Como evitar uma “demissão surpresa”

Ser mandado embora não é legal, mas ser mandado embora quando você pensa que está fazendo um bom trabalho é terrível

Como evitar uma “demissão surpresa”

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Ser mandado embora não é legal, mas ser mandado embora quando você pensa que está fazendo um bom trabalho é terrível.

O objetivo da mensagem de hoje é alertá-lo para um perigo importante: alguém na sua empresa pode estar pensando em dispensá-lo.

Na verdade, pode ser mais de uma pessoa. Talvez sejam duas ou três pessoas poderosas e influentes. Talvez até mesmo um comitê.

Parece ridículo? Impossível!?! Afinal, você chega na hora e faz tudo o que pedem. Pode não ser o queridinho do chefe ou um funcionário superstar, mas faz valer o salário que te pagam. Como alguém poderia estar pensando em demiti-lo? Deveriam oferecer um aumento, isso sim!

Já demiti muita gente. Não é divertido chamar alguém em seu escritório – alguém que acredita estar fazendo um bom trabalho – e dizer “você está fora”. É uma surpresa bastante dolorosa.

Saiba que executivos seniores conversam sobre demitir gerentes o tempo todo, assim como gerentes falam o tempo todo sobre demitir os demais funcionários.

Discutimos o cenário “pior das hipóteses”, quando uma tarefa é malfeita ou quando a empresa não vai bem.

E quando esses dois fatores colidem ocorrem demissões surpresa.

A revista Forbes fez uma matéria de capa sobre um aspecto especialmente difícil em relação a demitir funcionários antigos.

O artigo apontou que antigamente esse tipo de demissão significava que o funcionário passaria por um período de introspecção e planejamento, seguido de uma nova contratação em uma empresa mais adequada… realizando um trabalho mais desafiador e melhor remunerado.

Hoje em dia não é mais assim.

“Seja demitido quando estiver na casa dos 50 anos”, alerta a revista, “e você pode procurar por anos sem encontrar nada”.

A Forbes apelidou isso de “o novo e frio mundo dos aposentados involuntário e prematuramente”.

Estudo de caso: Bob Miller, 55, um executivo bem-sucedido e cheio de energia da indústria de seguros perdeu seu emprego em 2003 e ainda não encontrou outro. De acordo com a revista, Miller passa seus dias fazendo ligações, lendo e “remoendo o que aconteceu”.

Como disse, já demiti muitas pessoas, inclusive executivos bem remunerados em plena atividade, como Bob Miller. Na hora de mandá-los para meu escritório e dar a notícia, sempre achei estranho o quão surpresos ficavam.

Ninguém – a não ser o dono da empresa – está seguro no emprego.

Quando a economia vai mal, há grandes chances de a empresa reagir. Numa tentativa de cortar gastos, a primeira coisa que um CEO fará é pensar sobre os executivos mais bem pagos e se perguntar: “Quem não é indispensável?”

Agora, por exemplo, acabei de sair de uma reunião com um dos meus clientes. A empresa vai muito bem. Há muitos anos tem um crescimento impressionante tanto em receita quanto em lucro. A base de clientes está expandindo e novos produtos são criados quase todos os meses. Naturalmente, o número de funcionários aumentou.

Então, qual é a resposta dos dirigentes à boa notícia?

“Precisamos de um plano contra crises”, anunciou o CEO na reunião de estratégias. “Ultimamente, tudo tem corrido bem. Há chances de que algo aconteça. Se acontecer, quero estar preparado.”

Seguindo essa lógica, presidentes e vice-presidentes preparam planos para sustentar uma “queda significativa na receita – uma que poderia acabar com os lucros e fazer com que a empresa perdesse dinheiro”

Os planos de contingência devem identificar quais produtos e pessoas poderiam ser cortados. Então, quando a lista ficar pronta, haverá um grande número de executivos seniores considerados dispensáveis.

Não acredito que essa redução de pessoal vá ocorrer. Graças às estratégias implementadas nos últimos anos, a empresa é estável demais para sofrer com um desaceleramento da economia.

Mas esse exercício me lembrou de que mesmo em bons períodos em ótimas empresas não há garantia de segurança no emprego.

Na verdade, aposto que pelo menos um dos executivos considerados dispensáveis será demitido no ano que vem. Não porque a empresa vai mal, mas porque o chefe dele percebeu que ele não estava trabalhando o suficiente.

É disso que me lembro dos executivos que demiti. Apesar de chegarem na hora e realizarem seus trabalhos, nenhum deles era um funcionário superstar. De todas as demissões (e há dezenas delas), nenhuma era de um funcionário superstar.

A melhor chance que um executivo tem de manter seu emprego, independentemente de quão bem a empresa está, é ficar no top 10% da base de funcionários. Não em termos de tempo de casa ou salário (que no caso é um ônus e não um benefício), mas em termos de reputação de performance, ou seja, quão bem ele faz seu trabalho.

