Invista diferente

Veja o que os assinantes da Empiricus pensam sobre a criação de uma corretora da empresa.

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Invista diferente

“Que a força do medo que tenho

não me impeça de ver o que anseio

que a morte de tudo em que acredito

não me tape os ouvidos e a boca

pois metade de mim é o que eu grito

a outra metade é silêncio

Que a música que ouço ao longe

seja linda ainda que tristeza

que a mulher que amo seja pra sempre amada

mesmo que distante

pois metade de mim é partida

a outra metade é saudade.

Quer as palavras que falo

não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor

apenas respeitadas como a única coisa

que resta a um homem inundado de sentimentos

pois metade de mim é o que ouço

a outra metade é o que calo”

Oswaldo Montenegro

Toda vez em que aumentam a temperatura e a pressão, me volto para dentro. De forma não deliberada, acontece uma real contorção física até. As pernas se contraem levemente, com os joelhos se voltando para o umbigo, enquanto o queixo procura aproximar-se discretamente do peito, como se tentasse recolher-se para a região do diafragma. Eu procuro por mim mesmo.

O que é a Empiricus? O que ela representa? Onde nos encaixamos neste mundo?

Aquilo que construiu a companhia há oito anos, literalmente numa garagem, que alagava quando chovia e eu e Rodolfo revezávamos entre rodos e baldes, é rigorosamente a mesma coisa que nos move hoje em dia.

Achávamos que as pessoas físicas poderiam investir diferente.

Entendíamos que elas mereciam – e deveriam – acessar estratégias de investimento tão boas, ou quem sabe até melhores, do que aquelas anteriormente restritas apenas a multimilionários e a profissionais do mercado financeiro.

Acreditávamos que o cidadão comum, inteligente e com algum dinheiro, mesmo não muito versado nas questões estritamente técnicas de finanças, poderia, ajudado por um pequeno empurrão, libertar-se de um sistema dominado pela assimetria de informação, pelo conflito de interesses, por taxas abusivas e produtos medíocres.

Sabíamos que qualquer investidor poderia ser o mestre de seu próprio destino, o capitão de sua alma.

Essas convicções nos uniram. Foi assim que começamos. É assim que estamos hoje. E é rigorosamente assim que estaremos também no futuro. Essa é a nossa alma. Essa é a Empiricus. Uma empresa convicta de que as pessoas podem mudar o mundo para melhor, seja isso feito de forma grandiosa ou pequena. Pode ser para si mesmo, para seu entorno ou pro mundo todo.

Quando você começa a investir ganhando dinheiro de verdade, assumindo as rédeas do processo, aquilo muda você. Pense diferente, invista diferente. O que esta vida quer da gente é coragem. Etimologicamente, agir (AGEM) com o coração (COR). Volte-se para seu coração e o escute. Ele fica pertinho do diafragma.

Hoje encerro a conversa que comecei ontem. “Começou, termina. Desembucha, mano.” Não vou mais voltar ao assunto, pelo menos por alguns vários meses. Apresento, por uma questão de coerência e transparência, os resultados da pesquisa de ontem. Se eu o convoquei para participar, seria no mínimo deselegante alijar-lhe de saber o resultado.

Agradeço, de coração, a todos que participaram da enquete diretamente e também aos milhares (sem exageros) de emails que chegaram, tanto os elogios quanto as críticas – é a partir delas que refinamos as coisas e podemos nos esforçar para sermos, ou ao menos tentarmos ser, melhores a cada dia.

 

Como muita gente perguntou sobre eventuais mudanças na Empiricus e nas assinaturas, principalmente nos planos vitalícios, caso eventualmente os sócios da Empresa viessem a comprar/montar uma corretora, aproveito o espaço hoje para tentar solucionar algumas dúvidas de cunho prático. Isso só poderia funcionar se necessariamente:

1.Mantivéssemos duas estruturas completamente separadas. A publicadora de conteúdo continuaria funcionando igualzinha, com os mesmos analistas, sendo remunerados exclusivamente pela qualidade e pela performance de suas recomendações. A corretora seria uma empresa diferente, totalmente apartada e tocada de forma independente, por outras pessoas. Seriam duas firmas diferentes, unidas só e somente só por uma mesma visão de negócio, voltada ao bem do investidor – a filosofia, o jeito de enxergar a pessoa física adotado na Empiricus seria levado à corretora. Absolutamente nada mudaria para o atual assinante da Empiricus.

