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Diário de Bordo

A Psicologia do Dinheiro nos Investimentos e na Vida

O que trago aqui pode ser considerado um resumo de um doutorado para o mundo das finanças e do comportamento humano frente ao dinheiro. Estou me referindo ao “The Psychology of Money”, do autor Morgan Housel […]

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Data de publicação
18 de março de 2021
Categoria
Diário de Bordo

Quero começar o Diário de Bordo de hoje falando sobre um livro que é muito mais do que uma dica cultural. O que trago aqui pode ser considerado um resumo de um doutorado para o mundo das finanças e do comportamento humano frente ao dinheiro. Estou me referindo ao “The Psychology of Money”, do autor Morgan Housel.

Particularmente, me interesso muito por essa parte das finanças comportamentais. Inclusive, voltando um pouco ao passado, e puxando a sardinha para o meu lado, fui revisor técnico da edição brasileira do livro chamado: “A Lógica do Mercado – Como Lucrar Com Finanças Comportamentais” de John R. Nofsinger. Bom, não preciso nem falar que recomendo este livro, certo? Fica aqui mais uma dica de leitura.

Agora voltando ao “The Psychology of Money”, de Morgan Housel, adoraria ter lido esse livro 27 anos atrás!

O livro traz ensinamentos e ideias que devem ser ensinadas para qualquer um que queira entrar no mundo dos investimentos. Muitos dos pontos apresentados eu já aplico tanto na minha vida pessoal quanto no âmbito profissional e vou lhe explicar os motivos para isso.

Por ter me identificado muito com este livro, resolvi trazer as principais dicas que você investidor precisa ter em mente ou então colocar em prática na sua vida.

Vou começar com um tema considerado polêmico: a sorte!

Dica 1: O fator sorte

Para muitas pessoas o sucesso e suas conquistas vêm basicamente do seu trabalho duro, da sua determinação e do preço que pagaram para chegar no patamar desejado. Mas a maioria ignora o fator sorte.

Sim, a fortuna sorriu para eles. E eles não sabem disso.

É muito importante sabermos que a sorte faz parte, sim, da nossa jornada. E serve até como um antidoto para o nosso ego, que pode crescer deliberadamente após algumas vitórias seguidas, principalmente nos investimentos.

Nessa parte do livro, Housel identifica a realidade de que todo resultado na vida é guiado por outras forças que não somente o esforço individual – e essas são sorte e risco, que ele descreve como irmãos próximos.

Simplesmente porque o mundo é muito complexo para permitir que 100% de suas ações determinem 100% de seus resultados. Você não concorda?

Ao considerar os méritos apenas pelos nossos esforços, um excesso de confiança pode tomar conta do nosso peito e, com isso, podemos tomar decisões futuras muito mais arriscadas graças a esse nosso excesso de confiança.

Inclusive, é muito comum vermos listas e mais listas de jornais e revistas apontando as “10 características que todo milionário possui”. Entretanto, essas características podem ser as mesmas de quem também fracassou porque não teve a sorte ao seu lado.

Sempre vejo algumas dessas notícias pela internet que dizem mais ou menos assim: “Toda pessoa bem-sucedida nos negócios não desiste de suas ideias”.

Pois bem, muitos que fracassaram também apostaram alto e se agarraram às suas ideias, ignorando todos os outros pormenores do mercado.

Como você acredita que o dono da locadora de filmes Blockbuster se sentiu ao ver que somente acreditar na sua ideia não era o bastante para concorrer com o Netflix e os outros serviços de streaming? Pois é…

Devemos nos concentrar menos em indivíduos e estudos de caso específicos ao estudar o sucesso e o fracasso, e nos concentrar mais nos padrões gerais. Quanto mais amplo e comum o padrão, mais aplicável ele será a nossa vida.

Dica 2: Ficar rico versus permanecer rico

O autor usa o exemplo de Jessie Livermore, um dos maiores corretores de ações de todos os tempos. Jessie vendeu a descoberto no crash da Bolsa de 1929, ganhando US$ 100 milhões.