Mas ser um funcionário superstar não protege 100% contra demissões.

Há empresas que são tão ruins e tão politicamente desconectadas do objetivo do negócio que permitem que bons funcionários sejam demitidos por razão pessoais ou políticas.

Se você trabalha para uma empresa assim, fazer um bom trabalho não o protegerá.

É claro, você não deveria estar trabalhando para uma empresa dessas porque não há futuro nela. É melhor sair e procurar outro emprego – mesmo um que pague menos – em uma empresa melhor. (Mas consiga o novo emprego antes de desistir do atual. Quando se trata dos seus meios de subsistência, discrição é sempre uma boa pedida).

Como saber se você corre o risco de ser demitido

Faça o teste a seguir. Cada “sim” vale um ponto.

• Estou no top 10% em performance entre os funcionários da empresa.

  • Estou no lado do fluxo de caixa da minha empresa, ou seja, trabalho com marketing, vendas, gerência de criação de lucro ou criação de produtos.
  • Sou o melhor em meu departamento e todos os meus colegas concordam com isso.
  • Sou pessoalmente responsável por lucros – não vendas – pelo menos cinco vezes maiores que meu salário.

• Estou em uma fase muito positiva de desenvolvimento no trabalho em termos de contribuição para o sucesso da empresa.

Se obteve 5 pontos, não precisa se preocupar.
Se obteve 3 ou 4 pontos, provavelmente está seguro, mas melhore nas áreas em que está apenas “seguro”.
Se obteve menos de 2 pontos, comece a se preocupar. Mesmo que esteja satisfeito com seus esforços e resultados, é possível que seu chefe não concorde.
A melhor maneira de descobrir é marcar uma entrevista pessoal (na hora do almoço ou do café) e fazer perguntas não ameaçadoras (sim, chefes podem se sentir ameaçados), como:

Há alguém no grupo com quem possa aprender hábitos e habilidades valiosos?

Quais são minhas maiores qualidades e meus piores defeitos como funcionário?

Pode dizer três coisas que recomenda que eu faça para aumentar minha contribuição para a empresa?

Numa escala de uma a cinco, como você me avaliaria em:

  • Entendimento do serviço
  • Paixão pelo trabalho
  • Conhecimento
  • Performance
  • Confiabilidade
  • Pontualidade
  • Facilidade de gerenciar
  • Possibilidades futuras

Se houver várias pessoas – influentes e poderosas – com quem você possa fazer essa entrevista, descobrirá tudo o que precisa saber.

Não importa o que aconteça, não discuta.

Aceite as críticas implícitas com graça e agradeça com sinceridade. Eles gastaram tempo ajudando-o a atingir seus objetivos. Você deve se sentir grato.

 

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Já escrevi muitas vezes sobre como se tornar um funcionário melhor. Tudo o que fizer para se tornar um funcionário melhor também aprimorará suas habilidades de empreendedorismo, das quais precisará posteriormente para montar seu negócio.

Os passos básicos para se tornar um funcionário indispensável são:

• Encare a realidade. Faça uma avaliação realista do quão valioso você é.

• Identifique suas fraquezas e elabore um plano para aprimoramento. Estabeleça objetivos detalhados e com prazo específico.

• Aprenda segredos essenciais de sua empresa. Como ela faz as vendas? Como converte essas vendas em lucro?

• Identifique seu ponto ou habilidade mais fortes e certifique-se de que é algo que você possa usar para contribuir com as vendas ou geração de lucros da empresa. Enquanto corrige suas fraquezas, melhore suas habilidades. Damos grandes passos quando aprendemos a fazer melhor aquilo em que já somos bons. Isso é mais verdade ainda quando aquilo que fazemos realmente conta.

Lembre-se: são necessárias 1.000 horas (menos 25% ou 30% caso você tenha um mentor) para se tornar competente em uma habilidade complexa. Isso significa que você pode se tornar um funcionário valioso se devotar 20 semanas (ou menos) de sua total atenção a uma habilidade. Vinte semanas são apenas cinco meses. Não é muito tempo para “gastar” com seu futuro.

Já fui demitido uma vez quando trabalhava como garçom no restaurante Scotty’s em Rockville Centre, Nova York. Ainda sinto uma dorzinha lembrando do choque e da humilhação quando Scotty sentou comigo e disse: “Filho, tenho que te mandar embora”.

Prometi a mim mesmo que isso nunca mais aconteceria.

Desenvolva suas habilidades valiosas (financeiramente falando) para que tenha segurança no trabalho até o dia em que possa sair por vontade própria. Essas mesmas habilidades facilitarão o desenvolvimento de um seu próprio negócio no futuro.

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Botão Red3

Abraços,

Mark

 

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