Não tem idade para aprender a investir

Não tem idade para aprender a investir

Caro leitor,

Comecei a aprender a jogar golfe. É algo bastante recente, não devo ter feito mais do que dez aulas.

Eu já havia ouvido falar, e experimento agora em primeira mão: no golfe, os movimentos são, em via de regra, antinaturais.

Para o destro, o braço que lidera é o esquerdo. Todo o foco está na forma e na execução correta.

A força vem do tronco e do quadril, enquanto os braços servem apenas como alavancas. Se pensar muito, aí é que a coisa não funciona de vez.

Apesar de toda frustração, inerente aos passos iniciais de qualquer atividade, estou começando a sentir os primeiros prazeres de uma nova atividade.

Acertar a bolinha com gosto e observá-la voar por mais de uma centena de metros traz um feedback positivo que compensa as furadas cometidas anteriormente.

Tenho absoluta noção das precárias possibilidades de me tornar um profissional do circuito milionário do golfe.

Apesar das bem-vindas palavras de incentivo do meu professor (Caião, você tem jeito pra coisa!), as estatísticas não são favoráveis para quem se inicia num esporte com 49 anos de idade.

Mas nada disso importa. Para mim, o que vale é que eu estou fazendo algo que não fazia antes. Isso já basta.

Minha experiência no golfe tem me remetido a um questionamento recorrente que recebo de assinantes e leitores da Empiricus.

“Caio, não sei nada de investimentos, será que dá tempo ainda para começar?”

Esse tipo de indagação me chega com grande frequência. E sempre respondo positivamente, a todos, sem exceção.

Percebo que muitos não tratavam de investimentos antes de conhecer a Empiricus.

E que boa parte ressente ter despertado para esse interesse tardiamente.

Com isso, ou culpam-se por terem negligenciado sua vida financeira ou consideram-se inaptos para o assunto, pois já passaram da idade ideal para aprender sobre um novo tema.

Como diria Felipe Miranda, esse trade, o de aprender sobre investimentos, é assimétrico.

Contra um downside inexistente, há uma enorme upside em tomar melhores decisões sobre sua vida financeira.

Muitos dirão que a assimetria existe em qualquer esforço de aprendizado, com o que eu prontamente concordo.

O atraente aqui é que, diferentemente das minhas parcas pretensões golfistas, existe um mundo de possibilidades para quem investe na própria educação financeira, independente de sua idade.

E, ao contrário do golfe, ou qualquer outro hobby, aprender sobre investimentos é uma necessidade imperiosa. Não podemos nos furtar desta responsabilidade.

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O retorno que recebo dos assinantes é a prova de quão vencedora é nossa parceria. E só estamos começando.

Deixo você agora com os nossos destaques da semana. Chamo especial atenção ao conteúdo preparado pela Marilia Fontes sobre o conto da Carochinha do FGC, recomendado em especial para aqueles que se regozijam com CDBs de instituições de terceira linha.

Um abraço,
Caio Mesquita

O conto da Carochinha do FGC Você já ouviu falar que seus investimentos nos bancos estão assegurados pelo Fundo Garantidor de Crédito? Pois bem, a história não é bem assim. Um estudo mostra que 97,76% dos CDBs, LCIs, LCAs e até das Cadernetas de Poupança não estão seguros como você imagina. A analista Marília Fontes conta essa história e mostra quais são as alternativas realmente sólidas para investir seus recursos em Renda Fixa sem abrir mão da rentabilidade.
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A Poupança ainda é um patinho feio
A consultora do Você Investidor Beatriz Cutait expõe mais um exemplo da falta de responsabilidade da imprensa tradicional para tratar de finanças. Ela conta sobre uma reportagem desta semana de um jornalão que sugeriu que, com a queda de juros, investir em Poupança pode ser um bom negócio. Nada mais longe da verdade, afirma. No Bonds & Buys da semana, a Bia explica seus argumentos e diz por que ser mediano em investimentos pode custar caro.
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Guia de sobrevivência global
Poucas são as pessoas capazes de decifrar as tramoias das elites globais. Um deles é o americano Jim Rickards, conselheiro do Pentágono, da Casa Branca e da CIA. Sua pesquisa mais recente alerta que está em curso uma crise mundial que envolve 326 trilhões de dólares e vai afetar o bolso de cidadãos de todas as nacionalidades. Conheça seus argumentos no livro O Caminho para Ruína: Os Planos Secretos das Elites Globais para a Próxima Crise Financeira. Saiba como ter acesso à publicação.
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Qual o maior risco do investidor na Bolsa?
O editor do Grana Preta, Rodolfo Amstalden, aponta para uma falsa verdade do mercado financeiro. Ele afirma estar errado quem diz que perder -100% do investido em uma ação é o maior risco da Bolsa de Valores. “Está é justamente uma das grandes virtudes da renda variável”, afirma. A verdadeira ruína, diz, é imaginar-se protagonista – algo que nem mesmo o bilionário Warren Buffett pode se dar ao luxo.
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As ações do segundo semestre
O analista Bruce Barbosa, que conduz a série As Melhores Ações da Bolsa, avalia a atual conjuntura para traçar o caminho mais atrativo da renda variável. Ele selecionou quatro ativos que têm tudo para trazer bons lucros nos próximos seis meses. “Em dez anos de mercado, nunca vi ações tão baratas”, afirma. Saiba quais são as recomendações.
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20 fundos DI para você fugir
A editora da newsletter A Hora dos Fundos, Luciana Seabra, aponta que a farsa dos fundos DI caros está se revelando mais evidente. Isso porque as taxas de administração cobradas pelos bancos ficam ainda mais descaradas com a brusca redução da taxa básica de juros. Para provar seu raciocínio, ela lista 20 exemplos de aplicações que você tem de passar (muito) longe.
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Calcanhar de Aquiles
A newsletter A Dama de Ferro aprofunda os argumentos da falsa segurança proporcionada pelo Fundo Garantidor de Crédito. Neste texto, o foco está no Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC), a versão gringa do FGC. O ‘seguro’ foi criado em 1933 como resposta às falências bancárias da Grande Depressão. Deu certo até a crise de 2008. Saiba o que ocorreu naquele ano com a analista Marília Fontes.
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Momento do agronegócio
O analista Max Bohm gravou um vídeo para a TV Empiricus com objetivo de mostrar aos investidores como o setor agrícola está movimentando a economia do Brasil. Ele aponta que o campo foi o motor que fez o PIB voltar a subir depois de uma sequência de oito trimestres em queda. E, mostra, que a performance positiva deve continuar pelos próximos meses. Assista.
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O remédio letal #1
Este medicamento comum pode ser o mais letal de todos. Ele é utilizado diariamente por mais de 8 milhões de brasileiros, apesar dos seus perigosos efeitos colaterais. Antes de tomar a próxima pílula, confira mais uma investigação sobre o lado obscuro das farmacêuticas realizada pelos médicos da Jolivi.
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Filosofia conservadora
O jornalista Felipe Moura Brasil entrevista Olavo de Carvalho. Além de política e ideologia, o filósofo e escritor conta sobre o processo de produção de O Jardim das Aflições, documentário do qual é protagonista e que está em cartaz nos cinemas. Assista na TV O Antagonista.
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