Você já imaginou ganhar de só uma vez tal bolada?

Como seria sua nova vida com uma quantia tão grande de dinheiro?

Infelizmente para Jessie Livermore, isso foi o começo do fim.

Depois deste acerto, ele ficou cheio de confiança e fez apostas cada vez maiores. Tomou riscos que antes não tomaria. Com o tempo, ele se viu perdido, endividando-se cada vez mais, e acabou perdendo tudo no mercado de ações.

Com isso, o fim foi trágico: ele cometeu suicídio em 1940. Jessie foi muito bom em ficar rico, mas péssimo em permanecer rico.

Ao longo dos anos trabalhando como gestor de patrimônio, vi muita gente ganhar dinheiro e perder dinheiro de forma tão rápida quanto havia ganho.

O processo é quase sempre o mesmo…

A pessoa é promovida, aumenta seu padrão de gastos de forma recorrente e, ao mesmo tempo, vê suas entradas de receitas diminuindo.

Isso é muito comum também entre herdeiros. As novas gerações não conseguem manter o padrão de vida através de seu trabalho e, em um intervalo curto de tempo, começam a vender os imóveis da família para manter o seu padrão de vida.

Pouco a pouco, acabam dilapidando o patrimônio que herdaram, e este filme se repete em diversas famílias.

Morgan Housel resume o sucesso do dinheiro em uma única palavra, “sobrevivência”.

Aqui na Vitreo, você sempre nos ouve falar sobre a importância de primeiramente se manter vivo no jogo e, depois disso, buscar os lucros desejados.

A sua reserva de emergência é a chave para isso, pois evita que você seja forçado a vender ações durante um mercado em baixa e permite que a capitalização obtenha bons retornos por um período mais longo.

E a diversificação é o segundo mandamento; ela o protege de eventuais cisnes negros, e ainda, traz oportunidades para você ganhar dólares apostando meros centavos, como diria Taleb.

Com o fundo Carteira Universa, aqui na Vitreo, você pode ter uma carteira única, diversificada, balanceada e que busca as devidas proteções, com uma boa expectativa de risco/retorno.

Dica 3: O poder do tempo (você se lembra dos juros compostos?)

Morgan aponta para o fato fascinante de que US$ 81,5 do patrimônio líquido de $ 84,5 bilhões de Warren Buffett vieram após seu 65º aniversário.

Seu segredo em investir é o tempo, ele investe há três quartos de século!

Ele observa que um bom investimento não significa necessariamente obter o maior retorno, mas sim obter retornos moderadamente bons pelo maior tempo possível. É aqui que a composição realmente faz maravilhas.

Parafraseando o Felipe Miranda, “tem Bolsa todo dia”. Isto é, você provavelmente ganhará muito mais dinheiro ao longo dos anos, investindo de forma consistente e diversificada, do que tentando fazer alguns trades em momentos pontuais.

Você está entendendo a importância de cada assunto aqui mencionado?

De verdade, estou adorando reler este livro. O que mencionei aqui são apenas alguns detalhes. Até mesmo porque este será o próximo livro que vou dar para o meu filho ler. Atualmente ele está com o “Princípios do Estrategista” em mãos – outro baita livro!

Tenho certeza de que este livro será uma enorme contribuição na educação financeira dele. É um conteúdo muito rico e completo sendo, ao mesmo tempo, fácil de ler e de compreender.

Em seu último post no Blog Collaborative Fund, Housel falou sobre o maior espetáculo da Terra, que é o investimento.

Neste post ele alerta para os riscos de você tentar crescer rápido demais, buscando colher uma década de resultados em um ano ou menos. Infelizmente, a maioria das pessoas vão precisar aprender da maneira mais difícil sobre o poder do tempo.

