Certos amores a gente nunca esquece

É meio chato falar do assunto, mas, quando você vai parar nos trending topics do Twitter sem ter feito absolutamente nada, precisa dar alguma explicação. […]

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Certos amores a gente nunca esquece

É meio chato falar do assunto, mas, quando você vai parar nos trending topics do Twitter sem ter feito absolutamente nada, precisa dar alguma explicação. Sim, a perseguição esquerdopata nos colocou ontem, mais uma vez, entre os assuntos mais populares dessa rede social no Brasil.

Se vale a máxima de que pode-se conhecer uma pessoa pelos seus inimigos, então esse é um motivo de orgulho. A cada vez que os vermelhos nos apontam como seus alvos principais, tenho a certeza do acerto na caminhada.

Algumas cicatrizes não se superam. Em que pesem esforços estéticos, elas estão grudadas sob a pele. Temos de conviver com elas para sempre, apenas fingindo que está tudo ok. Vida que segue. Os corpos caminham impávidos, as almas permanecem machucadas.

Eu me lembro bem. E é curioso como o ciclo parece se repetir. Foi assim há quatro anos, volta da mesma forma agora. Mas não me preocupo, porque tenho a certeza de que, assim como em 2014, a verdade acaba prevalecendo. Por nossa sorte, ela ainda é filha do tempo.

Sabe por que os esquerdistas ficam tão furiosos com O Fim do Brasil?

Porque ele era verdadeiro. Porque o governo Dilma, dobrando as apostas nas medidas contracíclicas originalmente concebidas ao final do Lula 2, destruiu o país.

Naquele contexto, por eu ter denunciado a caminhada macunaímica em direção ao precipício, fui processado pela ex-presidente Dilma e também pelo ex-presidente Lula. Dos dois, apenas um continua solto. Eu estou aqui, bem livrinho, escrevendo estas linhas — ao menos enquanto a liberdade de expressão prevalecer no país; sabe lá Deus até quando.

Em 2014, a exemplo do que faço agora, apenas realizava meu trabalho: alertava nossos assinantes para o risco de uma candidatura de esquerda a seus respectivos patrimônios, empregos e padrões de vida.

E o que encontro neste momento? Rigorosamente o mesmo padrão do ciclo eleitoral anterior.

Explico, expondo os acontecimentos. Apenas eles. Então, você mesmo poderá ver o que é #FATO ou #FAKE em tudo isso.

Em matéria publicada na véspera, a Revista Fórum falava assim, ipsis litteris:

“Sócio do Antagonista e fundador da Empiricus é preso pelo FBI acusado de roubar 750 mil dólares.”

Marcos Elias, preso nos EUA acusado de fraude, de fato, foi sócio da Empiricus. Isso muito antes de se envolver com os crimes dos quais é acusado de cometer.

Saiu da Companhia em 2012, quando tínhamos um total de 180 assinantes — hoje temos 200 mil. Há seis anos que nenhum dos sócios da Empiricus nem nenhum de seus colaboradores mantêm contato com Marcos Elias. Aliás, ao contrário, mas isso é assunto particular.

A Revista Fórum participa daquele famigerado grupinho da Carta Capital, Conversa Afiada, Brasil247 e dos blogs sujos em geral. O pessoal barra-pesada que levava bola das estatais e afins para defender o PT contra tudo e contra todos, sob o pretexto de fazer “jornalismo”.

Em 2012, o site O Antagonista, do qual tenho orgulho de ser sócio, nem sequer existia. Marcos Elias ter sido sócio via Empiricus de O Antagonista é, dessa forma, uma impossibilidade lógica.

Nosso braço de Relações Públicas e Assessoria de Imprensa, portanto, entrou em contato com a Revista Fórum, pedindo a alteração do texto, pois se tratava de um erro objetivo, factual.

Fizeram a mudança no título, conforme pedimos, retirando a menção a O Antagonista. Ficou assim: “Ex-sócio da Empiricus é preso pelo FBI acusado de roubar 750 mil dólares”. Dentro do texto, porém, continuou lá: “(…) foi dele a criação da campanha ‘Se proteja se a Dilma ganhar’, veiculada em 2014 pela consultoria”.

Será que é mesmo tão difícil de entender?

O sujeito saiu em 2012, de modo que jamais poderia ter participado da campanha de O Fim do Brasil e dos alertas sobre os riscos ao patrimônio dos brasileiros da eleição da candidata do PT à época.

Mas ninguém se importa. É óbvio que entenderam, mas preferiram seguir com a fake news, tentando desqualificar O Fim do Brasil, supostamente escrito por um criminoso.

A autoria de O Fim do Brasil, que depois virou cult, é minha, inspirada no título “The End of America”, de Porter Stansberry, meu sócio nos EUA, que nunca ouviu falar em Marcos Elias.

E se resta ainda alguma dúvida sobre tudo isso, deixo toda a movimentação bancária da Empiricus e de seus sócios à disposição daqueles que quiserem ver, com entradas e saídas, de forma cristalina.

A Revista Forum, assim como  o resto da gangue, também estaria disposta a mostrar a origem de todos seus recebimentos e suas movimentações?

Se meus inimigos me conhecessem melhor, me odiariam ainda mais. Somos imiscíveis.

