As minhas sete ondas

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As minhas sete ondas

Nesta estreia de 2018, tenho o privilégio de escrever a você em um cenário diferente. Cá estou eu, de frente para o mar, ouvindo o som das ondas e com uma lua cheia linda para admirar e me inspirar nesta primeira newsletter do novo ano.

Mesmo deixando por uns dias o escritório da Faria Lima para vir à praia, certos hábitos nunca mudam.

Embora eu tenha um lado cético aguçado, sempre acabo me rendendo a algumas tradições, em busca de um novo ano promissor, independentemente do lugar escolhido para a festejada virada.

Mentalizo os principais desejos para o novo ciclo, reflito sobre o que pretendo deixar para trás e sempre tenho a nítida sensação de ter uma chance para recomeçar.

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Sempre que me lembro, como as tais sete sementes de romãs no dia 31 de dezembro, sirvo-me de lentilhas e evito as aves para não ter nenhum atraso na vida. Também procuro vestir uma peça azul ou algo novo no primeiro dia do ano, como tantas vezes me orientou minha avó.

E sempre que passo o réveillon na praia, pulo as tais sete ondinhas no mar. Por vezes, confesso que me sinto meio ridícula, mas me rendo ao considerar que não custa nada me juntar aos outros milhões de brasileiros em busca do sonho de algumas pequenas grandes realizações em um novo ano.

Neste nosso recomeço, divido com você minha pequena lista de pedidos e objetivos, para que não percamos de vista o que realmente vai importar em 2018. Acho que as ondinhas puladas valerão para todos nós…

1ª ondaMUITA paciência. Em um ano de eleições presidenciais, a paciência será certamente a maior das virtudes. Evite as desavenças com família e amigos (sair de alguns grupos de WhatsApp pode ajudar, confie em mim) e não se esqueça de suas grandes metas antes de tomar decisões com o coração neste ano que promete ser de fortes emoções. Os próximos 363 dias deverão ser um teste de nervos, então aproveite para levar adiante o “embalo zen” deste início de ano.

2ª onda – Flexibilidade. Com juros de 7% neste começo de 2018, ou nos readaptamos ao cenário, aceitando correr mais risco para buscar maior retorno nas aplicações, ou encaramos uma renda fixa de lucros mais magros. Não existe uma terceira via.

3ª onda – Ambição. Para que você consiga poupar e investir mais, terminando 2018 mais rico do que hoje, dia 2 de janeiro. Já conseguiu fazer isso em 2017?

4ª onda – Desconfiança. Para que você consiga distinguir os bons dos maus produtos financeiros, e que perceba eventuais conflitos de interesse a tempo, antes de destinar seu suado dinheiro a aplicações de alto risco e pouca rentabilidade.

5ª onda – Ânimo. Para você deixar a preguiça de lado e aprender de uma vez por todas a cuidar do seu próprio dinheiro, parando de culpar a falta de educação financeira em casa ou na escola. O passado já foi, mas o futuro você sempre pode mudar. Escrevi o livro Você Investidor – Tudo o que você sempre quis saber e nunca teve coragem de perguntar sobre investimentos pensando justamente nisso.

6ª onda – Maior senso crítico. Para que você avalie com maior cuidado o real desempenho do seu patrimônio, readequando seus investimentos sempre que necessário, sem ter medo de mudar. Vamos parar de comprar LCI pagando 85% ou menos do CDI no banco, e CDB que entregue menos de 100% do CDI, por favor?

7ª onda – Curtição. Por fim, de nada adianta falar de dinheiro o ano todo e não desfrutar dos resultados de uma boa administração dos seus recursos. Curta muito 2018! E mostre para que serve, afinal, gerir melhor seu dinheiro!

Um excelente ano-novo, com muito mais realizações do que planos no papel!

Um abraço,

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