O melhor cavalo para surfar O Segundo Mandato Temer

Se o tripé de Armínio Fraga em 1999 permitiu uma multiplicação de 20x para o capital daqueles que simplesmente fizeram o básico, quanto nos espera à frente? Preparo-me para um março com o mesmo otimismo do começo do ano.

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O melhor cavalo para surfar O Segundo Mandato Temer

Vivi 20 meses em dois. Alternei entre a euforia e a depressão. Preocupei-me com a oscilação das ondas cerebrais de minha mãe, ainda sem explicação; chorei de emoção com os dois dentes perdidos pelo João Pedro, com a fada do dente devidamente retribuindo a oferenda da dupla de ataque, pagando à vista e corrigido pelo IPCA.

Vibrei com a disparada dos ativos de risco, assustei-me com o “flash crash” da Bolsa dos EUA. Vi a Empiricus receber elogios calorosos da imprensa na Nova Zelândia, enquanto sofria com a cobertura dos jornalistas brasileiros. Agora, os poucos cabelos que me restaram ficam brancos, numa revolução do exército de Brancaleone que se insurge também em direção à barba. Represento a materialização de um paradoxo: careca e grisalho.

Ao final, porém, tudo, fora a estética, se encaixa. A gente acaba dando um jeito.

O primeiro bimestre de 2018 termina com ganhos formidáveis para os mercados brasileiros. O Ibovespa sobe quase 14% – pronto, você já tem 200% do CDI anual se quiser parar por aqui. Fico particularmente satisfeito – embora ainda, sempre, com a guarda alta – por defender uma posição bem acima da média dos alocadores em ações brasileiras. A NTN-B 2050, uma aposta bastante controversa, contra tudo e contra todos, oferece ganhos da ordem de 7% em 2018 – nada mal para uma aplicação de renda fixa soberana.

Vi de tudo nesse período. Até ranking de fundos ordenados pelo índice de Sharpe em dois meses apareceu. Agora, superamos até o investidor mais desavisado, que seleciona suas aplicações pela rentabilidade dos últimos 12 meses. Desordem e regresso. Vamos piorando ao longo do tempo, em vez de caminhar na direção da educação financeira.

Aos poucos familiarizados, a ideia do índice de Sharpe é ponderar rentabilidade e risco. Se você consegue as duas coisas, tem o melhor dos mundos. A ideia é boa, platonicamente. O diabo está sempre nos detalhes. A mensuração do risco vem a partir da volatilidade, medida a partir do desvio-padrão dos retornos do fundo. Aí acabou.

Deixe-me contar um pequeno segredo, só entre nós, não fala pra ninguém: entre um fundo de maior volatilidade e outro de menor, para o mesmo retorno, escolha o primeiro. Nele, os riscos são mais conhecidos e o gestor já enfrentou uma série de situações adversas, estando mais preparado para a adversidade à frente. O outro é virgem e imaculado. É com essa pessoa que você quer ter um relacionamento afetivo, tem certeza? Boa sorte pra você. Ela estará bastante despreparada para lidar com uma crise, quando uma vier a se materializar de maneira inédita à sua frente.

Um fundo de baixa volatilidade é um condomínio no qual não se faz uma faxina decente há muito tempo; toda a poeira está escondida sob o tapete. Riscos escondidos são sempre os piores. A volatilidade nada mais é do que um instrumento revelador da verdade.

Mas as paredes têm ouvidos. Vamos em frente. Caminhemos em direção ao mês de março. O que me vem à cabeça enquanto espero as águas que fecharão o verão?

Nada além da revolução silenciosa que vem acontecendo na economia brasileira, cujos frutos colheremos gradativa e vigorosamente nos próximos anos. O único paralelo que encontro hoje para um mês de março remete há 19 anos.

“Em março de 1999, estabeleceram-se novas regras para as políticas cambial, monetária e fiscal: câmbio flutuante, metas de inflação e superávit primário nas contas do governo. Após alguns meses de turbulência, a tempestade se amainou. O país estava então preparado para colher os frutos das auspiciosas transformações porque passou na turbulência da década de 1990.”

Isso é Edmar Bacha em “Economia Brasileira: Notas Breves sobre as décadas de 1960 a 2020”. Faz uma referência explícita ao famigerado tripé macroeconômico de Armínio Fraga. Aquilo entrou para sempre, de maneira indelével, na história da Economia Brasileira, como a formação da base para todos os ganhos que viriam a ser capturados pelo governo Lula posteriormente.

Feito o ajuste macro, empurrado pela ascensão da China e pela consequente valorização das commodities e ajudado pelos importantes avanços institucionais do final da década de 90 e começo dos anos 2000, vivemos um Lula 1 formidável – e, sim, devemos separar as coisas e fazer esse registro histórico.

Lula tem seus méritos, é claro. Enquanto ele fez igualzinho FHC e estendeu as políticas iniciadas anteriormente, ele foi ótimo. O problema foi quando resolveu fazer do seu jeito. Aliás, nada funciona melhor como indicador antecedente do fracasso do que a frase: “deixa comigo”.

