Junto e misturado, ganhando dinheiro

“Que isso foi o que sempre me invocou, o senhor sabe: eu careço de que o bom seja bom e o ruim, ruim, que dum […]

Junto e misturado, ganhando dinheiro

“Que isso foi o que sempre me invocou, o senhor sabe: eu careço de que o bom seja bom e o ruim, ruim, que dum lado esteja o preto e do outro o branco, que o feio fique bem apartado do bonito e a alegria longe da tristeza! Quero os todos pastos demarcados… Como é que posso com este mundo? Este mundo é muito misturado.”

Encerro a semana da mesma forma que comecei: apelando a Riobaldo, que, para mim, é uma espécie de consciência, a que recorro para buscar iluminação. A sabedoria universal de um sertanejo treinado como um praticante disfarçada de palavras e causos particulares. “Grande Sertão: Veredas” apenas aparenta ter como temas centrais a orientação sexual de seu protagonista e a existência ou não do diabo. Na minha visão, o livro (ou a peça; vá ver antes que acabem com o Sistema S) fala mesmo é da vida e de suas questões ontológicas.

Tudo ainda é muito misturado neste sertão do mercado de capitais. Corretora desbancarizada virou banco. Banco quer virar corretora. Bancos e corretoras digitais brigam por analógicos agentes autônomos, enquanto, claro, tentam se mostrar exponenciais para a devida listagem futura na Nasdaq como cases da mais alta tecnologia.

Importam mesmo as narrativas. O mercado resolve comprar essa história e vender a outra, simplesmente porque alguém conseguiu colocar uma narrativa crível em pé.

Eu fico pensando: se a Arco Educação vale tudo isso, quanto deveria valer a Kroton? Dito de outra forma: quantas Arcos Educação (como monta esse plural, hein?) têm dentro da Kroton? Vamos mesmo ver KROT3 a 8x lucros só porque o resultado desse ano quase não oferece crescimento e porque ainda não limpamos todo o Fies? Lucros por ação já voltam a subir em 2020 e o gringo vai começar a olhar isso de novo. Ok, ok, entendo que estrangeiro gosta de EPS growth, mas isso existe já no ano que vem e tem um mundão de meu Deus para explorar no ensino básico.

 

Leitura recomendada

Luciana Seabra mostra como lucrou (e ajudou os leitores a lucrarem) muito com ações sem precisar comprar ações. Ela ensina os assinantes da sua séria a investirem da mesma forma que os maiores investidores profissionais do mercado financeiro. E tudo depende de uma simples atitude, que pode te mostrar esse novo mundo de rentabilidade em menos de 24 horas. Veja aqui o recado que ela gravou.
 

Ou, de outro modo, e quem sou eu para, na condição de fã, questionar a Dynamo, mas Mercado Livre é o máximo a infinitas vezes lucros, enquanto PagSeguro negocia a praticamente 15x, parecendo um lixo tóxico, é isso? Sou apenas um rapaz latino-americano, sem dinheiro no banco, sem parentes importantes e sem vista para o mar do Leblon, mas ainda prefiro pagar seguro por múltiplos baixos e ter o crescimento como opcionalidade, em vez de depender dele num mercado suscetível a disrupções quase por definição. Breve esclarecimento: as cartas da Dynamo sobre Mercado Livre, assim como todas as outras, são formidáveis. Breve esclarecimento 2: a Dynamo segue formidável; não há nenhuma sugestão em contrário, nem de longe.

Para dar o terceiro exemplo, se a XP vai listar na Nasdaq por 40 bilhões, quanto vale o BTG? Afastado o risco de cauda, colocando o capital para rentabilizar e com o Digital emergindo (agradecimentos aceitos em nome da Luciana Seabra), faz sentido esse troço negociar a 7x lucros? O Esteves também me desculpe (e ele é 200 mil vezes mais inteligente do que eu), mas por que não “spinoffa” o Digital e lista isso na Nasdaq como uma fintech? Se a narrativa colar (pô, vocês conseguiram pregar o rótulo em Arco! Por que não fazer consigo mesmo?), esse bicho passa a valer mais do que o banco e, sim, pode continuar fazendo cross sell e upsell dentro do mesmo grupo econômico. Claro, tudo isso antes de começar a dar lucro, porque daí você se vende como um múltiplo de cliente projetado, como uma fração do adressable market lá na frente; se você der lucro, ferrou; a partir desse momento, vão te olhar como um múltiplo de earnings. Ninguém quer isso, não é mesmo?

Eu já sabia da importância da retórica para compor “a verdade do momento” desde a época em que Deirdre McCloskey ainda se misturava internamente com o Daniel McCloskey – nada contra, fique claro; sou um liberal também nos costumes, pois sê-lo apenas quando convém para o bolso não me parece uma questão de princípios. A defesa da liberdade como um valor precisa valer para o caso individual e para a economia. Caso contrário, é oportunismo e conveniência, não um princípio ético e moral.

