Conteúdo publicitário
Conteúdo publicitário

Doa a quem doer

Começo de ano ótimo para a Bolsa brasileira, que marcou novas máximas, mesmo com o ambiente externo desfavorável. A Bolsa ruma aos 100 mil pontos […]

Doa a quem doer

Começo de ano ótimo para a Bolsa brasileira, que marcou novas máximas, mesmo com o ambiente externo desfavorável.

A Bolsa ruma aos 100 mil pontos ou seria a hora de vender?

Metendo um pouco o bedelho onde não fui chamado, essa situação me lembra o que já vivi na minha curta vida como investidor.

A hora certa para comprar ou vender sempre dói mais do que a hora errada. Explico.

Em 2015, eu tinha uns 4 mil reais para investir em algo mais arriscado que não fosse tão arriscado quanto o bitcoin.

Então encontrei Felipe Miranda falando de uma tal virada de mão da Bolsa brasileira.

Segundo sua tese, a hora de comprar era aquela, pois o pior já tinha passado e, agora, mesmo sem evidências, o Brasil voltaria aos trilhos.

“Ausência de evidência não é evidência de ausência.”

A frase era autoexplicativa para o momento.

A virada de mão surgiu antes de qualquer pista de que o impeachment de Dilma Rousseff fosse virar realidade.

Lembro que aquela foi uma das decisões de investimento mais complicadas para mim. Foi dolorido comprar Bolsa a 50 mil pontos, mas a tese se sustentava e fui com medo mesmo.

Penoso, mas valeu a aposta. Foi a primeira vez que vi meu dinheiro crescer de forma tão repentina.

Agora, avancemos dois anos à frente dessa minha primeira conquista. O ano é 2017 e o mês é novembro.

Pela primeira vez, o bitcoin atingia a marca de 5 mil dólares e, para quem tinha feito sua primeira compra a 600 dólares, já era hora de colocar uma grana no bolso.

Adivinha o sentimento que eu tinha? Pena, desta vez, de vender.

 

Leitura recomendada

Luciana Seabra mostra como lucrou (e ajudou os leitores a lucrarem) muito com ações sem precisar comprar ações. Ela ensina os assinantes da sua séria a investirem da mesma forma que os maiores investidores profissionais do mercado financeiro. E tudo depende de uma simples atitude, que pode te mostrar esse novo mundo de rentabilidade em menos de 24 horas. Veja aqui o recado que ela gravou.
 

Esperei mais um pouco, mas tive que vender algumas frações de bitcoin, pois ia viajar e precisava da grana.

Quando fui para a Consensus Invest naquele ano, vi o bitcoin atingir no dia do evento a marca de 10 mil dólares.

Vendi uma parte novamente, só para ver uma nova máxima ao final de dezembro, em 18 mil dólares.

A minha vontade era de recomprar tudo o que havia vendido, porque certamente o bitcoin iria chegar a 100 mil dólares nos meses seguintes. Era o que o sentimento do mercado dizia.

No entanto, mesmo querendo morrer, vendi mais uma parcela dos meus investimentos.

Aos poucos, em 2018, vimos o preço cair continuamente. E não vou mentir para você dizendo que não comprei nada até agora. Segui comprando, sim, mas sempre respondendo a estas perguntas:

Financeiramente, consigo lidar com a perda desse dinheiro? Emocionalmente, consigo lidar com a perda desse dinheiro?

A resposta sempre foi “sim” e, por isso, continuei comprando e vendo esse dinheiro derreter pouco a pouco.

Novamente, uma decisão dolorida, mas que, racionalmente, pareceu ser a mais certa para mim.

No momento, estou diversificando minhas apostas em mais altcoins, pois sigo confiante no mercado, mas não posso prever qual será o cavalo vencedor e, igualmente, não sei se o vencedor vai levar tudo.

Foi dolorido comprar, foi dolorido vender e assim vai ser se você espera ganhar dinheiro.

Atualmente, o mais fácil a fazer é comprar Bolsa e sair de bitcoin. E por mais óbvio que pareça, preciso dizer: é possível ter os dois.

Tire suas próprias conclusões.

Aquele abraço,

André Franco