Seguro de vida é investimento?

Saiba o que avaliar ao contratar um seguro de vida

Seguro de vida é investimento?

Caro leitor,

A cada consultoria de planejamento financeiro que realizamos no dia a dia, notamos que a grande maioria dos clientes possui produtos bancários sem saber exatamente do que se trata e se realmente necessita deles.

É muito dinheiro que vai embora pelo ralo, e quem mais ganha com essa falta de cuidado é o banco.

Sou usuário assíduo do internet banking e, nesse quesito, os bancos brasileiros estão de parabéns. São os melhores. Seus sites, aplicativos e caixas eletrônicos possuem uma tecnologia incrível, que nos dá grande praticidade.

Hoje, resolvemos quase tudo por canais digitais e o melhor de tudo é não precisar mais ir até agências bancárias e, consequentemente, não correr o risco de ceder a um investimento ruim, oferecido por um gerente despreparado.

Uma Nova Economia está surgindo…

Uber, Netflix e Airbnb são modelos de sucesso dessa nova era.

Consequentemente, negócios consolidados estão em risco e isso pode afetar o seu trabalho.

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Recordo de um episódio, há cerca de dois anos, na última vez em que fui até um agência bancária. Meu gerente, sempre muito atencioso, educado e, diria, até bem-preparado, fez um atendimento exemplar, migrou minha conta para um segmento private, conseguiu produtos nos quais eu tinha interesse com taxas diferenciadas, e me deixou muito satisfeito até soltar a seguinte frase…

“Senhor José, estou checando aqui no meu sistema e

o senhor ainda não possui um seguro de vida.”

Sinceramente, eu estava bem satisfeito com todo o atendimento e, por isso, quase aceitei analisar a proposta do seguro de vida.

De volta à minha sanidade, naquele momento eu não conhecia muito sobre o produto, e me questionei com algumas perguntas básicas:

  1. Será que realmente preciso de um seguro de vida neste momento da minha vida?
  2. Que tipo de risco eu desejo cobrir?
  3. Tenho dependentes?
  4. Tenho recursos guardados para emergências?
  5. Tenho cobertura do seguro social?

Enfim, surgiram algumas dúvidas que logo me levaram a recusar a proposta imediata e analisá-la com mais calma em casa. Afinal, seguro é coisa séria. Ele é importante para qualquer planejamento financeiro, porém, deve ser analisado minuciosamente e não apenas para ajudar o seu gerente a bater mais uma meta.

Neste mês, recebemos um cliente na consultoria que possuía cinco seguros de vida ao mesmo tempo, dos quais dois realizados no exterior, em dólar. Quando perguntamos o porquê de tantas apólices, ele simplesmente não soube responder.

Parece loucura, mas esse tipo de comportamento é bem mais comum do que eu gostaria.

O seguro de vida é muitas vezes encarado como uma alternativa de investimento.

Mas não é !

 

Após presenciarmos algumas situações como essa, eu e o Walter Poladian conversamos com a Olivia Alonso em uma de nossas reuniões e decidimos falar sobre seguros dentro da Série Bancos. O intuito é esclarecer, de uma vez por todas, o que são esses produtos e como escolher um seguro ideal para o seu perfil.

O mercado de seguros surgiu da necessidade que pessoas ou empresas possuem de suportar e repor perdas, ou seja, anular total ou parcialmente  os riscos.

Segundo definição do dicionário Aurélio, seguro é o contrato pelo qual uma das partes se obriga, mediante cobrança de prêmio, a indenizar outra de um perigo ou prejuízo eventual.

Os seguros são produtos que fazem ou em algum momento vão fazer parte de nossas vidas, e, inicialmente, precisamos entender alguns termos utilizados nesse mercado.

Risco: evento incerto ou de data incerta, que independe da vontade das partes contratantes, e contra o qual é feito o seguro.

Segurado: PF ou PJ exposta a riscos seguráveis.

Segurador: PJ que assume a responsabilidade por riscos contratados.

Prêmio: preço do seguro pago pelo segurado ao segurador.

Sinistro: ocorrência de evento danoso previsto no contrato do seguro.

Indenização: pagamento efetuado pela seguradora aos beneficiários do seguro na ocorrência de sinistro.

Cobertura: valor garantido pela seguradora na ocorrência do sinistro.