Como minha falta de cabelos dá a entender, também sou da época de Persio Arida na academia, não ainda no banco de investimento, muito menos na época do Digital.

McCloskey e Arida deram contribuições maravilhosas, mostrando como os embates de teorias econômicas foram resolvidos não por superação positiva, mas, sim, por aplicação da retórica.

Na disputa dialética de tese e antítese, forma-se como síntese não a melhor teoria, mas aquela que dispõe das melhores técnicas de persuasão. Por isso, a chamada “fronteira do conhecimento” não condensa o melhor de toda a teoria econômica; ali apenas estão reunidos os melhores estratagemas retóricos. E também por isso a Economia não pode ser caracterizada como “hard science”, exigindo o resgate dos clássicos e do conhecimento de história também.

Claro que os professores, os MBAs e aqueles que só estudaram a tal fronteira do conhecimento não vão dizer essas paradas por aí. Eles perderiam a única vantagem que supostamente têm sobre os ditos leigos – na minha visão, os leigos é que estão em vantagem sobre os demais. Entre outras coisas, porque não sabem de “fronteira do conhecimento” alguma e, portanto, não seguem um mapa errado. Como é sabido, não ter mapa é muito melhor do que dispor de um mapa errado.

Empiricus vem de Sextus Empiricus, o filósofo cético pós-socrático que escreveu um livro chamado “Contra os Professores”. Temos cá nossos milhões de defeitos, mas somos diferentes dessa turma.

A distinção não se apoia num discurso, numa opinião ou numa hipótese. Falo de constituição, de base e de essência. Fundamentalmente, a nossa diferença para tudo que existe por aí se sustenta sobre dois pilares. O primeiro se liga à ausência de conflitos de interesse. E o segundo está atrelado à escala – rapidamente ficará claro como esse ponto se conecta à qualidade de nossas publicações e, por conseguinte, a maiores lucros para nossos assinantes, que, no final do dia, é o que interessa (money talks, BS walks).

Para desenvolver o argumento, desenho a posição da Empiricus dentro de tudo que se liga ao mercado de capitais. Peço a devida atenção ao cuidadoso e rigoroso emprego das palavras. Não está escrito: “a posição da Empiricus dentro do mercado de capitais”. Isso porque a Empiricus não pertence ao mercado de capitais. Somos outsiders – isso aqui valeria para várias instâncias, mas neste caso emprego o termo no sentido de que estamos literalmente fora do canal de originação e distribuição de valores mobiliários. Não estamos submetidos aos conflitos da indústria, nem fazemos coisas como “know your client” ou “suitability”, tarefas estritas das instituições financeiras – se o fizéssemos, estaríamos nós tutelando os leitores, cravando o que eles podem/devem ler. De novo, nós realmente acreditamos nessa história do respeito às liberdades individuais.

Em linguagem mais direta, não lidamos diretamente com investimentos. Nós publicamos nossas ideias para que você – e ninguém mais – lide com seus investimentos junto ao seu banco ou corretora.

O que isso quer dizer na prática? Que não ganhamos dinheiro algum se você compra o produto A ou B. Isso é completamente diferente da rotina dos gerentes de banco e dos agentes autônomos – em essência, eles são a mesma pessoa, com exatamente os mesmos conflitos e a mesma estrutura de incentivos financeiros. Não é um problema pessoal, fique claro. É apenas da natureza dos incentivos. Se o cara ganha mais se empurrar um produto do que ganharia se vendesse outro, é natural optar pelo primeiro – os boletos chegam pra todo mundo e há bocas a alimentar.

Vou falar uma coisa: essa história de ganhar dinheiro de verdade com investimentos, aqui no sentido de bater a média do mercado, é difícil pra caramba. Joga-se um dos jogos mais competitivos do mundo, contra os melhores jogadores. Como se movimenta muito dinheiro no mercado financeiro (é um pleonasmo, eu sei), ele atrai as melhores cabeças interessadas em grana. É contra essa turma que você compete.

Agora, imagina tentar bater a média do mercado ou os benchmarks tradicionais tendo de, ao mesmo tempo em que se selecionam alternativas de investimento, obedecer a uma agenda oculta. O gerente ou o agente autônomo quer te oferecer uma boa alternativa para aplicar teu dinheiro simultaneamente ao fato de querer empurrar os produtos que implicam maior taxa para o banco e a corretora. Sinceramente, não dá, desculpa. O mercado não aceita sincretismo. Não se permite acender uma vela para Deus e outra para o diabo.

As instituições focadas em apenas oferecer as melhores ideias de investimento, portanto, tendem a oferecer as melhores ideias de investimento, por mais incrível que pareça. Há vasta evidência empírica para isso, principalmente nos EUA, onde a coisa é um tiquinho mais desenvolvida.

