É o fim do Bitcoin?

Nas últimas semanas, um debate em Brasília em torno do fim do Bitcoin e das outras criptomoedas, me chamou muito a atenção.

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É o fim do Bitcoin?

Toda vez que as criptomoedas ganham destaque na mídia, alguém corre para dizer que é bolha, pirâmide, fraude, e por aí vai… Muitos anunciam o fim do Bitcoin como se, de uma hora para outra, fosse possível simplesmente apagar seus nove anos de história.

A verdade é que ele já morreu e voltou à vida 217 vezes (isso mesmo!). Não tirei esse número do nada, tem até site que conta quantas vezes ele já foi declarado morto pelos jornais.

Na maioria das vezes que isso foi proclamado, eu ignorei. Achei só besteira da grande mídia para ganhar audiência. Porém, nas últimas semanas uma discussão em torno das criptomoedas me chamou muito a atenção.

A discussão já é “velha” e acontece em solo brasileiro, é bem verdade. Me refiro ao debate, em Brasília, sobre a regulamentação das moedas virtuais no Brasil.

Recentemente, foi apresentado um relatório pelo deputado federal Expedito Netto (PSD-RO), no mínimo, de forma precipitada, para não dizer mais sobre isso. O documento, que deveria contemplar o amplo debate entre comunidade e governo para a inclusão das criptomoedas em uma regulação adequada, adotou um tom extremamente restritivo.

O texto é categórico ao proibir as criptomoedas que não forem emitidas pela autoridade monetária do país. O documento também veta a oferta das moedas digitais pelas corretoras. Sendo assim, o relatório prega a criminalização desse segmento em diversos sentidos.

Levando isso em consideração, poderia ser o fim do bitcoin e altcoins no Brasil? Em caso extremo, sim. Por isso, é necessário ampliar o debate sobre a sua regulamentação antes de prosseguirmos com uma medida que, tão claramente, se opõe à inovação financeira do país.

Publicamos, nesta semana, em nosso canal no YouTube, um conteúdo em que discutimos esse assunto com mais profundidade. Há também um abaixo-assinado para que você, caro leitor, assine e contribua para a salvação das criptomoedas no território nacional. Clique aqui para acessá-lo.

Apesar de nossa newsletter ser semanal, produzimos novos vídeos na Empiricus diariamente. Por isso, não se esqueça de se cadastrar no nosso canal para ficar por dentro das tendências e movimentações desse mercado.

Caso o relatório sobre a proibição seja aceito, caminharemos para um completo retrocesso. Estaremos dizendo não à inovação, ao progresso do sistema financeiro e ao futuro do dinheiro.

Não vou entrar aqui no mérito de quais interesses estão sendo atendidos, mas, claramente, com esse tipo de medida restritiva, caminharíamos para ser uma Venezuela, e não um Japão.

Espero, sinceramente, que o relatório seja revisto e uma regulamentação plausível, levada adiante. Com certeza isso seria benéfico para o mercado. Imagine só se, em algum momento, as mesmas corretoras que distribuem valores mobiliários pudessem negociar criptomoedas. Quantos novos investidores poderíamos trazer para esse mercado?

Apesar de alguns absurdos que vão surgindo no meio desse caminho tão nascente e fascinante, sou extremamente otimista com relação ao futuro.

As criptomoedas não pertencem a um só governo e já está mais do que claro que elas vieram para ficar.