Franquia: limite de valor que deverá ser suportado pelo próprio segurado na ocorrência de sinistro.

Prazo de vigência: período de cobertura do seguro (normalmente, um ano).

Carência: período no qual o segurado paga uma contraprestação em que o segurador ainda não é obrigado a indenizá-lo, caso ocorra evento danoso.

Proposta: instrumento utilizado pela seguradora para estudo e definição das condições do contrato, no qual constam informações sobre o possível segurado.

Apólice: documento (contrato) emitido pelo segurador com a proposta que rege os direitos e obrigações das duas partes.

O seguro de vida garante benefícios de acordo com o evento gerador.

1) Sobrevivência: de acordo com as condições contratuais estipuladas na apólice, se o segurado sobreviver ao período determinado, terá direito a uma indenização, sob forma de pagamento único ou de renda.

2) Invalidez: se o segurado ficar inválido, terá direito ao recebimento de uma indenização sob forma de pagamento único ou renda, caso esteja dentro do período de cobertura estipulado na apólice.

3) Morte: no caso de falecimento do segurado, seus beneficiários terão direito a receber uma indenização sob forma de pagamento único ou renda, caso esteja dentro do período de cobertura estipulado na apólice.

Ao escolher um seguro de vida individual, é fundamental definir quais tipos de risco você deseja cobrir, como morte por qualquer causa, natural ou acidental;  invalidez permanente total ou parcial por acidente; e invalidez permanente total por doença, dentre outras.

A ajuda de um profissional pode ser muito útil na sua escolha, pois se você não tiver definido de forma clara seus interesses, não faz sentido contratar um seguro. Você poderá até pagar mais caro por uma cobertura que não necessita.

Os planos mais tradicionais de seguro de vida são os de Benefício Definido. No momento da contratação, o segurado escolhe o valor do benefício que deseja receber em caso de morte ou invalidez ou no término do contrato (sobrevivência).

Suponha que um segurado possui definido na sua apólice um valor de indenização de 300 mil reais. Para garantir o recebimento desse montante, é necessário efetuar o pagamento de prêmios periódicos com valores fixos durante a vigência do contrato.

No seguro de vida individual não há carência, ou seja, no recebimento da proposta, a seguradora tem obrigação de pagar o benefício em caso de sinistro, desde que não haja omissão de informações por parte do segurado.

Caso o beneficiário do seguro de vida não seja indicado, o pagamento deverá ser 50 por cento ao cônjuge e 50 por cento aos herdeiros.

O valor do seguro não é considerado herança e não se sujeitará às dívidas do segurado.

Além disso, os seguros de vida não são taxados, pois não são considerados patrimônio. Por esse motivo, o instrumento é bastante utilizado em países desenvolvidos como um mecanismo que auxilia no planejamento sucessório.

Antes de contratar um seguro de vida, defina que tipo de cobertura você deseja, para que o valor pago de indenização seja suficiente para manter a vida financeira da sua família tranquila na sua ausência. Para isso, será necessário calcular despesas familiares e definir os prazos de cobertura para essas despesas que vão variar de acordo com necessidades específicas de cada segurado e seus beneficiários.

O preço de uma apólice de seguro de vida pode variar muito e depende   de fatores como tempo de cobertura, idade do segurado, estilo de vida e saúde. Por isso, pessoas com mais idade costumam pagar mais caro do que os jovens.

Com a ajuda de um profissional, pesquise as condições oferecidas pelo mercado – assim como faz com um seguro de carro –, priorizando sempre a proposta que se adapte mais às suas necessidades.

É importante verificar a credibilidade da seguradora que está contratando o serviço.

E atenção: uma modalidade de seguro de vida resgatável muito oferecida no mercado tem correção de inflação (IPCA) mais uma taxa fixa em torno de 2 por cento a 3 por cento ao ano. Essa alternativa parece ser muito atrativa, pois você poderá resgatar o valor pago com correção, porém, tenha em mente que ela está amarrada a prazos fixos e o cancelamento do contrato pode implicar   perdas do valor pago.

Por isso, muito cuidado com as propostas oferecidas por algumas seguradoras. O seguro de vida não deve ser confundido com um investimento. Esse produto é uma proteção financeira contra eventos imprevistos.

 

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Um Abraço,
Beatriz Cutait.

 

 

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Um abraço, e bons investimentos!

José Castro

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