Agora vai?

Criptomoedas nasceram para ser revolucionárias, mas antes, vão testar as convicções de todos que acreditam nelas.

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Agora vai?

Junho foi um mês sofrido, assim como maio…

Criptomoedas nasceram para ser revolucionárias, mas antes, vão testar as convicções de todos que acreditam nelas.

E você já sabe que eu faço parte da parcela que crê e, por isso, não deixei de ser testado no mês passado.

Em momentos como esses é quando vamos atrás de mais informação, principalmente, daquilo que a mídia não nos mostra.

Nas postagens pelas páginas da internet estão os fatos que já rolaram, não o que estão por vir.

E investir em criptoativos é acreditar no futuro. Por isso, sempre que chegamos em situações como as dos últimos meses, nas quais somos testados diariamente com as oscilações do mercado, me atenho aos bastidores.

Do que estamos nos aproximando que ninguém mais está vendo e vão falar só quando acontecer?

Quais são os movimentos que bancos, corretoras, empresários e demais pessoas do ecossistema estão fazendo e o que eles querem dizer sobre o futuro?

É isso que me interessa em períodos nublados como esse que vivemos.

Posso te garantir que os bancos que queriam aproveitar desse mercado ainda estão em busca disso.

Fundos que manifestaram interesse em investir nos criptoativos já estão tirando suas licenças aqui e fora do país.

Empresários com iniciativas no mercado continuam indo atrás de tirá-las do papel.

Os reguladores americanos permanecem comprometidos em abrir mercado para essa nova economia e criar ambientes para que elas floresçam em seu território.

Isso para falar de iniciativas pontuais em diversos ecossistema pelo mundo, mas existe algo a mais que alguns já esqueceram com a Copa do Mundo rolando…

O mês de julho é decisivo no quesito regulação mundial. É no final do mês que o comitê de finanças do G20 se reúne para falar de regulação de criptoativos.

É desses encontros que vão surgir as mais novas diretrizes e entendimentos sobre essa nova classe de ativos.

E se você acha que a regulação vai ser negativa apenas porque o mercado está pessimista, acho que deve mudar seu foco.

Das 20 maiores economias do mundo, apenas três se manifestaram totalmente contra as criptos.

Mesmo assim, China, Índia e Indonésia estão revendo suas teses e, vagarosamente, se tornando favoráveis.

Pelo menos 11 economias mundiais, entre elas os Estados Unidos, já se mostraram a favor da nova economia e criaram leis que ajudam o desenvolvimento do mercado.

Ignorar isso e olhar apenas para tela é como olhar a internet discada da década de 90 — cheia de falhas — e não acreditar que aquilo poderia melhorar.

Sim, esse mercado pode e vai ser desenvolvido, pois os mesmos esforços que foram empregados para regular e expandir a internet estão sendo feitos neste momento nos bastidores para a criptoeconomia.

Pode até ser que julho não seja um mês melhor, não sou profeta para dizer que será, só quero reafirmar que os preços caíram, mas o ecossistema não parou para contemplar a queda na tela.

Quem realmente está na ponta desenvolvendo o mercado ainda acredita nele e está em busca de por a mão na massa e não ficar parado.