Você deixaria um robô cuidar do seu dinheiro?

Entenda os avanços da tecnologia no mercado financeiro, as vantagens e cuidados que se deve tomar ao utilizar ferramentas cada vez mais sofisticadas.

Você deixaria um robô cuidar do  seu dinheiro?
 Caro leitor,

Quando fiz minha primeira compra de ações na bolsa de valores pelo sistema de home broker, não imaginava a evolução que aquilo representava. Na época, começava a trabalhar no mercado financeiro com meu tio, que também se chama José, uma pessoa de grande referência e que atuava na bolsa há mais tempo do que eu tinha de vida.

O José foi diretor da corretora de um grande banco nacional nas décadas de 1970 e 1980, e me explicou como as negociações eram feitas naquela época.

Não existia a negociação eletrônica; havia compra e venda de cautelas (certificados de ações em um papel padronizado), no extinto pregão a viva voz.

A comunicação era tão precária que o preço de uma mesma ação poderia estar com cotação diferente nas Bolsas do Rio de Janeiro e de São Paulo, e em algumas situações essas cautelas eram transportadas em maletas entre as cidades possibilitando arbitragens (comprar em uma bolsa e vender na outra) para obter ganhos com as diferenças de preço.

Eu me iniciei no mercado na fase dos sistemas eletrônicos de negociação, e toda essa história me pareceu algo pré-histórico.

Após dez anos no mercado de capitais, olho para trás e vejo enorme evolução dos meios de negociação, acesso a informações, produtos financeiros, atendimento ao cliente, dentre outros.

2,8 BILHÕES DE REAIS

Você está sendo lesado pelos bancos e precisa agir imediatamente para estancar a sangria do seu patrimônio.

Avise seus pais, filhos, parentes, amigos… esta denúncia deve chegar a todos que aplicam ou pretendem aplicar em fundos de investimento.

Trata-se do documento mais importante já produzido no Brasil sobre o assunto.

QUERO RECUPERAR MINHA PARTE DOS 2,8 BILHÕES DE REAIS USURPADOS PELOS BANCOS

 

Cada vez me surpreendo mais: plataformas automatizadas com algoritmos avançados que possibilitam execuções de ordens sem a necessidade de um operador, investimentos programados, e outras novidades.

Há, porém, um tema que me chama mais atenção nesse processo de desenvolvimento tecnológico: a gestão automatizada dos investimentos.

Vez ou outra leitores pedem nossa opinião sobre os robôs. Eis a minha:

A gestão automatizada dos investimentos é um modelo praticado nos Estados Unidos há alguns anos. É mais recente no Brasil e permite ao investidor uma simulação realizada por um robô (programa desenvolvido), com poucas informações:

O robô é o executor das estratégias, e estas são definidas por uma equipe de pessoas que estabelece os parâmetros no sistema desenvolvido.

Abaixo, um exemplo de simulação realizada por um robô:

  • Idade: 32 anos
  • Valor inicial a investir: 65 mil reais
  • Renda mensal: 10 mil reais
  • Quanto consigo poupar: 2 mil reais
  • O que mais importa para você nos seus investimentos? Máximo de ganho, mínimo de perda, equilíbrio entre os dois.
  • O que você fará se a sua carteira perder 10% do valor? Manter

Resultado:

Será que, com apenas essas informações, é possível montar um planejamento financeiro?

Imagino que você já saiba minha resposta.

Bem, esse tipo de serviço tem um apelo muito forte para o investidor leigo, pois esse lado prático leva ao comodismo, sem precisar entender o que se está fazendo e por quê.

Analisando por esse prisma, não me agrada a ideia. É o seu dinheiro, não será preciso dedicar muito do seu tempo para aprender um pouco mais sobre investimentos.

Esses sistemas geralmente possuem limitações, indicam apenas Tesouro Direto e fundos de ações (ETFs).

Será que, para investir nesses produtos, realmente é preciso pagar uma taxa de administração de quase 1% ao ano para receber indicações de um robô desenvolvido por pessoas sobre as quais eu não tenho referências?

E os diversos produtos que temos hoje em dia com isenção de IR, como LCI, LCA, debêntures incentivadas e rendimentos dos fundos de investimentos imobiliários, que por causa desse benefício fiscal, tornam-se ainda mais rentáveis? Você vai ficar fora?

Por que não escolher um fundo multimercado já conceituado, pagando 2% ao ano, com um belo histórico de desempenho?

Aí pensamos no velho dilema: “o barato pode sair caro”.

Por falar em fundos de investimentos, lançamos o relatório da nossa especialista, Luciana Seabra, que indicará as melhores opções de fundos de ações, multimercado e renda fixa. Veja agora este documento inédito sobre a indústria de fundos no Brasil e aprenda com a Luciana como selecionar bons fundos.

 

A ideia de criar um robô que faça um planejamento financeiro para um investidor, levando em conta algumas perguntas, pode não ser o suficiente para determinados objetivos.

Acho muito interessante toda essa evolução, são serviços e produtos que chegam para agregar, e os maiores beneficiários somos nós, investidores. É, porém, importantíssimo aprender o que fazer com o seu dinheiro suado. Afinal de contas, não foi um robô que trabalhou e recebeu dinheiro por você.

A ajuda de um profissional com referências e certificado é indispensável. Ele poderá entender seus reais objetivos e traçar um plano financeiro mais elaborado. Também vai explicar de forma detalhada o que é e como funciona cada produto indicado, além de alertar sobre os reais riscos envolvidos.

A máquina não é inútil, pelo contrário; ela pode ser usada como forma de comparação e complemento da sua própria análise, porém se trata de dados matemáticos e estatísticos programados, por isso não substitui um profissional que consegue sensibilizar-se de forma mais apurada das reais necessidades do investidor.

Atualmente, no formato que está sendo apresentado o produto de gestão automatizada, não recomendo a contratação do serviço. É algo muito novo que ainda não temos dados históricos que nos comprovem o desempenho desta ferramenta. Continuo defendendo que a busca pelo conhecimento e aprendizado é o melhor caminho para o sucesso na vida financeira.

Com a saúde do dinheiro não se brinca

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2) Qual seria uma boa debênture incentivada para investir agora?

3) De onde saem os valores de referência? A corretora pode negociar por um valor maior de taxa do que o oferecido na emissão? Se a emissão foi em 2014, o título oferecido pela corretora é sobra? Ou é venda de quem comprou na emissão e estava querendo vender?

 

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Adicionalmente, depois de termos feito um guia sobre investimentos em empresas com risco de falência, termos discutido sobre ativismo, adicionado dois papéis com risco de M&A, passamos a entregar um guia sobre turnaround. Saiba quais são os melhores papéis para comprar hoje neste quesito.

PS.: Além do Insider, temos hoje um relatório interessante na série Melhores Ações da Bolsa. Comentamos porque continuamos (bastante) otimistas com as boas empresas. O país mudou, mudamos com ele. Comentamos ainda o que acontece em nossa amada Eztec. Em visita recente os gestores nos explicaram porque as vendas estão ruins e isto é, na realidade, ótimo.

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Ficou com dúvidas sobre o assunto de hoje? Envie-as para jose.castro@criandoriqueza.com.br que irei selecionar algumas para responder em textos futuros.

Um abraço, e bons investimentos!

José Castro

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