Digital em detrimento do físico

A celeridade com que esse mercado se movimenta e traz inovações é algo que assusta a todos, inclusive quem está no meio.
Digital em detrimento do físico

AINDA NÃO PERCEBEU ESSA TENDÊNCIA?

A celeridade com que esse mercado se movimenta e traz inovações é algo que assusta a todos, inclusive quem está no meio.

Em uma semana, o tópico quente é um; na outra, temos um novo; e quando você acha que um ativo sempre existiu, percebe que ele tem apenas dois meses de vida.

Depois de finanças descentralizadas (DeFi), a nova tendência que começa a chegar ao ouvido dos investidores é o NFT (token não fungível).

Para os que não sabem do que se trata, um token NFT é como um artigo de colecionador, ou seja, cada unidade é única.

Basicamente, se pudéssemos representar digitalmente no blockchain a Monalisa de Da Vinci, esse token valeria bem mais que a representação de um desenho seu feito na aula de artes do primário.

Pode até ser que sua mãe ficasse dividida entre a sua arte e a Monalisa, mas seria apenas ela.

No geral, as pessoas dariam valor àquilo que é mais raro e, por isso, os NFTs são ativos que podem revolucionar a forma como consumimos itens colecionáveis.

Por meio do blockchain é possível garantir e verificar a raridade de um item que represente alguma coisa no mundo real, ou no mundo digital.

A natureza aberta e descentralizada do blockchain possibilitaria que você pudesse colecionar itens digitais e garantir que eles são únicos, ou de um lote de apenas uma dezena de unidades.

Se você acha que esse papo de replicar coisas digitalmente não tem valor, sinto informar, mas você está ultrapassado já.

“O software está comendo o mundo.”

É o que diz o fundo a16z, fundado pelos inventores do browser e participantes ativos da criação da internet como a conhecemos.

Acho que eles têm razão.

Basta ver a crescente evolução da indústria de jogos eletrônicos, seus respectivos campeonatos, audiência e premiações.

Tudo indica que em menos de uma década a soma da audiência dos jogos virtuais será maior que a de ligas como NFL, NBA, MLB e NHL.

E se você não está percebendo essa tendência é porque você está ultrapassado mesmo.

Tenha em mente que a mesma geração que já prefere a Netflix à Globo, o celular à televisão e as lives ao especial de fim de ano, é a mesma que vai consumir os jogos virtuais em detrimento do Brasileirão.

Da mesma forma é a geração que vai consumir e entender o valor de um ativo digital raro mais facilmente que a de seus pais.

E essa mudança não está longe de acontecer, porque até 2030 um total de US$ 68 trilhões serão herdados pela minha geração.

Temos uma década pela frente de franco crescimento do digital em detrimento do físico.

De qual lado você vai ficar?

Forte abraço,
André Franco