A utopia de McMillan

Quando McMillan apresenta a solução para os problemas que acarretaram a crise de 2008, ele constrói alguns cenários de uma economia sem bancos, que, para mim, são um pouco utópicos.

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A utopia de McMillan

Fomos para Nova York em uma semana que prometia muito para o universo dos criptoativos, mas não aconteceu aquela euforia traduzida em preços que esperávamos. Segue o baile.

Mas me lembro também que, ao embarcar para a Consensus, levei uma leitura que tinha tudo a ver com o nascimento das criptomoedas: “The End of Banking”. O livro foi escrito por dois autores que preferiram se esconder atrás de um pseudônimo, Jonathan McMillan.

Tinha a impressão de que, em algum momento do livro, os autores tocariam no tema criptomoedas, ou simplesmente em blockchain, mas minhas esperanças foram minguando capítulo a capítulo.

No entanto, não pense que achei o livro ruim, pelo contrário, consegui entender o problema do sistema bancário por uma outra ótica.

Além disso, ao final, quando McMillan apresenta a solução para os problemas que acarretaram a crise de 2008, ele constrói alguns cenários de uma economia sem bancos, que, para mim, são um pouco utópicos.

Duas dessas utopias estão pautadas na digitalização completa do dinheiro. A primeira proposição do autor é a possibilidade de os governos cobrarem impostos percentuais sobre o dinheiro nas contas das pessoas.

Imagine que no fim do ano você tivesse 100 mil reais na conta e um imposto de 1 por cento, por exemplo, incidisse sobre esse valor. Você perderia mil reais de poder de compra.

Basicamente, isso funcionaria como uma forma de “inflação às avessas”, na qual o seu dinheiro diminui, mas você consegue perceber já na sua conta e não só na hora que vai às compras.

Esse modelo ajudaria o país a controlar os preços dos bens vendidos no seu território, porque faria a oferta de dinheiro diminuir ano a ano, devido a esse imposto cobrado de cada centavo existente.

Outra ideia de McMillan é o que ele chama de injeção incondicional de dinheiro. Funcionaria de forma semelhante ao cenário acima, só que em vez de se retirar dinheiro, se distribuiria para todo cidadão uma quantia fixa, sem levar em consideração nenhuma distinção.

Isso permitiria que o governo “injetasse” dinheiro direto na mão das pessoas, de forma igualitária, sem a intermediação de um banco.

Essas aparentes utopias de McMillan são impossíveis no mundo que vivemos. Fiscalizar todo dinheiro que existe nos países é uma tarefa inviável para qualquer governo.

Por outro lado, em uma economia essencialmente digital, como a proposta pelas criptomoedas, essa fiscalização completa tem nome: blockchain.

Com todos os registros de contas e movimentações salvos em um registro compartilhado, é possível tanto coletar impostos de cada conta como distribuir recursos sem distinção.

É para essa revolução que devemos estar preparados.

E se você quer fazer parte dessa mudança de paradigma e ainda conseguir ganhar dinheiro com isso, o Crypto Alert pode ser sua chance de jogar no time do McMillan.

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