Fique mais rico investindo de forma mais inteligente

Conheça todos os meus investimentos e saiba o que penso sobre cada um deles

Fique mais rico investindo de forma mais inteligente

Continuamos nas nossas semanas da “Promessa”, para começar 2016 com propósito firme de alcançar a riqueza.

Eu, por exemplo, passei muito tempo no ramo de consultoria de investimentos. Não na parte de planejamento financeiro, nem na de corretagem, mas como consultor de editores de newsletters e livros financeiros.

Também criei, divulguei, dirigi e palestrei em mais de 100 seminários e conferências de investimentos.

Toda essa experiência me ensinou uma lição importante: é impossível ganhar dinheiro esperando retornos de 10 para 1.

Se você quer ficar rico como um investidor, deve ter expectativas mais razoáveis.

Se insistir em tomar decisões financeiras com base em ‘previsões do futuro’, vai acertar algumas vezes… e errará outras.

Mas, como Nassim Taleb argumenta no livro “Antifrágil – coisas que se beneficiam com o caos”, quando a maioria das pessoas erra, elas realmente erram… acabando com qualquer ganho que possam ter conseguido quando acertaram.

Quanto a encontrar a próxima Apple, bem, as chances são pequenas. Os dados são bastante claros. A maioria dos investidores individuais (que tentam vencer o mercado comprando ações individuais) tendem a ter um desempenho 80% pior do que as médias de mercado.

Se não se pode esperar ficar rico lendo The Wall Street Journal ou outras publicações de economia, o que você pode fazer?

Você pode utilizar o modelo de investimento que deu certo.

Estou falando sobre alocação de ativos.

Alocação de ativos é o processo pelo qual você espalha a sua riqueza. Você determina quanto vai investir em ações, títulos, imóveis, ouro etc.

O caminho para a riqueza é por meio da alocação de ativos – mas não apenas em ações, títulos e dinheiro. Você precisa de um grupo maior de ativos… ativos que vão te dar uma gama completa de renda e potencial de valorização.

Quando se trata de identificar quais devem ser esses ativos, posso apenas lhe contar o que fiz e como me saí – então você pode decidir por si mesmo o que é melhor para você.

Mas, se você ainda não tem muita diversificação, veja o que recomendo: torne seu objetivo em 2016 introduzir uma classe diferente de ativos e adotar uma boa estratégia de gestão de riscos.

No Brasil, sugiro que conheça o novo projeto do Felipe Miranda, da Empiricus, que tem grande relação com tudo isso que estou dizendo.

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Quanto a mim, atualmente eu invisto (e vou continuar investindo) em oito classes de ativos:

• Títulos (7%)

Nos Estados Unidos, onde os bons títulos estão caros, eu deixo apenas 7% do meu patrimônio nesse tipo de investimento. Certa vez, eu tinha cerca de 60% do meu patrimônio em títulos (quando tinha apenas três classes de ativos em meu portfólio).

Hoje, tenho cerca de 7% de meu patrimônio disponível para investimento em títulos.

Por quê?

Porque muito da minha riqueza está presa em imóveis e pequenos negócios que cresceram bastante ao longo dos anos. Esses investimentos me deram retornos mais altos – em torno de 15% ou 20%.

No Brasil, ainda é possível ter esse nível de retorno com os títulos do Tesouro Direto, o que os torna bastante atrativos. Como esse não é o caso dos Estados Unidos, eu parei de comprar títulos. Conforme meus títulos venciam, minha participação diminuía.

Gosto de comprar meus títulos em escada – ou seja, um pouco a cada ano, para que, quando me aposentar, tenha um certo valor a receber a cada ano.

Eu tenho títulos para receber desde agora até 2022, pelo menos. Isso significa que terei bastante dinheiro livre de impostos. Deve ser tudo de que preciso – e, se for, estarei “tranquilo” até os 72 anos.

Mas pretendo viver até os 92. Então, ou eu terei que comprar mais 20 anos de títulos, ou não os usar em meus primeiros anos de aposentadoria. Por isso, quando for a hora (ainda não sabemos quando ela será), eu vou comprar de novo.

Link recomendado: Veja essa entrevista do Criando Riqueza com Andre Proite, responsável pelo Tesouro Direto. Ele fala sobre os riscos do investimento.

