Eu errei, errei e errei

Eu errei, errei e errei várias vezes na minha trajetória como investidor e também como analista. Mas desde que montei a Carteira Empiricus, o saldo final tem sido muito positivo.

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Eu errei, errei e errei

“Eu errei mais de 9.000 cestas em minha carreira, eu perdi quase 300 jogos, 26 vezes confiaram em mim para fazer a cesta que venceria o jogo e errei, eu falhei uma e outra e outra vez em minha vida. É por isso que tive sucesso.”

As palavras são de um jogador de basquete menor, que está começando agora, mas tem futuro. Ele se chama Michael Jordan.

Eu, Felipe, errei, errei e errei várias vezes na minha trajetória de 20 anos como investidor e também como analista. Ah, sim, na vida pessoal também não foi muito diferente. Isso importa menos, porém. Atenho-me à caminhada como financista.

Felizmente, mesmo depois de tantos tropeços, ainda estou aqui. Mais do que isso, usei cada uma das adversidades do trajeto para voltar mais forte, na aplicação pragmática daquilo em que mais acredito: a antifragilidade de Taleb. Pertenço ao grupo dos que saem maiores a partir do choque.

Talvez tenha sido a força das circunstâncias familiares que tenha me garantido a sobrevivência. Depois de ver o caminho de meu pai, afastei-me do trading, da alavancagem e da concentração. Virei bundão.

Talvez decorra da aplicação consistente de um método, a saber: a perseguição obstinada de assimetrias convidativas.

Ou possivelmente seja sorte. Tendo lido bastante cedo “Unskilled and unaware of it: How difficulties in recognizing one’s own incompetence lead to inflated self-assessments”, de Justin Kruger e David Dunning, sempre morri de medo de ser inábil e desavisado. A incompetência e a falta de autocrítica são gêmeas siamesas.

Sei exatamente do quão incompetente fui e ainda sou. E sei também do esforço da Deusa Fortuna em confundir-se com minha anja (existe anja? qual o sexo dos anjos?) da guarda, do que eu sinceramente não ouso reclamar. Se pude hoje reunir estes meus três leitores, decorre em grande medida da atuação da aleatoriedade.

Investidor quebra por meio da arrogância, por achar que pode ser melhor que o outro. Da certeza na capacidade individual, emergem a concentração e a alavancagem. Ao longo do percurso, você vai errar. E se errar quando estiver alavancado e concentrado, simplesmente será expulso do jogo.

Ao mesmo tempo, porém, não acho que tudo seja sorte. Se, por um lado, estive amedrontado pelo famigerado Efeito Dunning-Kruger descrito nas linhas acima, por outro, resisti fortemente a seu antagonista. Para driblar a autossabotagem da Síndrome do Impostor, todos os dias procuro internalizar e comemorar pequenas conquistas.

Pra mim, método consistente mesmo é aquele em que você se expõe à sorte. Este é o ponto: tentar garantir que, ao comprar ativos de qualidade e baratos, as surpresas estejam do lado positivo. Blindamo-nos de potenciais cisnes negros negativos, enquanto nos posicionamos para capturar os positivos.

Não se trata de adivinhar as surpresas. Não é isso. Como recentemente resumiu Mark Spitznagel à Bloomberg, se seu investimento depende de uma previsão, você está fazendo isso errado. É carregar um guarda-chuva no carro, não por achar que vai chover, mas que possivelmente chova.

É a proposta de união entre Warren Buffett e Nassim Taleb.

Foi através dela que cheguei até aqui.

Há quatro anos, montei a chamada Carteira Empiricus, um portfólio desenhado para ser um guia completo para o investidor pessoa física.

Onde ele deve aplicar seu dinheiro?

Essa era a pergunta que procurava responder. Algo que fosse uma solução única, capaz de prescrever a alocação ideal em renda fixa, ações, fundos imobiliários e câmbio.

A partir de uma abordagem muito simples e prática, o investidor não precisaria de mais nada. Estaria alçado à mesma condição dos melhores profissionais do mercado financeiro, com uma abordagem muito simples para implementar as estratégias sugeridas.

Não é fácil bater o mercado. Foi com muito sangue, suor, lágrimas e sorte que atravessamos esse período. Até agora, porém, o saldo final tem sido muito positivo, bem superior ao que me comprometi a entregar e acima inclusive de minhas próprias expectativas.

Mais do que dobramos o capital nesses quatro anos. Superamos qualquer referência de mercado e levamos à pessoa física os mesmos retornos daqueles obtidos apenas pelos melhores profissionais da área. Aqueles que seguiram as recomendações de ações puderam ver seu capital sendo multiplicado por 3x, 4x, até 5x.

Tudo isso conseguido sem a assunção de muito risco, a partir de uma carteira equilibrada e diversificada. O drawdown máximo mensal em nenhum momento ultrapassou 1%.

Ainda mais interessante, porém, é o ânimo e a convicção do que está à nossa frente. Se os últimos quatro anos ofereceram grandes oportunidades de lucros, os próximos reservam, caso esteja certo em meu prognóstico, um ciclo ainda maior de valorização.

Por isso, hoje faço o convite para a festa de aniversário de 4 anos da Carteira Empiricus. Para celebrar esse momento muito especial pra mim, Felipe, hoje abrimos as portas da Casa. Clique neste link para conhecer os detalhes deste meu convite e participar da festa. Quem mais tem a comemorar é o seu bolso.

Quero agora olhar prospectivamente. Embora sinta orgulho desses quatro anos da Carteira Empiricus e dos oito e pouco da Empresa, sei que há muito pela frente. Estamos apenas começando. Day One sempre. Se cheguei até aqui com o empurrão da sorte, para continuar avançando precisarei de um outro tipo de ajuda. Mais especificamente, necessito da sua ajuda.

Peço que você ajude a Empiricus a ser melhor. A oferecer só e tudo que você deseja. Talvez seja um melhor conteúdo, talvez uma melhor experiência do usuário. Você que nos assina, já usa nosso app? O que você tem para nos falar? Por favor, não se acanhe. Pode ser qualquer coisa.

Envie seu comentário para sugestao@empiricus.com.br e me ajude a entregar-lhe a Empiricus que você gostaria.

De volta ao Planeta Terra, mercados enfrentam um dia de maior aversão a risco. Tarifas de importação de aço e alumínio anunciadas por Donald Trump ainda espalham preocupação, catalisando temor de guerra comercial – Juncker já rebateu dizendo que a Europa vai responder com vigor.

Em paralelo, o Banco do Japão sinalizou com a possibilidade de discutir uma estratégia de saída de sua política de expansão monetária em 2019. O posicionamento enseja desconfiança com o nível de liquidez global e penaliza ativos de risco.

Internamente, aguardamos dados do Caged sobre criação de postos de trabalho, enquanto digerimos deflação muito maior do que a esperada medida pelo IPC-Fipe, que voltou a alimentar apostas em redução adicional da Selic.

Ibovespa Futuro acompanha pressão vendedora do exterior e abre em queda de 0,5%, dólar sobe 0,37% contra o real e juros futuros recuam.