Fake money

Fake money

Com o crescimento recente do interesse por criptomoedas, percebo um aumento da discussão da natureza do dinheiro.

Mas, afinal, o que é dinheiro de verdade? Seriam criptomoedas substitutas do nosso dinheiro convencional, da mesma forma que a moeda fiduciária (“fiat money”) tomou o lugar do dinheiro lastreado em ouro?

 

A equipe de especialistas da Empiricus vem tratando disso. Além das newsletters e relatórios sobre o assunto, o tópico transborda para conversas, bate-papos e a até discussões sobre o tema aqui no escritório.

E claro que isso não é só na Empiricus. Nesta última sexta-feira, o Pedro Cerize, da Inversa, me deu um susto ao tratar do “fim do beatcoin” (mas já?!) na sua Gritty Investor da semana.

Para iluminar essa discussão, especialmente para nós mortais não economistas, compartilho com você um trecho da newsletter do Bill Bonner (chairman do grupo Agora, nosso sócio americano), publicada também nesta última sexta-feira, na qual ele apresenta seis maneiras de se certificar se o que consideramos dinheiro é de fato verdade:

1. Você não consegue algo por nada. Uma economia próspera exige trabalho real, sacrifício real (poupança) e investimento real.

2. O dinheiro real representa coisas reais – especialmente o tempo. As coisas reais são limitadas. O dinheiro real também deve ser limitado. Caso contrário, é falso. O dinheiro real é ganho por pessoas reais que produzem bens e serviços de valor real.

3. O dinheiro falso é conjurado e controlado por iniciados no setor financeiro, e está disponível a taxas preferenciais para outros grandes jogadores do sistema. O governo (ou, mais amplamente, o “deep state”), grandes negócios e Wall Street são os principais beneficiários.

4. Desde 1971, os EUA tiveram dinheiro falso (não ligado ao ouro). Esta foi a moeda de reserva de todo o sistema financeiro mundial. Isso induziu ao erro os investidores, os eleitores, os consumidores e as empresas. Isso faz com que eles acreditem em coisas que não são verdadeiras – que eles têm crédito quase ilimitado, por exemplo … que eles podem pagar um Império caro no exterior e um Estado de bem-estar caro em casa … ou que eles podem acumular dívidas e escapar delas via crescimento.

5. À medida que mais e mais recursos da nação são capturados por dinheiro falso e direcionados para usos improdutivos – consumo, investimentos ruins, governo, guerra, papelada e burocracia – crescimento do PIB, crescimento real dos salários (crescimento ajustado na inflação), crescimento da produtividade, e outros marcadores de prosperidade genuína declinam.

6. Toda “riqueza” criada por dinheiro falso é fraudulenta e/ou temporária. Procure que ele volte de onde veio.

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E se o Bill põe toda essa dúvida sobre o valor real do dólar, o que pensar da nossa moeda?

Deixo você agora com os destaques da semana.

Boa leitura!

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