A bolsa está barata!

Estamos diante de uma das maiores transformações que esse país já passou. Entenda como essas alterações tornam a bolsa barata.

Compartilhe:
Enviar link para o meu e-mail
A bolsa está barata!

Enquanto o Brasil resolveu endereçar seu problema de juros altos apenas em 2016, diversos outros países emergente já passaram por esse processo com muito sucesso.

Traçar um paralelo com esses países pode nos ajudar a entender onde estamos nos preços dos ativos.

Olhemos para o México da década passada, por exemplo…

Em 2004, a taxa de 5 anos do México era de incríveis 10% ao ano. Em 2012, após uma agenda de intensas reformas estruturais feita pelo presidente Enrique Peña Nieto, os juros caíram para apenas 5%.

O resultado disso na Bolsa de valores local foi brutal. O Mexbol subiu espetaculares 364, 65% de 2004 a 2012. Ou seja, quase quadruplicou o seu valor.

 

Aí você vai me dizer que pode ser crescimento mundial, mas o SPX na mesma época subiu apenas 20%.

Você ainda vai tentar dizer que foi o “efeito China” e a ascendência dos países emergentes, mas o Ibovespa subiu apenas 184% no mesmo período, metade da Bolsa mexicana.

Um outro país famoso por provocar uma queda estrutural em suas taxas de juros foi Israel, constantemente citado pelo nosso Banco Central como um caso de sucesso na ancoragem da inflação.

Em 2001, as taxas de juros de 5 anos de Israel eram de 12,13%. Em 2015, pasmem, as mesmas taxas já estavam em apenas 1%, com estabilidade nos anos seguintes.

O movimento da Bolsa nesse período? Incríveis 245% de valorização. Superior novamente ao SPX e ao Ibovespa.

O efeito dos juros baixos beneficia toda a cadeia econômica, além dos preços dos ativos. São milhares de projetos que passam a ser viáveis com juros mais baixos de financiamento. São milhares de ativos que passam a ser reprecificados, pois a valor presente seus preços sobem. São milhares de consumidores que passam a pegar emprestado com parcelas que cabem no bolso. São milhares de empreendedores que veem o custo de começar um novo negócio mais baixo. São milhares de investidores que voltam a arriscar mais, na procura por retornos maiores, estimulando vários novos produtos.

Agora olhemos para o caso do Brasil…

Em 2015, nossa taxa de 5 anos estava em inacreditáveis 17%, com o risco de quebra do país, recessão, inflação descontrolada e desequilíbrio fiscal.

Hoje, essa mesma taxa está em 9,5%, e tudo indica que ainda tem um bom espaço para cair. Estamos falando de uma taxa que é a metade do que tínhamos há dois anos.

O efeito disso na Bolsa? Uma valorização de apenas 96%, do ponto mínimo até hoje.

Você acha que isso é muito? Acha que está caro?

Pois eu digo que está é barato!

Estamos diante de uma das maiores transformações que esse país já passou.

Diga o que quiser do presidente, mas nunca antes neste país conseguimos passar tantas reformas estruturais extremamente importantes para o equilíbrio futuro da nação.

Teto de gastos, reforma trabalhista, TLP, Cadastro Positivo, ancoragem da inflação, queda estrutural da taxa de juros… e por aí vai.

Quando fazemos tudo errado, somos os primeiros a dizer que não vai dar certo, e esperar dados ainda piores do que no passado.

Quando fazemos o certo — o que tem que ser feito — não podemos esperar resultados iguais.

Não dá para imaginar que não fazer nada é a mesma coisa que fazer tudo. Reformas estruturais são a saída de “livro texto”. Aquelas extensivamente estudadas. Aquelas que países do mundo inteiro experimentaram com sucesso.

Se isso não melhora o país, o que melhora?

Se tomarmos o México ou Israel como exemplos, podemos esperar uma década de ouro para o Brasil.

Claro que riscos sempre existem…

Está gostando desse artigo?Insira seu e-mail e comece já a receber nossos conteúdos gratuitos

Temos eleições no ano que vem e a reforma da Previdência.

Mas que o céu está azul, e o dia promete ser lindo… Ah, isso promete!

Na abertura de hoje temos uma acomodação da treasury com rumores que Powel estaria na frente na corrida pelo Fed.

No front local tivemos dia cheio no Senado e Câmara, com votações da Reforma Política e Refis.

A bolsa abre praticamente zerada, e os juros caem um pouco, em linha com os juros internacionais.

Conteúdo recomendado