Incas vs. colonizadores

Falar do valor monetário das criptomoedas é como falar de metais raros para o Império Inca e para os europeus. O primeiro grupo não atribuía valor intrínseco aos metais. Já o segundo, se lançava ao mar em busca desses tesouros.

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Incas vs. colonizadores

Há aproximadamente 500 anos, a sociedade mais sofisticada da América do Sul — o Império Inca — não usava dinheiro. Seu povo apreciava muito a qualidade estética dos metais raros, que eram usados para fazer esculturas e adornos. O ouro era considerado o “suor do Sol” e a prata, a “lágrima da Lua”.

Não era atribuído um valor intrínseco a esses metais, tampouco eles tinham caráter monetário. Para os incas, sua utilidade era meramente estética, ou seja, estava centrada na capacidade de eles brilharem quando raios de sol os atingiam.

Quem enxergava valor monetário neles eram os europeus, que se lançaram ao mar em busca de novas terras, especiarias e metais preciosos.

Em 1532, Francisco Pizarro, comandante espanhol, com uma expedição de 180 homens e 27 cavalos, iniciou a busca por ouro e prata no território inca. E assim foi travada uma sangrenta batalha contra todos aqueles que se opunham à religião católica (ou não contribuíam para encontrar os metais preciosos).

Para o povo inca, aquela matança toda por algo que era apenas um artigo para adorno parecida insanidade. Tanto que eles demoraram para compreender o que os espanhóis em seus cavalos — aqueles homens montados em animais estranhos — queriam de fato.

Deixando o conflito entre os povos um pouco de lado e analisando friamente a situação, vemos de um lado um grupo que entendia o valor daqueles metais e, por isso, os chamava de preciosos e, do outro, uma etnia que não conseguia compreender o que os “visitantes” viam de tão especial em metais brilhantes.

Essa situação se parece muito com o que vivi — e ainda vivo — desde que conheci as criptomoedas. Passava muito tempo tentando convencer as pessoas sobre o real valor da tecnologia e sobre como ela poderia quebrar paradigmas, mas, em resposta, encontrava sempre rostos com expressões incrédulas.

Há reações ainda piores, pois sempre tem aqueles que não estão abertos a ouvir sobre blockchain ou bitcoin, e já começam a conversa dizendo que se trata de bolha ou pirâmide financeira. Para esse público não adianta nem tentar explicar, é perda de tempo!

Mas para aqueles que topam aprender um pouco e se posicionar nas melhores oportunidades do mercado de criptomoedas, o Crypto Alert está sempre aberto. A propósito, em nosso último relatório falamos sobre a recomendação que gerou 500% de lucro aos nossos assinantes.

E voltando ao tópico conquistadores versus conquistados — na verdade, voltando ao bitcoin —, podemos dizer que 2017 foi o ano dele. Além da valorização expressiva, o número de buscas no Google o colocou como segundo termo mais pesquisado no mundo.

Algum problema com o bitcoin agora?

Começamos o ano de 2017 como os incas, sem entender direito o real valor desse ouro, mas vamos terminá-lo como verdadeiros desbravadores, em busca de conquistá-lo e de tirar o máximo proveito deste novo mundo.

P.S.: Dia de maldade significa o bitcoin acima de US$ 18 mil ainda hoje?