Doutor Bumbum e os seus investimentos

Foram 13 anos sem visitar Nova York. Tempo suficiente para que as mudanças progressivas tomem corpo e se materializem de forma notável. Como lhe contei […]

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Doutor Bumbum e os seus investimentos

Foram 13 anos sem visitar Nova York. Tempo suficiente para que as mudanças progressivas tomem corpo e se materializem de forma notável.

Como lhe contei na semana passada, passei boa parte da década de 1990 na Big Apple. De 1992 a 1997, estudei e trabalhei por lá. A cidade estava então iniciando um longo período de recuperação, depois dos terríveis anos 70, quando a municipalidade quebrou e o crime tomou conta da metrópole.

Já não havia mais os trens de metrô pichados, como cheguei a testemunhar na minha primeira visita dez anos antes. A sensação de segurança melhorava, especialmente depois da entrada do prefeito Rudolph Giuliani. E, paulatinamente, áreas anteriormente deterioradas começaram a dar sinais de revitalização, com prédios sendo reformados e novas edificações, construídas.

Eu mesmo vi de perto a rápida transformação pela qual passou o Meatpacking District. Como o nome diz, era uma zona onde se localizavam os entrepostos de abastecimento de carne da cidade.

Ao cruzar a Horatio St., vindo do West Village, deixava-se para atrás as belas townhouses de tijolinhos vermelhos, enfeitadas por jardins e canteiros floridos, e entrava-se na mais escancarada degradação, não muito distante do que se vê hoje em algumas áreas do centro de São Paulo.

Enfeiando ainda mais o cenário, havia uma linha férrea abandonada, que cruzava suspensa sobre os quarteirões, enferrujada e coberta de mato e lixo.

Pois bem. Hoje, quem visita o mesmo Meatpacking não consegue conceber o que era esse região duas décadas atrás. O que se vê hoje é um bairro tomado por comércio sofisticado, restaurantes e hotéis descolados e galerias de arte. Diametralmente oposto à cracolândia ianque dos anos 80.

E aquela linha de trem abandonada tornou-se o premiado High Line, um dos eixos pivotantes do transformado Lower West Side nova-iorquino.

Novas torres residencias com vista para o Central Park (com direito a parquinho)

E o Meatpacking é apenas um exemplo da transformação extraordinária pela qual passou a cidade. Algumas áreas tornaram-se irreconhecíveis para mim, e as surpresas todas estavam do lado positivo. Senti-me deslumbrado e maravilhado pela incrível pujança de Nova York.

Rapidamente, minha fascinação transformou-se em inveja e, pior, em desencantamento.

Ao entrar nos sites brasileiros de notícias, o debate político (afinal, estamos a dois meses das eleições) era secundário em relação às notícias envolvendo um tal de “Doutor Bumbum”.

E quando – após dar dois “scroll-down” para fugir do Bumbum e suas estripulias – chegamos ao noticiário político, a depressão se aprofunda.

Ainda há gente defendendo leis trabalhistas da década de 30 e delirantes negações ao déficit da Previdência.

Candidatos exaltam a “democracia cubana” e alguns partidos ainda veem a Venezuela, com sua inflação de 1.000.000%, como exemplo a ser seguido!

Mesmo fora das bizarrices da esquerda, vemos uma escassez de ideais e propostas para modernizar o Brasil.

E pior: uma sociedade que se importa mais com cirurgiões plásticos picaretas do que com o país que oferecerão aos seus filhos.

Enquanto o Brasil e os brasileiros não mudam, tenha muito cuidado ao alocar o seu dinheiro.

Nesta semana, a Luciana Seabra aconselhou sobre os melhores fundos para cada candidato.

Por outro lado, talvez concentrar 100% dos seus recursos no país do Doutor Bumbum não seja a estratégia mais adequada.

O João Piccioni, expert da Empiricus em ações internacionais, acabou de preparar um treinamento especial com tudo o que você precisa saber para investir com sucesso lá fora. Confira!

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