Fim dos riscos políticos

Um mercado extremamente difícil de navegar

Fim dos riscos políticos

Desde maio, após a divulgação dos áudios entre Joesley e Temer, o mercado se preocupa principalmente em operar os riscos políticos.

A cada nova aprovação na Câmara ou no Senado, novos ralis tomam força.

Esse é um mercado extremamente difícil de navegar, pois depende de notícias novas e da política, que é um assunto que sabemos muito pouco (como se soubéssemos muito de economia!).

Mas essa roleta-russa que começou em maio está chegando ao fim.

Em julho, o governo conseguiu aprovar a reforma trabalhista no Senado, quando todos diziam ser impossível.

Ontem, foi aprovada, também no Senado, a TLP, medida importantíssima para reduzir os gastos com subsídios do governo federal.

Foi aprovado também o novo Orçamento, com déficits maiores e mais realistas.

Em paralelo, o governo fala abertamente de privatizações, devolução pelo BNDES de mais 130 bilhões ao Tesouro, MP aumentando a contribuição previdenciária do funcionalismo público de 11 para 14 por cento, além da postergação de reajuste de salários da categoria.

Há quantos anos que não ouvimos falar de tantas reformas estruturais e ortodoxas?

Para o mercado, não falta mais nada!

Aliás, o mercado já precifica que a reforma da Previdência não passará este ano, e nem no próximo. Ficará mesmo para o sucessor de Temer.

O que significa dizer que o Planalto, a Câmara e o Senado podem se estapear o quanto quiserem até a próxima eleição. O mercado está livre.

Vamos colher os frutos de um ciclo gigantesco de queda nos juros para níveis de 7 por cento. Vamos observar a recuperação econômica ao longo deste e do próximo ano, melhorando a vida das empresas, aumentando receita, reduzindo alavancagem, reduzindo custo de empréstimo, gerando mais lucro.

Janot pode denunciar quem quiser, poderia aproveitar e renunciar. O estrago está minimizado.

Isso não quer dizer que os riscos acabaram. O externo é, e sempre será, um risco. Seguiremos acompanhando de perto o “debt ceiling” nos EUA, que a cada período precisa ser estendido para resolver o problema dos crescentes gastos no país. Seguiremos de olho na Coreia do Norte e no próximo míssil que ela venha a lançar. A redução dos balanços e estímulos dos países desenvolvidos continuará sendo um problema a ser monitorado.

No lado local, ainda teremos o estrutural problema do envelhecimento da população e aumento agressivo dos gastos com a Previdência. Quem resolverá esse problema de vez? O próximo presidente? Como será a próxima eleição?

Os riscos sempre existirão. Se não existissem, os preços certamente seriam outros.

Mas no dia de ontem tiramos itens importantíssimos do pipeline de riscos, e jogamos eles para o passado. Reduzimos a importância de acompanhar cada passo político. E o risco passa a ser positivo agora, afinal, teríamos a “opção de graça” de aprovarem ainda este ano a reforma da Previdência.

Não é sempre que um clarão desses se abre no mercado, e você que sempre quis investir mas nunca soube exatamente como, agora é um excelente momento para começar.

A Empiricus lançou o Projeto 1MR®, desenvolvido exatamente para os investidores que estão à procura do seu primeiro milhão. O projeto foi um sucesso de vendas, e pelo volume de solicitações e para dar igualdade de condições aos participantes, resolvemos disponibilizar algumas vagas adicionais. É a sua chance de se juntar a esse projeto e aprender o passo a passo para o sucesso nos seus investimentos.

Ainda no Brasil, Petrobras reajustou novamente o preço da gasolina, com queda de 3,8 por cento.

O IPCA ficou em incríveis 0,19 por cento, enquanto a expectativa do mercado era 0,30 por cento. Mais detalhes sobre o número na minha nota no Day One Pro.

Está gostando desse artigo?Insira seu e-mail e comece já a receber nossos conteúdos gratuitos

Lembrando que hoje teremos reunião do Copom, que também deve refletir o clima positivo das mudanças estruturais e da boa notícia do IPCA.

O Ibovespa abre com alta de 0,7 por cento, em linha com o otimismo no país.

Conteúdo relacionado