Em termos práticos para o investidor (ou seja, de lucros no bolso), é melhor pagar por um conteúdo independente e aplicar seu dinheiro em coisas mais rentáveis do que ter contato com indicações aparentemente de graça, pelas quais ele paga sem perceber, com taxas e rebates escondidos e implícitos. Nada que precisa ser escondido costuma ser adequado. Ninguém presta serviço de graça. De uma forma ou de outra, o investidor está pagando.

Isso sustenta a superioridade do modelo da pesquisa e da opinião independente sobre as ideias de investimento provenientes de instituições financeiras propriamente ditas.

Agora, há outra coisa importante sobre a Empiricus especificamente, que é a escala. Como tivemos muita sorte nos últimos anos, a empresa acabou crescendo um pouco. Isso nos dá duas coisas: i) relevância; e ii) maior capacidade de identificar oportunidades.

Vou dar dois exemplos bem recentes, sem pesar e sem precisar pesquisar muito para mostrar com casos particulares a relevância. Exponho as imagens primeiro, explico na sequência.

A primeira se refere ao número de acionistas da NotreDame Intermédica, antes e depois de nossa opinião favorável à compra das ações da companhia. E a segunda tabela mostra os efeitos de nossa opinião sobre o fundo imobiliário da TRX.

Se ainda não está convencido, cheque a evolução do volume e do número de cotistas do fundo DI do BTG Digital desde o último dia 14, quando a Luciana Seabra o indicou para os 50 mil novos assinantes de Sua Jornada da Liberdade Financeira.

A relevância abre portas. As empresas, os gestores, os grandes investidores, as entidades setoriais e todo o resto do planeta Terra querem falar com gente relevante (contanto que essa gente seja minimamente agradável e tenha hálito fresco, claro). E se você tem acesso a tudo isso, você tem acesso à boa informação. Obviamente, quem chega primeiro e de maneira mais frequente à boa informação ganha mais dinheiro. Simples assim.

A segunda questão é a qualidade das opiniões, que deriva da quantidade e da capacidade técnica de nossos colaboradores. Quantidade de profissionais no time importa, sim. Por mais brilhante que seja um sujeito, ninguém consegue cobrir o mercado todo, desculpa. Ele está competindo contra equipes enormes. Dezenas ou até centenas de cabeças pensam melhor do que uma. Não há como uma equipe pequena ser especializada em muitas coisas. Ter mais gente no time aumenta seu círculo de competências e, portanto, aumentam as chances de identificar uma grande oportunidade.

Evidentemente, a qualidade da equipe também importa. Só quem tem escala consegue atrair gente boa, ética e diligente – essa turma ganha bem e precisa ganhar bem mesmo. Lembre-se de que eles possuem a alternativa de trabalhar em bancos, corretoras e grandes gestoras, que costumam pagar fortunas em momentos favoráveis. Em bom português, ou a empresa tem bala para pagar os caras bons ou eles saem para outro lugar.

No fim do dia, quantidade e qualidade da análise (no sentido amplo do termo análise, de todos aqueles que fazem avaliação, estudos, pesquisa, etc.) resultam em maiores retornos nos investimentos. É isso que importa.

Como sustentação para o argumento, apresento nossa planilha de controle interno da Carteira Empiricus, que seria uma proxy da síntese de nossas ideias para o investidor pessoa física aplicar seu dinheiro focando a gestão de patrimônio:

O negócio existe há praticamente quatro anos e rende 206 por cento do CDI. É publicado semanalmente, com possibilidade de checagem da apuração, portanto. Você pode assinar e fazer a própria auditoria. Demos sorte, eu sei. Não sou ingênuo. Mas esse retorno é nosso. Ou melhor: é de nossos assinantes. E ninguém tira. Ponto-final.

Encerro com um convite àqueles que ainda não nos conhecem por dentro e julgam-nos apenas pela comunicação superficial mais histriônica. Veja, de fato, com seus próprios olhos o que está acontecendo com os nossos assinantes. Entre para o mundo de Marlboro. Conheça primeiro, depois critique à vontade. Falo com toda humildade e respeito. Aqui você pode testar por um mês pagando 1 real.

Decidi parar de usar o desodorante Axe não porque me frustrei ao entrar no elevador e perceber que as mulheres não pularam imediatamente em cima de mim. Simplesmente mudei de desodorante porque o anterior não me protegia do cecê, era ruim e fedido.

Empresas devem ser julgadas pela qualidade de seus produtos e serviços – no nosso caso, pelo impacto das nossas publicações pagas na vida de nossos assinantes. A Empiricus melhora a vida delas? Elas estão ganhando dinheiro conosco? Estão mais educadas financeiramente sob nossa orientação?

A Empiricus é um caso de educação financeira para os praticantes. Nos mercados, os verdadeiros PhDs são aqueles que colocam os maiores lucros no bolso. Venha pegar seu diploma. O resto é mera regra de retórica.