• Ações (10%)

Tenho dificuldade em estimar os lucros das minhas empresas – negócios que eu conheço tão bem quanto meus próprios filhos. Então, como posso acreditar que sei quais serão os ganhos futuros dos negócios dos outros?

E, mesmo que pudesse prevê-los, como vou saber se eles vão influenciar o preço das ações?

O preço das ações viaja para todos os lugares. Eu não sei o que vai acontecer ao longo de 2016 (a única coisa de que tenho certeza). E não confio em minhas teorias o suficiente para apostar muito nelas.

Então, apesar de acreditar no mercado de ações, vou investir nele com tanto cuidado quanto sempre fiz.

Sempre busco quatro características em uma ação… ou em um sistema de escolha de ações:

1. Gosto de comprar pensando em value investing (abordagem de investimento criada por Benjamin Graham e ampliada por Warren Buffett, na qual há uma investigação profunda das empresas em que se aplica). A longo prazo, o preço das ações vai refletir os ganhos da empresa. Por isso, eu gosto dos consultores – e dos sistemas de consultoria – que têm o índice preço/lucro em mente.

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2. Prefiro empresas com esquemas de lucro que consigo entender. É impossível saber o suficiente sobre o negócio de outra pessoa. Mas, se você conseguir entender como a outra pessoa planeja vender o produto – e se tiver um pouco de experiência em negócios para comparar estratégias – terá mais chances de evitar erros. (Comprei pouquíssimas ações de internet porque nunca vou entender os planos de marketing. Na maioria das vezes, eles violam tudo o que aprendi sobre vendas).

3. Sou cético em relação a histórias de ações. Sendo um homem de marketing, gosto de uma boa história. Mas sei que uma boa história de ações diz mais sobre quem está contando do que sobre as ações em si.

4. Estou preparado para estar errado. Não importa quão sólidos meus investimentos pareçam, nunca vou saber o suficiente sobre ações – incluindo as reações do mercado – para ter certeza de que o preço irá para onde quero.

Por isso, prefiro utilizar limite de perdas. Em meu portfólio, tenho algumas ações de empresas bastante sólidas – ações que são parte do Portfólio Legacy (“As melhores ações do mundo”).

Pretendo ficar com elas para sempre. Mas, para obter preços acima da média de mercado, você precisa escolher ações que têm capitalização de mercado mais baixa e maior chance de crescer.

E já que essa abordagem envolve mais risco, você precisa minimizar o risco tendo limite de perdas.

Para reduzir meus riscos ainda mais, eu fraciono meus investimentos em ações.

Juntas, elas ficam em torno de 10% do meu patrimônio disponível para investimento.

• 65% das minhas ações são de tipo “Legacy” – empresas grandes, seguras, pagadoras de dividendos e estabelecidas há bastante tempo.
• 10% de minhas ações são de tipo “desempenho” – uma seleção de ações na tentativa de vencer o mercado.
• 20% de minhas ações são opções.
• E 5% estão em uma combinação de estratégias que considero um pouco arriscadas. (Lembre-se de que essa é uma pequena porcentagem do meu patrimônio disponível para investimentos. O número real destas especulações é de cerca de 0,5%. E esse valor não é uma única ação, mas um portfólio com diversas delas. Espero que isso mostre que devemos desconfiar das ações, mas mesmo assim termos uma estratégia para lucrar com elas… por meio da alocação de ativos adequada e de boa filosofia de redução de riscos.)

• Dinheiro (3%)

Por volta de 2005 — quando eu não conseguia mais encontrar negócios de imóveis por um GRM razoável (de 8 nos EUA e de 10 a 15 no Brasil) — comecei a acumular dinheiro.

Em 2010 — quando voltei ao mercado — a porção de dinheiro de meu patrimônio disponível para investimentos era próxima de 10%.

Eu tinha muito dinheiro em uma época na qual o preço dos imóveis estava muito barato. Eu não tenho comprado desde então, e meu dinheiro está se acumulando de forma rápida. Pretendo deixar assim até que o mercado de imóveis forneça melhores oportunidades.

• Ouro (e outros metais preciosos) (3%)

Anos atrás, eu entrei no negócio do ouro por causa do fundador da Agora, Bill Bonner (a Agora é a empresa americana sócia da Empiricus).

Ele me assustou muito com aqueles textos que falavam sobre a gravidade de crises econômicas.

Então comprei um monte de ouro por cerca de US$ 400. Esse valor subiu bastante desde então. Mas, 3% em ouro ainda é cerca de 50% a mais do que preciso.

