Por menos flores e mais dinheiro

Tenho consciência de que, por vezes, parece mais simples fazer do que ensinar. Mas o que você, homem, pode fazer para ajudar as mulheres da sua vida a investirem mais e melhor?

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Por menos flores e mais dinheiro

AVISO IMPORTANTE – O artigo de hoje é sobre as mulheres, mas não é exclusivo a elas. Pelo contrário, peço alguns poucos minutos da atenção dos homens, maioria dos meus leitores.

Gostaria de compartilhar uma série de dados, alguns dos quais certamente conhecidos de vocês, para tocar no assunto da semana.

  • As mulheres são maioria na população brasileira, com 51,4% de participação.
  • As mulheres vivem, em média, 79,4 anos, ante os 72,9 anos dos homens.
  • O desemprego atinge mais as mulheres (13,4%) do que os homens (10,5%), apesar do maior nível de escolarização delas.
  • Em 2016, o salário das mulheres foi, em média, 23% menor que o dos homens. No Sudeste, a diferença superou os 28%.
  • Há muito menos investidoras que investidores no Brasil. Na Bolsa, só 22,8% das contas pertencem a mulheres. No Tesouro Direto, a participação feminina corresponde a 28%.

Eu poderia continuar, mas acho que as informações são suficientes: o quadro econômico é bastante desfavorável para as mulheres. Ponto.

Tendo isso dito, pergunto a vocês, homens, que me leem neste momento: suas amigas, esposas, mães e irmãs investem?

No ano passado, tive uma experiência muito legal no Dia da Mulher. Na ocasião, convoquei as leitoras investidoras a se apresentarem, contando suas experiências num universo ainda tão dominado pelos homens.

Recebi relatos incríveis e entusiasmados, que me fizeram enxergar que não estava sozinha.

Teve caso de mulher com influência do pai ou do namorado para dar o primeiro passo no mercado financeiro; houve história de mulheres absolutamente independentes, que correram atrás de tudo por conta própria; e também recebi confissões daquelas que seguem na luta para mudar de ideia quanto a investimentos.

Mas a realidade é dura e ainda somos uma GRANDE MINORIA. Mesmo aqui, na Empiricus, estamos em apenas seis mulheres na área de análise, contrastando com os mais de 20 homens da equipe.

A busca por espaço é contínua.

Os homens representam cerca de 85% dos nossos assinantes.

E eu fico aqui, intrigada, pensando em como as mulheres fazem para cuidar do seu patrimônio. Adoraria mudar esse quadro.

Converso bastante com as mulheres à minha volta e sempre fico pensando se são apenas os maridos, os pais, os irmãos ou os amigos os responsáveis por tocar a parte financeira…

Por isso, desta vez, pergunto a vocês, homens: o que vocês têm feito para mudar a situação à sua volta?

Não seria perfeito ver as mulheres de sua vida cada fez mais ricas e independentes?

Sabe como você vai dar o empurrão do qual muitas precisam? Ajudando-as a entender o mercado, sem assumir a função de gestor de suas finanças.

Já pensou em explicar alguns conceitos de economia para desmistificar temas como juros e inflação e mostrar, com base nos seus próprios investimentos, como o patrimônio delas pode aumentar?

Ou que tal apresentar nosso canal do YouTube com uma série de vídeos explicativos para que sua amiga, namorada, esposa, mãe ou irmã comece a entender mais o tema?

E, se ela for iniciante e estiver receosa, por que não trocar as flores nesse Dia da Mulher por um livro do Você Investidor de presente? Essa é justamente a porta de entrada dos investidores, homens e mulheres, na Empiricus. Acesse este link para garantir uma assinatura que é mais barata que a do Netflix.

Será que ela sabe que dá para começar a investir com R$30,00? Ou que abrir conta em corretora leva menos de um dia e não tem custo? Ou que dá para não pagar nada para ter conta em banco?

Tenho consciência de que, por vezes, parece mais simples fazer do que ensinar.

Mas, no longo prazo, uma mudança de atitude certamente vai ajudar a acabar com a inércia, com a indiferença e com o desconhecimento das mulheres com relação ao mercado financeiro.

Homens e mulheres podem investir exatamente da mesma forma, nos mesmos produtos, com os mesmos recursos.

Mas alguém tem que dar o primeiro passo.

Você topa ajudar?

Se puder, me escreva contando as dificuldades desse processo e coloque as mulheres da sua vida em contato comigo.

P.S.: Quer saber como os preços dos títulos públicos são estabelecidos e entender de que modo os grandes eventos, como as eleições, podem gerar volatilidade? Então não perca a terceira e última parte da nossa conversa com o Tesouro Direto!