráfico da imagem acima, notamos uma longa tendência de alta, certo? No entanto, o rompimento da Linha de Tendência foi um sinal de que a direção poderia ser revertida. E foi o que aconteceu. Este poderia ser o momento em que um investidor “comprado” na ação, ou seja, com aposta na alta, poderia vender e não correr o risco da queda de preço.

Espero que essa introdução do universo da análise técnica contribua um pouco mais para o seu aprendizado, e que você consiga, a partir de agora, ler relatórios e ver as recomendações com mais facilidade.

Recomendo sempre o acompanhamento de um analista profissional, que será responsável por analisar de forma mais profunda e utilizará indicadores mais sofisticados para orientá-lo nas melhores oportunidades.

Aqui na Empiricus temos dois analistas dedicados ao assunto. Se quiser ter uma ideia melhor do quanto se pode ganhar com isso, leia este documento que eles prepararam.

 

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Ficou com dúvidas sobre o assunto de hoje? Envie-as para jose.castro@criandoriqueza.com.br que irei selecionar algumas para responder em futuros textos.

Um Abraço,

José Castro

 

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