O bitcoin não vai parar de cair?

A queda do preço do bitcoin hoje parece que não vai ter fim e, a cada ponto percentual que a moeda cai, o investidor que está perdendo dinheiro sente uma pontinha a mais de dor. Mas o que nos mantém otimistas com o futuro das criptomoedas?

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Nesta semana, para o CryptoTalks em vídeo, fizemos uma live sobre o presente cenário do mercado. Se você ainda não assistiu, não deixe de conferir o debate. Ele é muito importante para entender o momento atual!

O futuro das criptomoedas

O mês do Carnaval nem começou direito e o investidor que queria esquecer janeiro já teve seus nervos e estômagos colocados à prova mais uma vez. Parece que a queda do bitcoin não vai ter fim e, a cada ponto percentual que a moeda cai, o investidor que está perdendo dinheiro sente uma pontinha a mais de dor.

Vou ser sincero com você: nesses momentos, eu realmente não olho o quanto de saldo tenho em reais ou dólares, tanto no caso do bitcoin quanto no das altcoins. Até porque, seguindo uma recomendação que eu mesmo faço a nossos leitores, a maioria dos meus investimentos está muito bem guardada em cold storage, e fica difícil conferir o saldo a todo momento. Isso me ajuda a ter segurança e também a não ficar apreensivo com quedas tão drásticas.

Somos humanos e o sentimento de perda pode nos fazer tomar decisões horríveis, que de fato gerem prejuízos. Por exemplo, se você não abrir mão das suas posições, o seu prejuízo é apenas emocional. Já se vender tudo, você assume o prejuízo material.

Do nosso lado, o que nos mantém otimistas quanto ao futuro das tecnologias descentralizadas é o quanto entendemos do poder disruptivo disso tudo. Enquanto os investidores estão roendo as unhas com os preços em queda, os desenvolvedores, que compreendem muito mais a tecnologia do que os meros mortais, estão focados em entregar melhorias para resolver os problemas das redes.

O Bitcoin e a Lightning Network

Uma dessas iniciativas de aperfeiçoamento é a Lightning Network, que promete resolver os problemas de escalabilidade do Bitcoin ao entregar transações mais rápidas e mais baratas para o ecossistema. O desenvolvimento do projeto, como tudo nesse mercado, é exponencial. No dia 19 de janeiro, tínhamos 29 nós (nodes) dando vida à rede. No dia seguinte, foi realizada nela a primeira transação.

Em um paradigma linear, você poderia achar que, dentro de alguns meses, teríamos apenas mais algumas dezenas de transações e de nós. No entanto, no momento em que escrevo esta newsletter, a rede já possui mais de 400 nós, e a cada dia mais nós se juntam à rede e mais canais são firmados entre esses pontos.

Claro que não basta apenas criar pontos em uma malha para que tudo seja resolvido. Existe muito desenvolvimento por trás, o que garante a segurança da rede, e sabemos que cada novo nó que aparece é mais um voto de confiança para a Lightning Network e para o Bitcoin.

Com a rede em pleno funcionamento, seria possível fazer transações a uma taxa super-reduzida e de maneira mais rápida do que ocorre atualmente. Então, boa parte daqueles problemas que os opositores dessa tecnologia apontam estaria de certa forma mitigada.

Sabemos que, até a edificação da Lightning Network, teremos muitos obstáculos, por se tratar de uma opção não testada ainda. Mas a partir do momento em que pudermos contar com essa rede para transferir valores de forma segura e rápida, teremos o caminho livre para o bitcoin voltar a ser usado sem ressalvas como forma de pagamento.

E as outras criptomoedas?

Não é só o Bitcoin que está com desenvolvimento a todo vapor. Os principais protocolos desse mercado seguem implementando melhorias de código, atacando objetivos de escalabilidade, usabilidade e melhora de custos.

O Ethereum é um dos principais exemplos, seguindo um roadmap extenso, com destaque para a implementação do Proof-of-Stake como modelo de consenso.

São os ativos de qualidade que precisamos “agarrar” em momentos assim. Por trás da volatilidade do mercado, estão protocolos, códigos complexos e, acima de tudo, inovações enormes.

Como em qualquer mercado, aquilo que não for bom de verdade será apagado do mapa, enquanto os ativos de qualidade – leia-se qualidade técnica e potencial de resolver problemas tecnológicos reais – inevitavelmente vão se sobressair.

Em questão de poucos anos, mais de 1.500 ativos foram criados. Você realmente acha que todos eles são únicos, especiais e vão sobreviver ao tempo e ao mercado?

Claro que não. Por isso, antes de fazer qualquer diversificação em ativos mais novos e pouco testados, prefira aqueles com produtos funcionais, boa equipe de desenvolvedores e que estão de fato sendo usados.