Quantas figurinhas faltam para você?

Resolvi roubar uma ideia do Vinícius Bazan sobre o álbum de figurinhas da Copa do Mundo para explicar um conceito muitas vezes difícil de se aprender quando o assunto são criptoativos: a mineração.

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Quantas figurinhas faltam para você?

Você já deve saber que adoro as analogias, elas são boas e muito usadas na andragogia. Ao contrário da pedagogia, essa vertente da ciência da educação visa orientar ou ensinar adultos.

Em comparação com uma criança, uma pessoa que passou dos seus 20 anos já teve experiências suficientes na sua vida para que possa aprender com analogias. E conectando com isso, um assinante ontem me enviou a seguinte mensagem:

“Em tempo, tenho sentido falta de falarem mais sobre a blockchain.”

Então, resolvi roubar uma ideia do Vinícius Bazan para explicar um conceito muitas vezes difícil de se aprender quando o assunto são criptoativos: a mineração.

A Copa do Mundo se aproxima e basicamente todos aqueles velhos saudosistas de uma infância em alguma cidade do interior começam a montar o famoso álbum da Copa.

Aqui na Empiricus já tem gente com o caderno completo e, vez ou outra, na hora do almoço, eu também troco minhas figurinhas com a bancada das criptomoedas…

Faça o seguinte exercício, imagine que você não consiga trocar figurinhas com ninguém e tenha a missão apenas de completar o seu álbum sozinho.

Então, você começa a comprar os pacotinhos pelo preço inflacionado de 2 reais e, no primeiro momento, é super satisfatório, pois todas as figurinhas são novas.

À medida que o tempo passa, todo o seu dinheiro está indo embora e fica mais difícil encontrar os jogadores que faltam. Não importa o que você faça, a sua média de figurinhas não repetidas por compra vai caindo a cada vez que adquire mais um pacote.

É dessa forma que funciona a mineração de alguns criptoativos, como bitcoin e ether, basicamente, força bruta. O minerador gasta energia tentando resolver uma equação matemática por tentativa e erro.

Exatamente como no exemplo do álbum acima: a velocidade com que se compra e abre os pacotes tentando encontrar as figurinhas que faltam é o que a mineração conhece como hash rate.

A tentativa para encontrar os itens faltantes no álbum é o que a mineração chama de encontrar os “zeros”.

E se você se juntasse com vários amigos na tentativa de montar um álbum só, todos investindo dinheiro juntos, seria o que o ecossistema de cripto conhece como pool de mineração.

Então, da próxima vez que estiver naquela briga para completar o álbum, se compadeça do minerador que só faz isso da vida dele.

P.S.: Faltam 104 figurinhas para mim e um total de 500 mil são brilhantes.

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