2.Ao final dos relatórios, houvesse um botão que instrumentalizasse as operações sugeridas. “Quero montar essa recomendação.” O sujeito clicaria e cairia automaticamente num home broker, com a operação já montada para ele – o investidor, tendo preenchido os campos de login e senha da corretora, precisaria apenas digitar qual o valor gostaria de aplicar naquela operação e dar ok. Ou seja, a plataforma neste caso serviria como veículo de execução das recomendações da Empiricus, garantindo facilidade, praticidade, agilidade, transparência e preços baixos.

3.Ninguém da corretora pudesse ligar para os clientes. Esse é um dos princípios básicos da verdadeira Charles Schwab. “You call me. Because I won’t call you.” Quem recomenda as aplicações são os analistas, remunerados pela performance das recomendações – e não um vendedor. Note que na Empiricus os analistas são centro de receita, enquanto na corretora são centro de custo. Por isso, jamais a análise aqui poderá ser corrompida, pois ela é meio e fim do negócio de publicação de conteúdo.

4.Rigorosamente tudo que fosse cobrado ao cliente, incluindo rebates e taxas implícitas, precisaria ser anunciado, para que ele percebesse que está pagando, de fato, menos do que pagaria no mercado e que as recomendações que lhe foram entregues não guardam qualquer relação com mais ou menos receitas na corretora.

5.Idealmente, seria cobrado dos clientes da Empiricus um flat flee (um percentual do total de dinheiro deixado na corretora). Isso seria verdadeiramente revolucionário e já é adotado em alguns modelos nos EUA. Dessa forma, eliminaríamos qualquer suposição de que tal recomendação veio para gerar mais corretagem, pois não seria mais cobrado corretagem. Negociando mais ou menos, não importa. Cobra-se do cliente uma taxa sobre o tanto que ele deixa de dinheiro na corretora. Matar-se-ia assim qualquer potencial conflito. Fique claro aqui: não há estudo de viabilidade sobre isso. Se formos eventualmente mesmo avançar nessa direção (de novo: ainda não há, mesmo, definição sobre o tema), a intenção seria cobrar o flat flee. Se isso não for viável para colocar o negócio em pé, fica a garantia e a promessa de que será uma corretagem baixa, bem inferior à média do que temos por ai.

6.Encontrássemos o melhor time de execução possível. Nós não podemos perder o foco da Empiricus, como publicadora. Isso é irrevogável. Então, precisaríamos nos associar às melhores pessoas possíveis para tocar o negócio. Melhores aqui tanto no sentido de competência para tocar e oferecer a melhor experiência possível ao investidor quanto no compartilhamento da mesma visão, dos mesmos valores e da mesma missão dos atuais sócios da Empiricus. Só para ser ainda mais transparente e não ser cobrado injustamente no futuro: nas conversas preliminares que temos tido, embora eu, pessoalmente, manifeste explicitamente meu desejo de não desempenhar qualquer função executiva na potencial corretora, tenho deixado clara minha intenção de participar do Conselho de Administração, possivelmente até como chairman. Essa seria uma forma de garantir, sem espaço para negociar ou tergiversar, um adequado tratamento aos assinantes da Empiricus.

Com isso, tento deixar todos na mesma página, sendo o mais irresponsavelmente transparente possível. Antes de caminhar para as questões estritas do dia, preciso fazer uma breve retratação.

Após os comentários de ontem, a XP Investimentos entrou em contato conosco. Para que tudo fique claro, abro aspas para a XP: “nossos agentes autônomos têm como principal atribuição a prospecção de novos clientes e a abertura de contas. Cerca de 80% de todas as ordens são enviadas diretamente por seus clientes, sem a intermediação dos agentes autônomos. Em renda variável, a participação direta dos clientes da XP chega a 95% das ordens.”

O respeito e a admiração que tenho pela XP, em especial pelo Guilherme Benchimol, continuam e continuarão, independentemente do futuro e de reciprocidade, os mesmos de sempre.

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Sexta-feira traz mais uma evidência em prol do bull market. Como anedótico, Nikkei completou seu décimo-quarto pregão consecutivo em alta, a maior sequência em 29 anos – o Ale recomendou uma posição bem interessante em Nikkei em seu excelente Super Extreme Ideas; vale a pena conferir. Quem também tem falado muito bem da Bolsa japonesa é a turma do Gauss, que a Luciana Seabra cobre com brilhantismo entre os melhores fundos de investimento. Eu falo bem do sujeito há tempos, com cota caindo ou subindo. Brilhantismo verdadeiro você percebe numa conversa de cinco minutos.