A solução para a maior parte dos problemas financeiros é economizar mais dinheiro e ser mais paciente. Nada é mais poderoso ou mais capaz do que isso. Porém, as pessoas acham esse caminho chato e monótono.

O problema é que a maioria das pessoas pensam que são mais inteligentes do que de fato o são. Por isso, acabam se arriscando em trades, derivativos, negociações de alta frequência, e esquecem que a paciência e o tempo são fatores-chave para seus ganhos.

Gostaria de encerrar este diário afirmando para você que o autor Morgan Housel é um dos poucos escritores com consciência do tempo do leitor e que vai e direto ao ponto.

O livro é excelente e possui menos de 260 páginas. Isso é uma quebra de paradigma ao compararmos com um livro típico do mercado financeiro.

Tenho certeza de que esta obra irá resumir para você muitos anos do que é realmente relevante no mundo dos investimentos.

E agora, o melhor de tudo: você poderá ganhar este livro de mim.

Para você participar do sorteio que vou fazer no meu perfil do Instagram, basta me seguir por lá e deixar um comentário no post que terá a foto desse livro.

Combinado? Temos um trato aqui.

Aguardo-o no meu Instagram.

Super-Quarta! Juros para cima e avante!

Nesta quarta-feira o FED manteve a taxa norte-americana inalterada no range de 0 a 0,25% enquanto o COPOM surpreendeu e aumentou a SELIC em 0,75% para 2,75%.

Os mercados ficaram estressados nas últimas semanas com a possível evolução de um quadro inflacionário, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. As Bolsas ficaram voláteis e as taxas de juros futuros subiram. Por isso todos os olhos se voltaram para as decisões de hoje dos bancos centrais.

A decisão do FED saiu no meio da tarde, com os mercados ainda abertos. A decisão veio com um tom “dovish”, isto é, com menor propensão ao aumento de juros. O comunicado veio bem parecido com o anterior. Os membros do comitê em sua totalidade ainda projetam juros inalterados para 2021, com apenas 4 dos 18 achando que poderá haver um pequeno aumento em 2022. Em seu discurso, o presidente do FED, Jerome Powell, reiterou que a alta da inflação é transitória. Pelo menos por lá a alta de juros permanece distante.

Com isso, como você pode conferir no Bloomberg, o rendimento da Treasury de 10 anos, que chegou a bater quase 1,69% no intraday, caiu rapidamente e fechou abaixo de 1,64%, mesmo patamar em que tinha iniciado o dia. Já o S&P 500 imediatamente reverteu sua queda e fechou com alta de 0,3%. O Ibovespa foi na onda e fechou o dia com alta de 2,2%.

No Brasil, já com os mercados fechados, o COPOM não só aumentou os juros acima do que era esperado para o mercado, como já indicou um novo aumento de 0,75% para a próxima reunião no dia 5 de maio. A estratégia é dar um choque mais forte nesse começo para eventualmente limitar tanto a quantidade de altas quanto o valor final dos juros.

Sobre o assunto de alta de juros, vale a pena conferir o podcast RadioCash que fizemos junto ao Mário Tóros, ex-diretor do BC e sócio da Ibiúna Investimentos.

O Petróleo é nosso!

É com muita alegria que anuncio: o fundo Vitreo Petróleo FIM está no ar!

Agora você pode buscar retornos lucrativos com a principal commodity do mundo – mas como sempre gsto de lembrar, sem nenhuma garantia!

O nosso fundo terá como estratégia inicial a alocação combinada entre ações de empresas do setor, brasileiras e estrangeiras, ETFs no exterior e contratos futuros de petróleo, com uma alocação dinâmica e de olho nos preços futuros do petróleo.

O petróleo é uma das forças mais importantes da economia mundial e as companhias de petróleo continuam no topo da lista das empresas mais valiosas do mundo.

Quando o processo de vacinação for finalizado, veremos a retomada da economia mundial e o aumento do consumo da população.