Não planejo comprar nem vender. Estou satisfeito com o que tenho. (Também é divertido contar meu ouro de vez em quando).

Leitura recomendada: Ouro: o ativo para tempos de crise?

• Seguro de vida e anuidades (4%)

Não gosto muito de investimentos baseados em “seguros de vida – anuidades inclusas”. Mas encontrei duas exceções que me dão alguma remuneração: Uma é a SPIA (single premium immediate annuity – anuidade imediata de prêmio único). A outra é o Seguro de Vida Inteira (chamado de Whole Life nos EUA) com o pagamento de dividendos.

Thais Folego, repórter do O Financista que acompanha o setor de seguros durante anos, conta que as duas opções existem no Brasil, mas são incipientes. Você pode contratar a SPIA por meio de seguradoras independentes ou de bancos brasileiros. Nela, você transforma uma reserva de recursos em renda mensal ou anual. Esse tipo de seguro ainda é pouco comum no Brasil pelo fato de a maior parte da população ainda estar na fase de acumulação de reservas.

Já o Seguro de Vida Inteira é feito por meio de um contrato único com cobertura para a vida inteira, não importa a idade em que a pessoa morrer. O pagamento do seguro é feito normalmente em 20 ou 30 anos e seu custo é alto.

Enquanto você paga esse dinheiro para a seguradora, ela investe o montante no mercado financeiro. Se o retorno for superior ao que está estimado no contrato, ele volta para as reservas da pessoa, resultando em uma maior indenização – este é o componente de “dividendo” desse seguro. A única seguradora que oferece essa modalidade de seguro no Brasil é a americana Prudential. Segundo especialistas, é o melhor tipo de seguro de vida oferecido pelas seguradoras.

 

• Colecionáveis (5%)

Sinto muita satisfação com minha coleção de arte de investimento, meus livros de primeira edição, meus conhaques raros, meus carros antigos etc., mas não vou fingir que eles se igualam, em termos de recompensa financeira, a alguns de meus outros investimentos.

A principal desvantagem dos colecionáveis é que eles não geram renda. E eu sou aficionado por renda.

Mas o benefício – além de uma vida de prazer – é que eles são tangíveis e portáteis.

• Imóveis (28%)

Imóveis já foram meu único – e pior – investimento. Mas, desde então, eles se tornaram minha classe de ativos favorita… apesar de estarem em segundo lugar em meu ranking de criação de riqueza.

Coloquei imóveis no topo da lista por muitos motivos: é real, é tangível, é (às vezes) agradável aos olhos, proporciona orgulho de posse e é o tipo de investimento que você pode alavancar com segurança (caso siga algumas regras básicas). E você pode ganhar dinheiro… sem gastar muito tempo.

Aprendi muito sobre imóveis investindo nos últimos 30 anos. Meu portfólio atual reflete isso. Ele é composto por unidades residenciais e comerciais, terras (para agricultura, ilhas e lotes vazios) e investimentos (ambos diretos e em parceria) em empreendimentos residenciais, resorts, hotéis e escritórios – nos EUA e no exterior.

• Investimento direto e empreendedorismo (40%)

Essa classe de ativos representa a maior parte da minha riqueza. O que talvez você não imagine é que – de todo o dinheiro que investi nos ativos listados – coloquei a menor quantia em empreendedorismo.

Meu investimento total nessa classe provavelmente foi menos de 2% do meu patrimônio atual. Mas ele cresceu até chegar ao que é hoje. É por isso que sou um grande fã da categoria.

Segurança sólida e tranquilidade

Para além dos acontecimentos, eu me sinto 100% seguro com a situação de meus ativos. Essa é a beleza – e o poder – da alocação inteligente de ativos.

Quando certos ativos são atingidos, outros sobem e compensam. A grande maioria deles continua a gerar mais e mais renda.

Se você não está seguindo os princípios de alocação de ativos e de gestão de risco da Empiricus, seria prudente fazer algumas mudanças logo.

Quanto a meu portfólio de investimentos, vou continuar a atualizá-lo no Criando Riqueza, assim como em novas séries que vamos apresentar no Wealth Builders Club (WBC) em 2016. Para ter acesso ao conteúdo completo da série Você Investidor, do Criando Riqueza, clique aqui.

 

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Um abraço,

Mark

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