Bolsas da Europa também em alta, com destaque para bancos e materiais básicos. Wall Street se anima com avanço de plano fiscal de Trump e afastamento de hipótese, ao mesmo momentaneamente, de que um falcão venha a assumir o Fed.

Agenda nos EUA traz dados do setor imobiliário e relatório Baker Hughes, do segmento de petróleo.

Internamente, IPCA-15 veio dentro do esperado ao anotar alta de 0,34%, enquanto prévia do IGP-M marca avanço de 0,3%, um pouco abaixo das projeções.

Ibovespa Futuro abre em alta de 0,3%, dólar e juros futuros alternam leves altas e baixas.

PPS.: Sei que essa introdução já está muito longa hoje. Vou incluir um negócio aqui que você não precisa ler agora. Quem sabe, com alguma sorte, sobra um tempinho no final de semana. Ontem à noite, eu estava bem triste, bem triste mesmo. Então recebi um email, li e comecei a chorar, sozinho, feito uma criança. Torno a coisa pública, preservando o nome da interlocutora, para que se tangibilize um pouco do que estou falando quando falo de missão. Encerro da mesma forma que comecei, citando Oswaldo Montenegro e pedindo que o espelho reflita meu rosto num doce sorriso que me lembro ter dado na infância.

“Caro Felipe,

Você não me conhece. Sou apenas uma das clientes da sua empresa. Mas, há algum tempo eu queria te escrever um e-mail e hoje finalmente eu consegui parar e fazê-lo.

Não lembro exatamente como cheguei até a Empiricus. Mas sei exatamente porque fiz a primeira assinatura : suas palavras traduziam exatamente o que eu sempre pensei sobre vir ao mundo e tentar fazer diferença de alguma forma.

Escuto a Marília, a Luciana Seabra, o Bruce e outros, mas, de verdade, você me passa confiança.

Não estou aqui pra ficar rasgando seda pra ti, mas hoje ao ler o Day One sobre sua dúvida de iniciar ou não uma corretora fiquei aqui pensando quando eu e minha família tínhamos apenas um pequeno hotel aqui na nossa cidade. Tudo era mais fácil. Conhecíamos todos os clientes, negociávamos com os fornecedores, podíamos viajar todos juntos, almoçávamos em casa… enfim vivíamos um sonho cor de rosa.

O tempo foi passando e o lado empreendedor do meu pai pedia mais. Um hotel era pouco. Ele queria mais emoção, mais adrenalina, desbravar novos mercados.

E então tudo mudou. Hoje são 3 hotéis, 1 construtora, etc, etc.. quase não consigo conversar com nossos clientes e 0 de contato com fornecedor. Agora temos gerentes, supervisores, encarregados pra fazer tudo isso.

Foi ruim chegar até aqui? Será ruim você iniciar um novo negócio? Claro que não! Veja sempre o lado bom, sempre!

Deixar de crescer porque a vida vai se tornar mais caótica ou porque a imprensa não vai te deixar de mão é bobagem. Porque isso pode acontecer também se você decidir permanecer como está. Acho que você pode muito mais.

Não temos garantia de nada. Se você se importa tanto com os clientes pensando em criar a corretora e dar mais uma opção pra todos, faça acreditando que vai dar tudo certo e que nunca você vai conseguir agradar gregos e troianos e sempre vai ter “alguéns” tentando mudar o teu foco.

Eu acredito em você, no seu potencial, nas tuas palavras e principalmente no seu coração. Acredite você também. Tudo que sei hoje sobre investimentos aprendi com a Empiricus. Comprei Rumo a 5,45 e a 7 e alguma coisa quando você “mandou”. Nunca havia comprado uma ação. Não sabia do que se tratava. Hoje, cuido das aplicações do meu pai, já convenci minhas irmãs a fazerem a portalibilidade para a superprevidência e aos poucos eles têm optado por investir através de corretoras independentes.Outro dia ouvi da gerente do Personnalité assim: “você tem que ter muito cuidado ao tirar todo mundo daqui, vai que essas corretoras quebrem e você vai fazer todos mundo perder dinheiro”… kkkkkk. Não aguentei. Morri de rir.

Obrigada. Principalmente por pensar fora do quadrado e bem longe do rebanho. Escute o seu coração todos os dias e lembre-se dinheiro não traz felicidade, mas a felicidade traz muito dinheiro!

Fica com Deus. Desculpa por mandar esse e-mail tão impessoal.

Um abraço de 1 minuto. Meu, do meu esposo e da minha adorável XXX.”

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