Olhando para a frente

Entramos no último mês do que talvez tenha sido o ano mais maluco de nossas vidas. O mês de março, quando o vírus aterrissou por aqui, parece uma memória distante face à montanha-russa de acontecimentos que se sucedeu desde então.
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Entramos no último mês do que talvez tenha sido o ano mais maluco de nossas vidas. 

O mês de março, quando o vírus aterrissou por aqui, parece uma memória distante face à montanha-russa de acontecimentos que se sucedeu desde então.

Caminhamos para o fim do ano ainda nos equilibrando entre a dura realidade que se apresenta, com a segunda onda da pandemia fechando a Europa e atingindo novos picos e recordes nos EUA, e empolgantes altas nos mercados — que registram níveis iguais ou acima dos verificados pré-Covid —, animados com o início da vacinação. 

Assim, acompanhamos uma desconexão marcante entre o noticiário geral, ainda tomado pelo medo da contaminação e expansão dos casos, e uma quase euforia da cobertura financeira que naturalmente olha para a frente e projeta a volta da normalidade.

Por aqui, corroborando um otimismo acerca de um 2021 melhor, recebemos com bons olhos os sinais emitidos pelo governo de que retomaremos a busca de um maior equilíbrio fiscal. 

No final, o Brasil confirma sua tradição de moderação. Quando flertamos com o desastre, de alguma forma, as forças do país terminam se ajustando, convergindo para uma acomodação.

A mesma acomodação que nos impede de avançarmos mais firmemente ao progresso, realizando o sonho de “país do futuro”, nos protege das aventuras trágicas, observadas com frequência em nossos vizinhos. 

Com uma melhor percepção do próximo ano, e apoiados pela eleição do moderado Joe Biden nos EUA, investidores estrangeiros finalmente se animaram a retornar. Bolsa para cima e dólar para baixo são duas demonstrações de como o fluxo financeiro vindo de fora vai devolvendo aos poucos a riqueza que nos foi retirada no início do ano.

Outro tema recente que vem dominando os mercados, tanto aqui como lá fora, é a tal rotação de ativos. Resumidamente, esta rotação passa pela migração de investidores que vendem ações de empresas que se beneficiaram com a pandemia, fundamentalmente ligadas a tecnologia, em prol de investimentos em setores mais tradicionais, como bancos, mineração, siderurgia e energia.

Caso você queira entender melhor este fenômeno, recomendo que assista à gravação da live que foi ao ar esta semana, em que o Felipe se juntou aos nossos analistas e à turma da Vitreo para dar um panorama da performance do fundo Carteira Universa, veículo de investimentos inspirado em nossa Carteira Empiricus.

Um maior otimismo com os setores tradicionais da economia apoia-se em uma gradual normalização, dado o colossal esforço global de vacinação que está sendo deslanchado ainda neste mês. 

A volta a uma ordem natural das coisas não implica, contudo, em um retrocesso. O rebalanceamento das carteiras, com a venda de ações de tecnologia, está muito mais ligado a uma crença de que o pior passou do que a um pessimismo quanto às perspectivas de empresas que atuam na nova economia. 

Na verdade, a adoção de soluções digitais vem acelerando, passando a permear as estratégias e modelos de negócios. Já é consenso a máxima de que, em 2020, avançamos cinco anos em cinco meses na digitalização das empresas, e isso de uma maneira absolutamente irreversível.

Aqui na Empiricus, por competência e por sorte, sempre tivemos nos meios digitais os nossos principais canais de aquisição e relacionamento com os assinantes. 

Entendendo o momento que vivemos, e considerando a crescente importância dos canais digitais em qualquer negócio, hoje e daqui para a frente, decidimos compartilhar com você como o uso das redes sociais, especialmente do Instagram, pode dinamizar o seu negócio, transformando-se numa verdadeira máquina de vendas. 

Recomendo fortemente que acompanhe o que o Julio Pacheco, nosso mestre das redes sociais, tem a dizer.

Confira aqui. 

Deixo você agora com os destaques da semana. 

Boa leitura e um abraço,
Caio