Faça o que você não consegue

Na Empiricus, não subestimamos a inteligência do investidor pessoa física, achando que somente os super-ricos e os profissionais podem acessar os fundos mais arriscados e, normalmente, também com o maior potencial de valorização. Nós realmente acreditamos que você pode fazer o que não consegue.

Compartilhe:
Faça o que você não consegue

“Quando criança, eu corria todos os riscos que podia. Não porque eu era imprudente, mas porque qualquer coisa diferente era entediante. Eu me jogava das coisas, rastejava sob objetos, desafiava outros garotos, andava de skate, esquiava, nadava. Algumas vezes desafiava a própria morte. Tentar alguma coisa difícil e improvável era a única maneira de se viver. Se você estiver fazendo alguma coisa segura, alguma coisa que você já sabe que pode ser feita, você está perdendo seu tempo. Eu achava desconcertante que algumas pessoas na minha idade poderiam apenas ficar ali, respirando e piscando, deixando seu dinheiro inteiro na escola simplesmente passar – elas podiam simplesmente resistir à urgência de sair correndo para fora, de explorar coisas diferentes, de fazer algo novo, de tomar novos riscos. O que se passava na cabeça delas? O que elas poderiam aprender dentro de uma sala de aula que poderia ao menos se aproximar do sentimento de descer por uma montanha em alta velocidade numa bicicleta fora de controle?”

Uau… isso é Scott Kelly, o astronauta que passou mais tempo fora da Terra dentre todos. O mais impressionante para mim é que seu modo de vida não era uma opção. Ele simplesmente precisava daquilo, era um imperativo, uma necessidade. Não há como resistir a esse tipo de força.

“Do what you can’t” (faça o que você não consegue) é o slogan da Samsung. Não tem problema para mim. Espero que não tenha problema para eles também. Aqui, copio tudo que acho bom. No caso, se você está apenas fazendo o que já sabe que pode fazer, está abaixo de suas possibilidades. Ponto final. Acho que Scott Kelly e Samsung quiseram dizer algo assim.

Eu trago essa ideia alheia sem qualquer constrangimento. Em Bolsa, ideia original paga rigorosamente a mesma coisa que a cópia. Se você comprou Petrobras porque eu recomendei ou se decidiu fazê-lo após chegar sozinho à decisão de adquirir os papéis, seu rendimento será rigorosamente o mesmo. A defesa da originalidade em Bolsa é simplesmente uma batalha em favor do próprio ego, não oferece qualquer benefício financeiro.

Há muitas situações em que ser original paga bem. Se você é um empreendedor, um gênio criativo, um artista, alguém que lida com a necessidade de romper com uma determinada fronteira, possivelmente dependerá da originalidade – e ela é, de fato, uma qualidade admirável. Mas no mercado financeiro pode até ter desvantagens em ser o pioneiro – se só você descobriu uma determinada oportunidade, por construção ela demorará mais tempo para se materializar em lucros, pois os demais também precisarão passar pelo processo de descoberta, de tal sorte que aumenta seu custo de oportunidade.

Corolário prático: converse com quem você puder sobre investimentos, replique todas as ideias construtivas. Se tiver a oportunidade de copiar gente como Luis Stuhlberger ou Rogério Xavier, por exemplo, não hesite em fazê-lo.

Aproprie-se das boas ideias, jogue fora as ruins, principalmente aquelas que tentaram condená-lo à maldição de fazer para sempre o que você já faz. Você pode mais do que isso.

Há mais ou menos uma semana, esteve aqui o head da operação brasileira de uma das maiores gestoras do mundo. Ele era brilhante e eu procurava aprender tudo que podia. Acompanhado de outros dois gringos, falava um inglês impecável. Eu, que entrara naquela sala sem saber da presença estrangeira, respondia com a mesma fluência com que o João Pedro toca oboé.

Sem contar o inglês macarrônico e o constrangimento de conversar com três pessoas bem mais relevantes do que eu, o papo ia bem. Até que ouvi: “Este fundo não deveria estar disponível nas plataformas de varejo. Ele é arriscado demais, volátil demais para a pessoa física”.

Eu imediatamente me desliguei. Talvez essa seja minha maior discordância de toda a indústria financeira brasileira, que enxerga a pessoa física como uma espécie de jogador da Série B. Aquela ideia apresentada na sala Taleb do nosso escritório (os compartimentos aqui levam nomes das maiores influências) não era uma exclusividade do meu interlocutor. Ao contrário, ele era apenas uma metonímia da visão de consenso.

Na cabeça dos ternos vazios da Faria Lima e do Leblon, ela deve estar alijada dos fundos mais arriscado, de alternativas sofisticadas de investimento. Somente os super-ricos, os profissionais e, claro, os próprios ternos vazios da Faria Lima e do Leblon, portadores de uma habilidade especial, poderiam acessar os fundos mais arriscados e, normalmente, também com o maior potencial de valorização.

