Amazon, sua danadinha

Não é novidade para muitos que a Amazon é uma empresa disruptiva no mercado e que quase sempre derrotou os seus concorrentes com serviços de […]

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Amazon, sua danadinha

Não é novidade para muitos que a Amazon é uma empresa disruptiva no mercado e que quase sempre derrotou os seus concorrentes com serviços de alta qualidade.

Realmente, a empresa traz uma forma de pensar diferente para todos os mercados que visam entrar, e é isso que, muitas vezes, causa a disrupção.

Por exemplo, aqui mesmo no Brasil, onde esteve montando a sua operação por mais de três anos para expandir seu leque de produtos além de livros, a companhia adotou uma estratégia ousada.

O mais lógico para um e-commerce seria contratar pessoas que já tivessem o background de logística para tocar a operação, mas eles decidiram fazer diferente aqui.

Então contrataram os melhores (claro), mas seu pré-requisito era não ter trabalhado em nenhuma empresa de logística antes.

Isso ajuda a tirar alguns vícios do negócio como a típica frase: “não dá pra fazer isso, ninguém consegue”— ou qualquer variação.

E mais recentemente, a empresa de Jeff Bezos deu um passo importante rumo ao que pode ser o futuro da AWS (Amazon Web Service).

Agora, o serviço de nuvem oferece aos seus clientes a possibilidade de criar redes baseadas em blockchain com os protocolos do Ethereum e da Hyperledger Fabric.

Acredito que isso indique o aval da Amazon em considerar as tecnologias descentralizadas como parte dos seus serviços futuros.

Se de um lado fico feliz por esse passo ser muito importante para todos aqueles, que assim como eu, acreditam na tecnologia, existe um sinal de alerta também na mensagem de Bezos.

Possibilitar para as empresas criarem suas próprias redes baseadas em tecnologias descentralizadas já consagradas não é um incentivo para as do Ethereum ou da Hyperledger. Na verdade, é como criar uma intranet com os conceitos da internet. Ou seja, será parecido, mas nunca igual.

Por isso, esse novo serviço da Amazon nos mostra que, ou Bezos não tem muita fé na descentralização da forma que ela é hoje, ou ele tem receio das empresas migrarem para blockchains públicos, afetando o seu negócio.

A primeira opção acho difícil ser verdade, mas a segunda parece muito mais plausível, pois o principal desejo de uma companhia desse porte é defender os territórios conquistados.

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