Como escolher a melhor vida possível

Conheça as três decisões mais importantes para ter a vida que você deseja

Como escolher a melhor vida possível

Nesses primeiros ensaios do ano vamos falar sobre mudanças de atitude.

Chamaremos de semanas da “promessa”. Para começar, lembramos que as três decisões mais importantes da vida respondem às seguintes questões:

1. O que você vai fazer?
2. Com quem?
3. Onde?

Achei muito bom quando ouvi isso há 17 anos. Hoje, ainda penso que é uma pérola de sabedoria.

De vez em quando, devemos parar e considerar as escolhas que fizemos – e que continuamos a fazer – para que possamos ter a melhor vida possível.

 

Minha carreira em 300 palavras

Quando eu era criança, queria ser muitas coisas – policial, artista de circo, escritor. Ilusões que eu tinha em relação à diversão e ao romantismo dessas profissões construíram minhas ambições.

Minhas primeiras experiências de trabalho foram muito tediosas, já que a minha idade e a minha condição social limitavam muito as possibilidades. Eu entregava jornal, trabalhava na doceira da rua de casa e lavava carros do outro lado da cidade.

Durante o ensino médio, eu trabalhava aos fins de semana e verões limpando depósitos, tirando a neve, pintando as casas etc.

Na faculdade, meus amigos e eu montamos nosso primeiro negócio – instalávamos piscinas em Long Island, Nova York. Nós tínhamos quatro equipes e ganhávamos o que parecia ser muito dinheiro. Era divertido.

Foi uma ótima introdução ao empreendedorismo. Mas eu sabia que aquela não seria a minha carreira.

Depois de fazer meu mestrado na Universidade de Michigan, eu me inscrevi no Corpo da Paz e fui para o Chade (na África) por dois anos. Lá, eu ensinava literatura inglesa na Universidade do Chade em N’Djamena.

Além de dar aulas, eu escrevia (editando a newsletter do Corpo da Paz e escrevendo um livro sobre a poesia oral da região) e me sentia feliz.

Quando voltei para os EUA em 1977, comecei a procurar um emprego como escritor. Consegui um em uma pequena editora em Washington.

No começo, eu estava feliz, mas depois de alguns anos fazendo sempre as mesmas pesquisas e escrevendo praticamente a mesma história todas as semanas, eu disse a meu chefe que queria administrar o negócio.

Ele concordou. Dois anos mais tarde, eu me tornei diretor editorial de uma grande empresa na Flórida. Um ano depois disso, virei sócio de meu chefe.

Essa, em resumo, é a história da minha carreira. Eu a contei para provar meu ponto.

A parte sobre “O que fazer”, pelo menos em minha vida, não foi o resultado de uma escolha cuidadosa, mas de uma série de decisões baseadas nas circunstâncias. Elas me levaram por um bom caminho que – em retrospectiva – parece um tanto quanto acidental.

Acho que é assim com a maioria das pessoas.

Começamos com sonhos de juventude. Eles desaparecem com a experiência. Aceitamos um emprego para pagar as contas, depois outro para melhorar nossa renda e depois mais um. Antes que percebamos, construímos “uma carreira”.

É um caminho tortuoso. Às vezes, percebemos que não gostamos do que fazemos.

 

O que você está fazendo?

Como eu disse, nunca é tarde demais para perguntar: “Estou fazendo aquilo que gosto? Está me proporcionando todos os benefícios que desejo e de que preciso? Quão perto estou de meu emprego dos sonhos?

Pare alguns momentos para pensar.

Você pode ver a pequena lista a seguir para identificar o que – para mim – são as características mais importantes do emprego dos sonhos.

 

O emprego dos sonhos

• Ficaria feliz de fazer meu trabalho de graça;
• Acredito que ele tenha valor – para mim e para as pessoas que me pagam para fazê-lo;
• Ele me desafia. Exige esforço da parte lógica e da parte criativa de meu cérebro.

