G20: Não saiu quase nada

Aparentemente, o mercado criptomoedas ainda não parece apresentar alguma ameaça financeira à estabilidade global econômica e, por isso, não merece ser discutido profundamente em uma mesa com as maiores economias do mundo.

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G20: Não saiu quase nada

Desde quinta-feira passada, eu estou atento a todas as notícias relativas às palavras G20, criptomoedas e bitcoin.

A minha ansiedade não deixaria que eu fosse apenas buscar isso no fim do domingo e, por isso, desde o primeiro dia da reunião, 19, eu fiquei de olho em tudo.

No entanto, parece que o tema foi tratado de forma superficial na reunião e o motivo já havia sido apresentado pelo FSB (Conselho de Estabilidade Financeira), pouco antes do início do encontro.

Aparentemente, o mercado cripto ainda não parece apresentar alguma ameaça financeira à estabilidade global econômica e, por isso, não merece ser discutido profundamente em uma mesa com as maiores economias do mundo.

Mark Carney, presidente do Bank of England e líder da FSB, deixou claro em um documento publicado antes do G20 que os países devem seguir monitorando o ecossistema por segurança.

E foi nessa linha que seguiu o relatório, após a reunião dos ministros das Finanças de cada país. Segundo o documento, os criptoativos podem trazer significantes benefícios ao sistema financeiro e à economia e, por isso, devem ser acompanhados.

Apesar de não deixar claro quais seriam esses benefícios, para o ecossistema cripto foi o suficiente para o preço do bitcoin ficar acima dos 7.700 dólares no começo do dia.

Mesmo assim, ainda tenho uma queixa quanto aos líderes das 20 maiores economias do mundo.

Não sei se você sente o mesmo, mas eu realmente acho que eles falavam de criptomoedas apenas pela euforia que elas causaram no final de 2017 e início do ano.

Naquele momento, ficou claro que o assunto seria discutido em julho e que novas diretrizes sairiam desse encontro, mas isso não aconteceu…

Parece que ainda iremos ter um bom caminho de livre mercado até o intervencionismo global virar uma questão para o bitcoin e vice-versa.

Pode parecer ruim que não tivemos um direcionamento mais claro para onde irão as regulações mundiais sobre o assunto, mas eu prefiro ver o copo meio cheio.

Sim, o fato dos representantes de cada país continuarem apenas com o único discurso de monitoramento dessa nova classe de ativos deixa todas as possibilidades em aberto, inclusive a de uma ETF que pode ser votada pela SEC em meados de agosto.

O pedido de uma tradicional ferramenta de investimento por uma instituição tão renomada como a Chicago Board Options Exchange (Cboe) põe muita pressão sobre a SEC por uma decisão positiva.

E não podemos esquecer o órgão abriu consulta pública sobre o assunto e mais de 90% dos comentários são pró-aprovação.

Da última vez, não haviam tantos olhos sobre a SEC para uma decisão favorável e o valor de mercado do bitcoin era próximo dos 20 bilhões de dólares.

Além disso, não existia negociação de futuros em nenhuma Bolsa que operava ativos tradicionais — também não era o pedido de uma instituição de peso do mercado.

Por isso, sou otimista quanto a aprovação da ETF pelo órgão americano. E mesmo que isso não aconteça, qualquer um pode reconhecer que as chances são muito maiores hoje do que no início de 2017.