Coinbase, já sacamos o que você tá fazendo

Vai na fé Novamente, a Coinbase Pro lista 3 criptoativos em sua plataforma e marca definitivamente o fim do “efeito Coinbase”. Para os mais recentes […]

Coinbase, já sacamos o que você tá fazendo

Vai na fé

Novamente, a Coinbase Pro lista 3 criptoativos em sua plataforma e marca definitivamente o fim do “efeito Coinbase”.

Para os mais recentes nesse mercado, a Coinbase era uma exchange com poucos ativos listados e um estigma de ser a mais sólida e séria corretora do mundo.

Isso fazia com que uma nova listagem de criptoativo na exchange causasse um alvoroço no ecossistema da cripto que seria negociada na plataforma.

Como consequência, tínhamos um salto imediato no preço assim que a notícia da listagem saía.

No entanto, esse efeito foi diminuindo ao longo do tempo e a atual listagem de EOS, MakerDao e Augur não causou nenhum efeito no preço desses ativos.

À primeira vista, parecia que o movimento da Coinbase de listar vários criptoativos era uma tentativa de copiar a maior corretora do mundo, a Binance. Afinal, uma empresa que em menos de um ano virou um Unicórnio (com valor de mais de 1 bilhão de dólares) tem algumas estratégias que podem ser imitadas.

No entanto, imitar apenas a estratégia faria com que a Coinbase sempre ficasse atrás da Binance, e isso não seria algo muito produtivo para uma empresa que tem uma marca tão forte no ecossistema cripto.

Por isso, ainda faltava uma peça desse quebra-cabeça para ficar claro o que realmente a empresa deseja com essa série de listagens.

Foi aí que me veio à mente que, na semana passada, a empresa comandada pelo CEO Brian Armstrong anunciou um serviço novo a ser oferecido pela plataforma: o “staking as a service”.

 

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Explico.

Existem alguns criptoativos que remuneram percentualmente aqueles que decidem “holdar” o ativo. Por exemplo: para cada 100 tokens parados em uma carteira, a cada mês, você recebe mais 1 token — o que representa 1 por cento ao mês de retorno, considerando apenas o ativo em si, sem avaliar o preço em dólar.

A Coinbase está olhando para esse mercado como uma oportunidade de oferecer esse serviço para clientes institucionais e cobrar um percentual da remuneração por staking. O intuito é focar naqueles que não desejam fazer a custódia de grandes quantidades de dinheiro por conta própria.

Afinal, nesse nível, o staking institucional seria na casa de centenas de milhões de dólares, e não apenas alguns trocados.

Guardar esses ativos por conta própria cria um risco que fundos não estão acostumados a administrar. E, ao oferecer esse tipo de serviço, a Coinbase voltaria a ter um papel fundamental no desenvolvimento do mercado.

O staking como serviço pode ser, sim, uma fronteira muito nova a ser desbravada, cheia de riscos e também difícil de ser vendida para os institucionais.

Apenas uma empresa consolidada tem o potencial de fazer isso.

Ademais, esse é um dos serviços que tem tudo para performar muito bem em um bull market, pois cria um ciclo virtuoso de valorização do ativo em staking e também de remuneração proporcional a este.

Com isso, a Coinbase pode tomar a frente novamente do mercado cripto e, assim, de fato brigar com a Binance, porque oferece um serviço único para os investidores mais parrudos.

Sem dúvida, uma briga de gigantes em que o maior ganhador será o mercado cripto de forma geral.

Aquele abraço,

André Franco