Da pólvora ao petróleo

Criações disruptivas demoraram algum tempo para serem usadas com todo o seu potencial. Por isso, não me assusta quando vejo alguém falando que o bitcoin não serve como criptomoeda ou que o Ethereum nunca será uma plataforma descentralizada.

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Da pólvora ao petróleo

Quando estou em uma roda de pessoas que não conheço muito bem, mas elas sabem que eu “mexo” com investimento em bitcoin, sempre surgem as perguntas normais sobre segurança, legalidade e potencial de valorização.

Quando esses tipos de questionamentos aparecem, eu tento explicar a tecnologia, o blockchain e a criptografia, e quase sempre é um fracasso. A única audiência que realmente para para entender e ouvir são as pessoas mais técnicas, mas essas serão convencidas de uma maneira ou de outra, pois conseguem navegar por bits e bytes…

Foi então que adotei outras abordagens e as que mais me pareceram satisfatórias foram as analogias.

Provar que o dinheiro já é digital ou comparar o momento atual com o começo da internet já faz parte do meu kit de conversação com desconhecidos. No entanto, existem diversas outras, como o caso do ornitorrinco que foi tratado como uma piada quando descrito para os ingleses e depois mudou consideravelmente as classificações taxonômicas evolutivas.

Cada uma das analogias tem seu valor para explicar algum quesito relacionado à disrupção causada pelos criptoativos. Todas me são úteis em uma conversa de bar ou para escrever essas linhas.

E como estou sempre com um olhar atento buscando novas formas de explicar o motivo do meu entusiasmo com essa nova tecnologia, comparações como essas que citei me saltam aos montes e fico tentando traçar paralelos com as criptomoedas.

Como é o caso da pólvora, que foi inventada pelos chineses, mas só foi usada para criar armas de fogo 600 anos depois da sua descoberta. Assim como a eletricidade, que inicialmente foi usada apenas para experimentos e truques baratos no primeiro momento. Da mesma forma aconteceu com o petróleo, que era abundante e usado para impermeabilizar telhados e lubrificar eixos, mas não para o seu propósito atual.

Todos esses são exemplos de criações disruptivas que demoraram algum tempo para serem usadas com todo o seu potencial. Por isso, não me assusta quando vejo alguém falando que o bitcoin não serve como criptomoeda ou que o Ethereum nunca será uma plataforma descentralizada.

Aqueles que veem o mundo dessa forma são apenas construtores lineares que nada conseguem ver além de dois passos à sua frente. Esses vão perder o bonde de Satoshi Nakamoto, mas também iriam perder o do petróleo e ririam de Thomas Edison quando propôs a criação da GE.

Eles serão eternos amargurados torcendo contra.

Mas sei que você só deve torcer contra, no máximo, para algum time do Brasileirão.

Então fica o convite aqui para não só ver o mercado passar na sua frente, mas para agir munido das melhores sugestões de investimento possíveis.

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