Não critique minhas criptos

As empresas de cartão de crédito conseguem inferir informações dos seus clientes apenas pelos gastos feitos e estudos estatísticos de dados passados de outros usuários. Se você acha que isso é apenas coisa que acontece nos EUA, com Facebook e eleições americanas, espere antes de tirar conclusões.

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Não critique minhas criptos

Imagine você chegando em casa e abrindo correspondência que chegou no dia. Você olha quais são e decide abrir a conta daquele seu cartão que usa mais. Mesmo o tendo cadastrado no débito automático, você quer saber a quantia paga, pois não se recorda exatamente quando é o fechamento da fatura.

Nada surpreende você quanto ao valor a ser pago, mas, no fim da fatura, a tradicional propaganda do banco é substituída por um recado endereçado apenas a você que diz o seguinte:

“Mário Tavares, percebemos que, de acordo com os seus gastos, o seu casamento tem pelo menos 95% de chance de acabar nos próximos 12 meses e 100% de chance de acabar nos próximos 24 meses. Por isso, estamos oferecendo para você, apenas esse mês, a chance de financiar um apartamento de um quarto pela metade do juro tradicional.”

Achando isso bizarro ou não, as empresas de cartão de crédito conseguem inferir informações dos seus clientes apenas pelos gastos feitos e estudos estatísticos de dados passados de outros usuários.

E se você acha que isso é apenas coisa que acontece nos EUA, com Facebook e eleições americanas, espere um pouco antes de tirar conclusões.

O CEO do maior banco do país, Candido Botelho, quando assumiu, afirmou que pretendia manter os níveis de lucros da instituição e completar a sua digitalização. Desde então, a empresa tem investido pesado em softwares preditivos e de big data para aproveitar, da melhor forma, os dados que colhe dos seus usuários.

Por exemplo, os gastos no seu cartão, sua geolocalização, o modelo do seu celular e as suas assinaturas recorrentes são informações passíveis de coleta. Eles não apenas pegam tais dados, como também os cruzam e fazem inferências que nem mesmo você faria a si próprio.

Sabe a sua conta-corrente que está vinculada ao seu trabalho? Pois é, o banco sabe quando alguém muda seu status de empregado para “em busca de uma oportunidade”. Somando isso ao fato de ter um financiamento de uma casa em 30 anos e um carro em 24 meses, já pode ser classificado como potencial inadimplente.

Ter isso em mãos muda todas as decisões de negócio das empresas e pode fazer do Itaú, por exemplo, um monstro maior do que já é. Isso porque o banco possui uma disponibilidade de capital maior que 100 bilhões de reais e pode comprar muita empresa brasileira com folga.

Imagine o potencial desses dados para alavancar todas as decisões estratégicas de uma companhia no Brasil? O céu não é o limite.

Mesmo sabendo do que pode ser feito com as minhas informações, estou muito bem com os serviços do Itaú. Também acho que aquele escândalo relativo ao uso de dados no Facebook um exagero, analisando a situação sob uma visão macro.

Digo isso porque quem não sabia que o Mark Zuckerberg colhia os seus dados e os vendia na outra ponta? Se você não está pagando para usar um serviço é porque, provavelmente, o produto é, na verdade, você.

Por outro lado, sei que para alguns, a utilização de dados da forma como Facebook e os bancos usam, pode ser até ofensivo.

Se você é desse time, nada mais justo que entenda muito bem o universo das criptomoedas.

E mais do que entender, ganhe dinheiro com o ativo que pode ser maior do que o bitcoin.

E eu explico isso aqui.

Aliás, eu sei que você é. Então, seguimos juntos por aqui.

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