Momento Iridium

A maioria das empresas não consegue perceber a tempo que uma tecnologia é disruptiva e que tem a capacidade de mudar o modo como vivemos. Estão fazendo isso com as criptomoedas.

Compartilhe:
Momento Iridium

Voltamos dois anos no tempo e eu encontrei você na sua casa, sentado no sofá da sala e assistindo ao jornal.

A primeira reportagem é sobre a sondagem da então presidente Dilma quanto à possibilidade de nomear um novo ministro para o seu governo: Lula.

A reportagem seguinte é sobre o eclipse que você vai ficar só na vontade de ver, pois será observável apenas no lado oriental do planeta.

Então, eu chego, desligo a sua televisão e peço, sorrindo, para você me fazer uma previsão de como será sua vida daqui a dois anos.

Você me conta algumas coisas, dá inclusive detalhes do que vai estar fazendo no começo de 2018 e também palpita sobre economia e política.

Parabéns, você errou tudo. Tudo mesmo!

Mas não fique triste, errar previsões não é um privilégio seu apenas. Ninguém acertaria uma previsão dessas.

Como prova disso, temos a projeção que empresas como Gartner, Forrester, McKinsey e Jupiter fizeram, em 2002, sobre como seria o cenário da telefonia móvel até 2004.

Esses especialistas indicaram que o número de celulares cresceria algo em torno de 16%. Eles erraram! O número de celulares dobrou durante esse período.

Então, em 2004, foi pedida uma nova previsão para as empresas de como seria o avanço até 2006. A estimativa foi de 14% e, para a surpresa de todos, a alta foi novamente de 100%.

A história continua com mais duas previsões até o ano de 2010, em que a média de crescimento prevista foi basicamente a mesma das anteriores, 12 e 10% para cada biênio respectivamente.

E, por mais duas tentativas consecutivas, os especialistas do mercado erraram. O número de celulares dobrou novamente em cada período previsto.

No entanto, não vamos encher a mãos de pedras e começar a atirar nessas empresa.

Pois esse fenômeno é tão comum que possui até nome: Momento Iridium. Esse nome rotula a utilização de ferramentas lineares e tendências do passado para prever um futuro em aceleração.

A questão não é o erro que elas cometeram, mas, sim, a incapacidade humana de conseguir fazer previsões que não sejam lineares.

Como consequência, a maioria das empresas não consegue perceber a tempo que uma tecnologia é disruptiva e que tem a capacidade de mudar o modo como vivemos, pois cresce exponencialmente.

Somente algumas poucas conseguem enxergar isso, como é o caso do J.P. Morgan, que já admitiu que as criptomoedas são uma ameaça ao seu modelo de negócio.

Até entendo que, para um negócio secular, uma mudança brusca seja arriscada e, às vezes, dolorosa.

No entanto, para você que nos lê, essa transformação de mindset e atitude é mais fácil.

Por isso, nós criamos o primeiro livro brasileiro que trata exclusivamente de criptomoedas. Falamos sobre uma perspectiva de inovação e desenvolvimento exponencial.

O livro “Criptomoedas: Melhor que Dinheiro” explica por que essas tecnologias descentralizadas vieram para ficar, e é o melhor modo de você aprender sobre o assunto de uma maneira focada.

Provavelmente, este deve ser um dos nossos últimos convites, pois restam poucas unidades – e quero que uma delas seja sua.

Adianto que, na obra, você não vai encontrar previsões lineares nem exponenciais, mas vai aprender a maneira certa de enxergar esse mercado de menos de uma década.