Não poderia discordar mais. Criamos a Empiricus justamente para tratar o investidor de varejo com a dignidade que ele merece, não como um animal idiota que precisa estar na prisão perpétua de uma jaula composta por LCIs, LCAs, CDBs, poupança ou fundos aguados e sem volatilidade disponíveis nas plataformas dos bancos.

O primeiro ponto importante da discordância: a volatilidade nada tem a ver com risco. Insisto: entre um fundo de maior vol e outro de menor, para o mesmo retorno, fique com o primeiro. Seu gestor estará muito mais preparado para enfrentar situações adversas do que o outro, a virgem imaculada que ainda não atravessou uma única crise. O fundo sem volatilidade normalmente carrega muito mais riscos escondidos, que são os piores, pois não os conhecemos e para os quais, portanto, estamos despreparados. A volatilidade é nada mais do que um instrumento de revelação da verdade.

O segundo elemento é igualmente relevante: mesmo se o sujeito estivesse certo e o tal fundo volátil significasse mais risco, para quem ele deveria estar disponível: para a classe mais rica ou mais pobre?

Rico precisa preservar capital. Tudo que ele tem a fazer na vida é evitar uma grande tragédia financeira. Pobre é quem precisa multiplicar. Por mera aplicação da lógica, quem mais necessita de aplicações de maior risco é justamente o pobre.

Vamos falar sinceramente: se você tem R$1 mil guardados na conta e perde esses R$1 mil, sua vida não vai mudar muito. Claro que vai ser ruim e eu serei o primeiro a lamentar isso, verdadeiramente. Mas seu padrão de vida não vai ser muito afetado por aqueles R$ 1 mil a menos.

Agora, se você tem US$ 10 milhões na conta e perde esses US$ 10 milhões, aí a coisa muda dramaticamente.

Ações, fundos voláteis e investimentos considerados mais arriscados em geral deveriam, primeiramente, ser oferecidos para o varejo, depois para o investidor institucional. Isso obedeceria à lógica da construção/preservação de patrimônio.

Caso contrário, você cria um ciclo vicioso. Investidor de varejo não tem tanto dinheiro quanto o profissional. Na norma padrão do mercado financeiro, ele nunca pode acessar um produto sofisticado, então está condenado para sempre a um nível baixo de sofisticação. Continua com baixos retornos e com menos dinheiro – é o bramanismo das finanças, cada um enjaulado para sempre em sua casta.

Não compactuo com isso. Eu acredito que se falar para o leitor: “isso tem muito risco, exige horizonte de longo prazo e muita tolerância à volatilidade, portanto sua posição aqui precisa necessariamente ser pequena”, ele, por mais incrível que possa parecer, vai entender que “isso tem muito risco, exige horizonte de longo prazo e muita tolerância à volatilidade, portanto sua posição aqui precisa necessariamente ser pequena.”

Foi para isso que fundamos a Empiricus, por acreditar que as pessoas não são analfabetas, que elas estavam fazendo menos do que poderiam e estavam enjauladas numa maldição imposta pela indústria financeira tradicional, que as condenava a investimentos subótimos.

A Empiricus não é somente a alternativa não conflitada aos bancos e às corretoras. É também uma abordagem diferente, que não subestima a inteligência do investidor pessoa física. Nós realmente achamos que você pode fazer o que não consegue.

Talvez você não consiga ser o melhor investidor do Brasil sozinho. Mas talvez você consiga com alguma ajuda. Por isso, hoje eu lhe convido para conhecer o programa SuperRentabilidade. Ele foi inteiramente desenvolvido pela Luciana Seabra, uma das pessoas mais respeitadas do universo de fundos de investimentos do Brasil, com um objetivo único: levá-lo a uma condição que nem você mesmo acredita que pode atingir. Você está a um passo de investir tão bem ou até melhor do que os profissionais mais competentes da área. Aqui, juntamos somente os melhores numa única proposta. Reunindo as várias competências individuais numa única, talvez até um avestruz possa voar.

Mercados iniciam a quarta-feira demonstrando doses de expectativa e cautela. Há indicadores muito relevantes no radar, para os quais ainda não se têm uma definição.

Evento mais importante do dia é reunião do Federal Reserve, que deve elevar taxa básica de juro dos EUA a 1,75% ao ano. Mais relevante do que a decisão em si são os comentários que podem sinalizar o comportamento futuro da política monetária por lá.

Por aqui, destaque para reunião do Copom à noite, com expectativa ampla de nova redução da Selic em 0,25 ponto, para a mínima histórica de 6,5% ao ano. Também localmente esperam-se indicações sobre o futuro do juro básico – se paramos por ai ou se há espaço para um tequinho a mais de queda.

Em paralelo, investidores monitoram com atenção impasse no STF sobre prisões após condenação em segunda instância.

Variações dos mercados são bastante modestas, com todos aguardando desdobramentos do dia.