Por que recupero 1999 neste momento? Porque ali tivemos a consolidação do modelo que permitiria o posterior desenvolvimento econômico, quando melhoramos dramaticamente os salários, o emprego, o nível de escolaridade. Para nossos fins aqui mais objetivos, o ciclo de valorização dos mercados entre o final de 2002 e 2007 rendeu multiplicação superior a 20x do capital. Não estou falando de bitcoins, opções, ações exóticas. Bastaram escolhas minimamente acertadas em Bolsa para aplicar R$100 mil em 2002 e tirar R$2 milhões em 2007.

Imagino que você consiga ter a dimensão do que é isso e do que poderia ter representado de mudança na sua vida.

Deixe-me fazer o inteiro paralelo histórico. Na metáfora que construí, o Brasil, tal como nós conhecemos, nasceu em 1994. Antes disso, era pré-história. Uma economia se define a partir, basicamente, de consumo e investimento. Num cenário de hiperinflação, não pode haver nenhuma das duas variáveis de forma organizada. Portanto, não há história. Por isso, considero o Plano Real uma espécie de nascimento da economia brasileira, sob a orientação clássica ocidental de democracia liberal.

Esse bebê nascido em 1994 engatinha até 1999. Enquanto tentava manter-se de pé e consolidar o controle da inflação, foi atingido pela crise do México em 1995, pela crise dos tigres asiáticos em 1997 e pela crise da Rússia em 1998/99. Atinge a puberdade justamente em 1999, quando o tripé cuidadosamente colocado por Armínio Fraga amaina a crise e assenta as bases para o crescimento posterior.

Então, a fase adulta vai muito bem até a crise global de 2008, iniciada a partir da crise das hipotecas subprime nos EUA. Como reação ao estouro da bolha internacional, adotamos uma série de medidas contra-cíclicas, que inicialmente deram certo. Mas em vez de retirá-los quando da retomada do crescimento, dobramos a aposta, naquilo que foi posteriormente sintetizado na trágica Nova Matriz Econômica.

As contas públicas foram arrombadas, as empresas estatais foram assaltadas, a inflação fugiu do controle, o dólar superou R$4,00, o desemprego bateu recordes, os salários foram comprimidos. Chegamos à maior depressão da história republicana.

Em resumo, o Brasil acabou em 2014. Felizmente, com o impeachment da presidente Dilma Rousseff, renasceu das cinzas, com a administração Temer, ainda problemática, evidentemente, impetrando uma série de medidas liberais e reformistas para arrumar a casa.

O receituário é rigorosamente aquele mesmo do implementado há 19 anos. Não há absolutamente nada novo. A história volta a se repetir na nossa frente.

Volto a Edmar Bacha, no mesmo texto de lá de cima: “Os oito anos de Fernando Henrique Cardoso à frente da Presidência foram um período de profundas transformações no país: estabilização de preços, retomada do crescimento, renegociação da dívida externa, saneamento do sistema bancário, redefinição do papel do Estado na economia, lei de responsabilidade fiscal, autonomia operacional do Banco Central, recuperação do poder de compra dos salários, etc.”.

O paralelo com o governo Temer é evidente. Feitos ajustes finos e com uma ou outra exceção, falamos da reunião das mesmíssimas coisas agora.

Se o tripé de Armínio Fraga em março de 1999 permitiu uma multiplicação de 20x para o capital daqueles que simplesmente fizeram o básico, sem inventar a roda, quanto nos espera à frente? Eu sinceramente não sei. Desconfio, porém, que seja muito. Por isso, preparo-me para março com o mesmo otimismo do começo do ano.

Estou especialmente animado hoje por ter encerrado meus estudos naquele que considero ser o melhor cavalo para surfar o que tenho chamado de O Segundo Mandato Temer (leia a tese integral aqui). Dediquei a edição de hoje do Palavra do Estrategista a essa sugestão de investimento, que considero obrigatória diante do momento histórico que se coloca à nossa frente. Recomendo de coração que você acesse o material e não perca essa oportunidade – não podemos precisar até quando a janela ficará aberta.

Por isso, caso você ainda não seja assinante da série Palavra do Estrategista, faço hoje o convite para que a realize em uma condição muito especial.

Ao fazê-lo, você poderá entrar em contato imediatamente com essa super oportunidade. Além disso, estará convidado para participar de um webinar comigo às 11h, para que possa tirar todas suas dúvidas sobre investimento.

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E para que você se sinta totalmente confortável em assinar, poderá apenas degustar o Palavra do Estrategista por 20 dias. Se, após esse período, por algum motivo, não gostar do material, poderá simplesmente cancelar a assinatura, com a integral devolução de seu dinheiro, sob compromisso registrado em cartório.

Com isso, a decisão de assinar o relatório Palavra do Estrategista deixa de ser uma opção ou uma questão de gosto. Trata-se apenas de uma decisão racional, uma escolha em que você não perde nada se não gostar e ganha muito se for de seu agrado.

Se um dia o Brasil terminou, hoje ele está começando de novo. Quando ele acaba, as perdas dos seus investimentos podem ser no máximo de 100%. Agora, as oportunidades podem ser muito maiores. De 100, 200, 500, talvez 1.000%. É por isso que estamos aqui. E é por isso que devemos brindar ao Segundo Mandato Temer.

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