Como ter relacionamentos lucrativos

Descubra os segredos para fechar bons acordos comerciais

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Como ter relacionamentos lucrativos

Quando se trata de relações de negócio, eu tenho aversão a papel. Prefiro apertos de mão, inclusive fechei quase 80% dos meus negócios com acordos verbais.

Alguns dos meus amigos e colegas pensam que sou um tolo, mas me sinto orgulhoso e com sorte. Para trabalhar dessa forma, você precisa ser honrado, flexível e escolher sócios que também sejam assim.

Relembrando as centenas de negócios não escritos que fechei, vejo que 90% deles funcionou muito bem, mas alguns não deram certo.

Em alguns casos, meu sócio e eu tínhamos lembranças diferentes do acordo original (eles haviam sido feitos antes do e-mail e nenhum de nós tinha um registro do acordado). Em outros, quase sempre chegávamos a um consenso, mas o processo era desconfortável e constrangedor.

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Em um caso, um sócio faleceu, e seu herdeiro não queria aceitar meu relato do acordo. Ele deveria, mas não sabia disso na época. Chegar a um acordo foi muito custoso para nós dois, em termos de tempo e de despesas legais.

Lembro-me de três ocasiões em que meus sócios tentaram me prejudicar. Eles eram honrados no início (quando precisavam mais de mim do que eu precisava deles). Assim que a relação mudou, e eles podiam operar sozinhos, eles tentaram mudar o acordo ou, em um caso, livrar-se dele.

Por isso, minha opinião atual sobre acordos “por escrito” é:

Quando é hora de fazer o negócio, pense se você pode confiar na pessoa com um aperto de mão. Se a resposta for “não”, então você deve reconsiderar o negócio. A longo prazo, um sócio ruim será ruim para você. Mas, se você decidir fazer o acordo, peça para um advogado confiável escrever um bom contrato.

Se o sócio é confiável, mesmo assim tenha algo por escrito. Não precisa ser um contrato longo e complexo. Em alguns casos, pode ser apenas um e-mail com uma resposta afirmativa do sócio.

Ele deve incluir os seguintes componentes básicos: a função de cada sócio (em termos de dinheiro, especialidade etc.) e o que cada sócio receberá. Também deve incluir como as ações podem ser compradas e vendidas caso um dos sócios faleça ou saia do negócio.

A palavra final é: ter algo no papel – pelo menos uma carta de acordo que descreva os pontos mais importantes – é melhor do que nada. E contratos são bons nas raras ocasiões em que você deseja fazer negócios com alguém em quem não confia completamente.

Mas o melhor é fazer negócios apenas com pessoas honradas e flexíveis. A longo prazo, essas qualidades se acumularão, resultando em lucros mais rápidos e mais fáceis do que no início da empreitada.

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