Se você perceber que a parte de “o que fazer” de sua vida não é perfeito, não entre em pânico. Se está pagando as contas, já é um começo. Nossa primeira responsabilidade é sustentar nossas famílias.

Mas caso seu emprego não satisfaça outras exigências – se, por exemplo, ele não exige esforço de sua inteligência e imaginação –, você deve se comprometer a fazer mudanças.

Se você tiver sorte, pode encontrar uma oportunidade de ter seu emprego dos sonhos. Sendo mais realista, você pode caminhar passo a passo fazendo ajustes, como eu fiz em minha carreira.

 

O sócio perfeito

Sempre achei que a questão “com quem” se referia ao cônjuge. E provavelmente esse é o sentido original.

Mas ela também é relevante no mundo do trabalho.

As pessoas com quem você trabalha – seu chefe, seus sócios, seus colegas e seus funcionários – determinam, em grande parte, a satisfação e o sucesso que você terá em sua vida profissional.

Se você pensar em suas experiências, verá que muito do prazer e da dor vieram dos relacionamentos que você teve – de sua interação com as pessoas no trabalho.

Você pode pensar que não tem escolha nesses assuntos. Afinal, você não pode contratar seu próprio chefe. Mas, na verdade, você pode.

Ao escolher a empresa em que vai trabalhar, você está escolhendo seus futuros colegas.

Caso perceba que está em um ambiente tóxico (um que é político e não empreendedor), não hesite em procurar algo melhor.

E, na hora de contratar funcionários, não leve em conta apenas as habilidades e talentos. Leve em conta se será agradável ou não trabalhar com eles.

As seguintes características devem ajudá-lo a escolher o parceiro ideal:
• Ele o respeita;
• Você o ajuda;
• Ele o ajuda;
• Você não espera que ele mude. Você está feliz com a pessoa que ele é.

Essas quatro características podem parecer óbvias, mas eu as ignorei na maior parte da minha vida profissional. Aos poucos, reconheci o quanto elas eram importantes na tomada de boas decisões em termos de parceiros.

Essas são as características que – depois de todos esses anos – parecem mais importantes para mim.

 

O lugar perfeito para morar

Onde você mora e onde você trabalha também são importantes.

O ambiente físico dos seus sonhos afeta muito sua vida perfeita (você adora as montanhas, as planícies, a praia? Você prefere grandes metrópoles ou cidadezinhas do interior?).

Quem está começando, precisa ir onde o trabalho está. Mas, conforme você sobe os degraus da escada do sucesso, terá mais poder de decisão. Isso é muito verdadeiro no mundo de hoje, no qual, em muitas indústrias, é possível trabalhar remotamente.

Além disso, considere o tempo que gasta no trânsito. Algumas pessoas gostam de passar uma hora ou mais por dia indo de casa para o trabalho. Elas utilizam esse tempo para ouvir música, audiobooks e coisas assim.

Outras pessoas – como eu – preferem não passar muito tempo no trânsito. Ter meu escritório a menos de 2 quilômetros de casa melhorou minha qualidade de vida. Eu posso ir a pé, de bicicleta ou de carro e levo menos de 15 minutos para chegar.

Além disso, a qualidade do ambiente de trabalho – seu escritório – afeta sua qualidade de vida. Como você passa o dia inteiro em um único lugar, certifique-se de que gosta de tudo em relação a ele.

Seu escritório não pode ser um amontoado de coisas de que você precisa. Deve ser um santuário onde você pode trabalhar de forma produtiva, um pedaço de paraíso cheio de objetos que lhe dão prazer.

 

Fazendo acontecer

Caso você seja jovem ou mais velho, esteja no início da carreira ou trabalhando durante a aposentadoria, você pode encontrar boas respostas para as três questões.

Comece hoje mesmo pensando sobre elas. Vá em direção à sua vida perfeita. E comece o processo de buscá-la.

Um abraço

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