Temer reeleito

O presidente Temer agiu certo com sua decisão pela intervenção no Rio de Janeiro. Algo precisava ser feito, e o Exército tem condições de reverter o caos, que parecia instalado na cidade.

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Temer reeleito

Nesta semana fiz mais uma viagem a trabalho, agora para o Rio de Janeiro. Com duas viagens em duas semanas, temo estar entrando numa nova rotina em que deslocamentos desse tipo começam a fazer parte do meu dia a dia.

Sinceramente, espero que isso não aconteça. Como escrevi na semana passada, tenho compromissos diários que acabam sendo afetados por conta dessas viagens. Felizmente, desta vez fiz um bate e volta que me permitiu tomar a lição de matemática da Isabella.

Fui até lá para participar da reunião inaugural do Conselho do Codemec (Comitê para o Desenvolvimento do Mercado de Capitais), do qual faço parte. Aos que não sabem, o Codemec é uma iniciativa do grande Thomás Sá, um verdadeiro herói do mercado de capitais brasileiro. A proposta do Comitê, projeto ambicioso que almeja popularizar esse mercado, faz brilhar os olhos do Thomás e entusiasma todos os envolvidos.

A viagem ao Rio foi especialmente breve, pois a reunião do Conselho aconteceu na sede da Sociedade Brasileira de Agricultura, literalmente a alguns passos do aeroporto Santos Dumont. Mesmo assim, consegui desfrutar um pouco da beleza carioca, pois a janela da sala de reunião dava de frente para o Pão de Açúcar.

Pão de Açúcar visto do edifício da Sociedade Brasileira de Agricultura

A brevidade da viagem não me permitiu, porém, notar qualquer tipo de sinal da intervenção federal na Cidade Maravilhosa. Sei, claro, que as tropas estão presentes nas favelas e nos morros, onde mais se concentram os episódios de violência. De qualquer forma, imaginava que encontraria algum soldado ou até um certo aparato militar no aeroporto. Não vi nada disso. Tudo parecia transcorrer tranquilamente. Na minha caminhada de cinco minutos pelas calçadas de pedras portuguesas, suficiente para suar com o clima abafado desta época do ano, passei por táxis amarelos, vendedores de água de coco e botecos. Tudo muito carioca, tudo muito tradicional.

Admito que o presidente Temer agiu certo com sua decisão pela intervenção. Algo precisava ser feito, e o Exército tem condições de reverter o caos, que parecia instalado na cidade. Ignore qualquer tipo de manifestação de artistas e “intelectuais”. A intervenção fazia-se absolutamente necessária.

Certamente a violência não é exclusividade carioca. Ontem mesmo minha mulher chegou assustada em casa, depois de um jantar com amigas, relatando que ladrões haviam roubado um veículo do estacionamento onde seu carro estava parado. Quando a Larissa chegou para pegar o dela, encontrou os manobristas tremendo, ainda em choque pela abordagem à mão armada ocorrida minutos antes.

Casos como esse fazem parte do dia a dia de qualquer cidade brasileira. O Rio, no entanto, não é uma cidade qualquer. O Brasil tem uma conexão especial com a capital carioca, algo emocional, quase inconsciente. O Rio violentado nos afeta mais do que qualquer outro lugar no mundo.

De qualquer forma, por melhor que tenha sido a “jogada de mestre” de Temer, as chances de reeleição de um presidente com um só dígito de popularidade são, digamos, microscópicas. Charles Dickens escreveu “never say never” (nunca diga nunca), mas seria uma surpresa talebiana ver o atual presidente sendo levado nos braços do povo para um segundo mandato.

Diante do que acabei de escrever, qual é o sentido do título deste texto? Para descobrir, convido você a ler o brilhante trabalho elaborado pelo Felipe Miranda: O Segundo Mandato Temer. Na última vez em que o Felipe preparou algo semelhante num ano eleitoral, ele nos alertou para O Fim do Brasil.

Leia agora.

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