Tether, Facebook e tether novamente

Facebook pretende reverter o banimento de anúncios de criptomoedas. Acredita-se até que essas sanções possam ter ajudado a puxar os preços para baixo.

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Tether, Facebook e tether novamente

Como de costume, este é o nosso espaço na sexta-feira para falar do que aconteceu durante a semana toda.

E o principal fato desses últimos dias de junho foi o fim do banimento do Facebook para anúncios relacionados a bitcoin e criptomoedas.

Mas não podemos esquecer do tether, que teve uma semana em que colocou no mercado mais  de 250 milhões de dólares, passou a fazer parte do top 10 e se envolveu em uma polêmica de gasto duplicado de um cliente em USDT.

Esse último fato que aconteceu não tem relação direta com o protocolo do tether em si, pois a falha que permitiu o gasto duplo do mesmo valor foi de uma corretora.

E, mesmo com essa explicação, o bitcoin agora é negociado abaixo dos 6 mil dólares e tinha iniciado a semana negociando valores em torno de 6.600 dólares.

No entanto, a semana também teve outros acontecimentos, que você vê na sequência.

Abaixo você encontra as 10 principais notícias da semana que foram postadas originalmente no site CriptoBuzz.com.br

Para ficar por dentro de notícias do mundo cripto momento a momento, basta acessar a página.

O que aconteceu de importante

Nova Foxbit ou mais do mesmo?

Não é segredo para ninguém que o mercado brasileiro não é servido de boas corretoras com serviços à altura do preço que se paga em taxas. Para quem vem de um movimento contra bancos que cobram altos valores de seus clientes para fazer transferências, isso parece bem contraditório.

Mercado Bitcoin e Foxbit são as duas maiores corretoras do país e ditam o ritmo por aqui. E, mesmo cobrando altas taxas, já passaram por diversos problemas envolvendo infraestrutura ou atendimento de clientes. A mais recorrente nesse tipo de problema é a Foxbit e, por isso, quando eles anunciam que uma nova versão da plataforma vai entrar no ar, só me gera mais desconfiança.

Então, a minha pergunta não é nem quando a plataforma nova vai ficar de pé, mas quando é que ela vai sair do ar novamente.

Fundo de criptos contrata reguladores

Facebook pretende reverter o ban em anúncios de criptos

Uma das principais preocupações do ecossistema das criptomoedas neste primeiro semestre de 2018 foi, além da queda dos preços, o anúncio do banimento de publicações pagas com qualquer coisa que fosse relacionada a criptoativos.

Essas proibições foram feitas pelo Facebook, Google, YouYube e Twitter, para evitar a propagação de ICOs fraudulentos, que surgiam cada vez mais frequentemente. Acredita-se até que essas sanções possam ter ajudado a puxar os preços para baixo, acelerando a queda que já vinha acontecendo.

No entanto, o Facebook, primeiro grande vilão das criptos, está voltando atrás nessa drástica decisão. Os anunciantes de produtos relacionados a criptoativos terão de ser pré-aprovados para, então, poderem veicular suas propagandas na principal rede social do mundo. Os anúncios de ICOs continuam proibidos e devem assim permanecer.

“Cortar o mal pela raiz” foi uma medida muito súbita, e um tanto desesperada, do Facebook e de todos os outros veículos que acompanharam o movimento. Esperamos que o mesmo aconteça agora com a suavização da proibição, e que Google, Twitter e YouTube voltem a seguir o exemplo do Facebook – dessa vez, para o bem.

Alibaba lança mais uma parceria para pagamentos internacionais em blockchain

Mais 250 milhões na conta da Tether pouco depois de acusações

Sim, isso mesmo. Como você bem lembra, reportamos que a Tether havia sido acusada de manipular a paridade de sua moeda com o dólar. Mais precisamente, o mundo cripto ventilou que a quantidade de tether no mercado não tinha uma paridade um para um com a moeda americana.

Alguns dias atrás, um relatório da FSS respondeu às muitas suspeitas de que a Tether não teria os fundos necessários para assumir a sua paridade devida. Parecia ser o final feliz das acusações contra a empresa.

O time da cripto resolveu jogar mais lenha na fogueira: nada mais, nada menos do que o equivalente a 250 milhões em USDT “apareceram” do dia para a noite na conta da empresa.

Se o objetivo da auditoria externa era acalmar as suspeitas, com certeza boa parte do time da Tether precisa ser demitido, pelo menos em questão de timing. Mas se o objetivo era continuar na boca do povo, alguém precisa dar uma medalha aos envolvidos.

De qualquer forma, essa cripto está longe de passar segurança e não demonstra muita preocupação com as suspeitas do mercado.

ETFs ou investidores institucionais: quem trará o novo rali das criptos?

Quase 30% dos milionários estão interessados em criptomoedas

De acordo com um relatório divulgado pela companhia francesa Capgemini, quase um terço das pessoas que possui pelo menos 1 milhão de dólares investidos pensa nessa nova classe de ativos.

O texto mostrou que 29% dessas pessoas gostam de criptoativos, como bitcoin e ethereum, e pelo menos 27% delas demonstraram interesse no mercado em geral. Segundo a Capgemini, o aumento da procura desses investidores pelo mercado se deu pelos ganhos obtidos no mercado de ações no ano de 2017. Anirban Bose, head financeiro da empresa, diz que, quando as pessoas ganham algum dinheiro com um determinado mercado, ficam dispostas a investir mais agressivamente em outros, e é isso que as criptomoedas representam.

Parece que a ajuda para o mercado cripto tomar algum fôlego deve vir de onde menos se espera. Os milionários que fizeram dinheiro com ações e títulos podem realizar suas pequenas apostas e causar uma recuperação no abalado mercado de cripto.

Amazon e PayPal podem começar a aceitar criptomomedas?

Coreia do Sul contra-ataca: a vingança

Ok, não foi exatamente “a Coreia do Sul” que os hackers atacaram, mas a coreana Bithumb. Mas, mesmo assim, a notícia de que o país asiático vai investir 200 milhões de dólares em iniciativas público-privadas de blockchain com certeza veio em boa hora.

O ministro da Ciência foi o responsável pelo anúncio, que demonstrou a iniciativa do país em financiar 10 mil profissionais e 100 empresas que trabalhem na área. Dentre as aplicações possíveis no projeto estão: votação online, setor imobiliário, logística, distribuição de documentos virtuais internacionalmente, etc.

Apesar de já ter banido as ICOs, a Coreia do Sul continua dando um show de inovação e é, com certeza, um dos países mais avançados em pesquisa na área. Não só o governo vai promover projetos de BaaS (Blockchain as a Service) para pequenas e médias empresas como o seu banco central já explora a ideia ambiciosa de usar a tecnologia para chegar a uma sociedade sem dinheiro físico até 2020.

Por mais que não gostemos, de maneira geral, de regulações restritivas no mundo das criptomoedas, a Coreia do Sul é um bom exemplo de país que regulou para estudar melhor e abrir caminhos à pesquisa, à inovação e ao desenvolvimento do mundo cripto.

Bithumb fala sobre o ataque que sofreu

O mercado não para e no fim de semana o CriptoBuzz também não tem folga. Para não perder nada, basta ficar conectado por lá.