Desde o dia 1º de novembro de 2020, o petróleo BRENT, que é usado como referência mundial, não para de subir (como você poderá ver no material que preparamos). Essa é a arrancada que os especialistas estão chamando de o possível último super ciclo do petróleo!

E a maneira mais fácil e segura de você se expor à principal commodity do mundo é através deste novo fundo.

Saiba que o Vitreo Petróleo é aberto a todo tipo de investidor, tem taxa de administração de 0,9% ao ano e não possui taxa de performance.

Você pode começar hoje mesmo, com um investimento inicial de apenas R$ 1 mil.

Conheça a nossa tese do novo fundo Vitreo Petróleo:

Quero Conhecer o Vitreo Petróleo

#umfundopordia

A principal novidade da semana foi o lançamento de 14 produtos na nossa plataforma de previdência. Todos eles são recomendados pela Empiricus, no relatório “Os Melhores Fundos de Investimento”. Entre as possibilidades de investimentos há fundos das diversas classes e de gestoras renomadas para todos os públicos. Várias opções possuem cashback.

No mundo de multimercados, diversas opções seguem a estratégia principal da sua respectiva casa, como o Absolute I Prev Icatu, o Legacy Capital Prev Icatu, o SPX Lancer Prev Icatu, o Garde Aramis Prev Icatu e o Adam Prev Icatu, do gestor Márcio Appel. Também há o Vinci Equilíbrio Prev Icatu, que busca uma visão fundamentalista, diferentemente dos seus pares que possuem uma estratégia macro.

Em renda variável, há o Alaska 70 Prev Icatu e sua versão para investidores qualificados, Alaska 100 Prev Icatu, que pode investir até 100% do portfólio em ações. Ainda temos o Capitânia CredPrevidencia Icatu em Renda Fixa. Para investidores qualificados, o Hix Prev Icatu 100 adota estratégia Long Only a partir do value investing. O Miles Virtus Prev Icatu e o Equitas Prev Icatu II também possuem foco em ações.

A plataforma ainda conta com as previdências da Verde Am Prev Icatu e da Ibiuna Prev Icatu, no entanto, por enquanto, elas estão fechadas para novas contratações. Nas próximas semana mais fundos serão disponibilizados.

O fundo Devant Audax chegou na plataforma com a proposta de superar significativamente o CDI no longo prazo tendo baixa volatilidade. A carteira é composta por títulos de crédito privado e é dedicado a investidores qualificados. O mínimo inicial é de R$ 1.000, a taxa de administração é de 1% ao ano e a de performance de 10% sobre o que exceder 100% do CDI. Com o cashback, a expectativa é de que as taxas fiquem em 0,93% ao ano de administração e 9,33% sobre o que exceder o CDI.

Além disso, o próximo fundo a ser distribuído é o Santa Fé Aquarius. Seu objetivo é atingir retornos de longo prazo investindo nas diversas classes de ativo no Brasil e possui exposição no exterior. O mínimo inicial é de R$ 500, a taxa de administração é de 1,45% e a de performance de 20% sobre o que exceder 100% do CDI. Com o cashback, a expectativa é de que as taxas fiquem em 1,31% ao ano e 17,32% sobre o que exceder o CDI.

Diversificando o portfólio em mercados no exterior

A instabilidade política e econômica nacional só reforçaram a necessidade de diversificar seus investimentos também no exterior.

Além disso, o mercado nacional representa apenas 2% de toda economia global e, por isso, pode ser um erro centralizar o seu capital em investimentos no próprio Brasil.

Ontem à noite, juntamente com o Enzo Pacheco e o João Piccioni, entrei ao vivo no canal do YouTube da Vitreo para falar com mais de 4.500 pessoas sobre os meios de se expor aos mercados internacionais e como fica o cenário depois das decisões do Fed e do Copom.

Falamos também sobre o Money Rider Hedge Fund, sobre o , Canabidiol, e vários outros fundos com exposição internacional.