Deixe-me introduzi-lo nessa história. Não é um papo pessoal ou platônico, uma discussão entre a Empiricus e os blogs. Isso é uma manifestação da situação do país, dos caminhos que se colocam à nossa frente e dos rumos que a nação pode seguir, com desdobramentos claros para seus investimentos e seu patrimônio em geral — no fim do dia, é disso que estamos falando, sabe?

Por que toda essa perseguição me deixa particularmente preocupado?

Não é por questões particulares, deixo claro. Mas porque ela é o prenúncio de uma radicalização das tensões eleitorais à frente. E a esse discurso de ódio e ao temor com o futuro das eleições brasileiras se soma uma crise momentânea nos mercados emergentes.

Com um paralelo muito semelhante a 2014, podemos mais uma vez atravessar uma tempestade perfeita, em que um momento péssimo da política e da economia brasileira encontra o fechamento de uma boa janela no cenário internacional.

Estamos diante do primeiro ciclo de alta das taxas básicas de juro nos países emergentes desde 2011. Além dos casos emblemáticos de Turquia e Argentina, Índia, Indonésia, Filipinas e República Tcheca apertaram o torniquete monetário em agosto. Romênia, Hungria e Polônia podem ser os próximos.

Como ponderação, é, sim, verdade de que suas taxas estavam excepcionalmente baixas, de tal sorte que o movimento reflete uma tendência de reversão à média. No entanto, em termos práticos, não deixa de ser um aperto das condições de liquidez globais, numa reação à subida dos juros de mercado nos EUA e na Europa, o que reduz o apelo para o carry trade e desvaloriza as moedas da periferia.

Hoje completamos seis quedas seguidas para o MSCI de Bolsas emergentes. Além das preocupações com a guerra comercial entre EUA e China e as discussões envolvendo o acordo do primeiro com o Canadá, cresce o temor de contágio das crises de Turquia e Argentina para outros países periféricos. A África do Sul é a bola da vez, após a divulgação do PIB do país, na véspera, apontar para uma recessão.

Em meio ao tiroteio eleitoral e à crise momentânea nos emergentes, o que fazer em termos práticos?

A receita mais tradicional apontaria para diversificação, manutenção de uma boa reserva de emergência e exposição “curta”, podendo mexer-se com maior facilidade caso surjam oportunidades.

Faz sentido. Mas é, na melhor das hipóteses, uma prescrição incompleta.

No momento de grande volatilidade, correlações históricas são quebradas. Tudo anda meio no mesmo sentido. A ideia clássica ligada a Harry Markowitz, de que você pode diversificar entre vários ativos de risco médio, chegando a um risco consolidado baixo para o portfólio, é jogada no lixo. O que parece diversificado é, na verdade, um reforço no sentido do risco.

Se a correlação entre os ativos aumenta e tudo se move na mesma direção, o tal Barbell Strategy fica ainda mais necessário. Precisamos separar nosso portfólio em dois grandes blocos. O primeiro em que você vai alocar a maior parte do seu capital em ativos de baixíssimo risco; e o segundo em que se coloca uma pequena parcela (realmente pequena, muito pequena) da grana em vários ativos de muito risco, com a contrapartida de oferecerem elevado retorno potencial. Nada no meio, nada de risco médio.

Se você quer ter um portfólio de baixo risco, não vai ter jeito: precisará manter a maior parte da sua carteira nos próximos meses em ativos de pouquíssimo risco.

Nesse sentido, subverte-se a lógica tradicional. É melhor concentrar num ativo de pouquíssimo risco, do que diversificar entre várias alternativas de risco médio.

Bom, e se você não entendeu nada do que foi dito hoje, se nunca ouviu falar em Marcos Elias, se não faz ideia do que é O Fim do Brasil, se não está nem ai para Markowitz ou para a Barbra Streisand (o jeito que a gente chama aqui carinhosamente o Barbell Strategy), não tem problema. Compre um pouco de dólares.

Como diria Taleb, “understanding is a poor substitute for convexity” (o entendimento é um substituto ruim para a convexidade, ou seja, para os retornos assimétricos de seu portfólio). Passaremos as eleições de farda preta. Ou verde, sei lá. A guerra começou. O sistema é f…

Mercados brasileiros iniciam a quarta-feira predominantemente no vermelho, acompanhando tensão no exterior e imbróglio eleitoral por aqui — institutos de pesquisa suspenderam divulgação de levantamentos feitos sobre intenções de voto, sem saber qual posicionamento do TSE sobre quem é o candidato do PT afinal.

Dólar volta a subir contra o real — talvez seja por aí que Ciro Gomes e Fernando Haddad pretendam resolver a dívida pública. Com esse câmbio, os US$ 380 bilhões de reservas agora valem R$ 1,578 trilhão.

Enquanto isso, exportadoras vão ganhando muito dinheiro — Vale, Gerdau e Klabin merecem uma olhada com carinho.

Agenda doméstica é fraca, contendo apenas fluxo cambial semanal. Lá fora, saem balança comercial e ISM de condições empresariais.

Ibovespa Futuro cai 0,5%, dólar e juros futuros sobem.

Para quem está ligado em toda essa volatilidade, o mercado de opções surge como alternativa clássica. No mínimo, vale a pena  conhecer um pouco mais.