O Felipe Miranda está na moda

Tenho comprado muitas roupas ultimamente por conta de uma dieta alimentar a que me submeti. Queria entrar nos 50 anos “fininho” e procurei um nutrólogo […]

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O Felipe Miranda está na moda

Tenho comprado muitas roupas ultimamente por conta de uma dieta alimentar a que me submeti.

Queria entrar nos 50 anos “fininho” e procurei um nutrólogo (recomendado por um amigo) para me ajudar no regime.

Cortei doces, álcool, derivados de leite e baixei muito o consumo de carboidratos.

Resultado: dez quilos a menos na carcaça e um monte de roupas que não me servem mais. Em algumas peças foi possível fazer o ajuste, mas não teve jeito. Tive que abrir a carteira e ir às compras em busca de um guarda-roupa renovado.

Para facilitar o processo, concentrei as compras em duas lojas aqui de São Paulo, cujos produtos já conheço e aprecio.

Apesar de focado em fazer boas escolhas, não consegui tirar a indústria de investimentos da minha cabeça.

“Como assim, Caio? Gastou tanta grana que precisou mexer na carteira?”

Nada disso! Sou econômico. Além disso, o parcelamento no cartão garante o fluxo de caixa.

Falo de conflito de interesses.

Os vendedores que me atenderam foram simpaticíssimos. Ouvi até sugestões de que poderia tentar uma tardia carreira de modelo, dado o “caimento impecável” que o meu corpo dava às roupas.

“Poxa, Seu Caio, o senhor está fininho, faz todo sentido comprar esse blazer de tecido italiano. A patroa vai ficar feliz com o maridão elegante!”

Resultado. Apesar de saber que estava ajudando no cumprimento das metas do rapaz, deixei os elogios me envolverem e comprei mais do que precisava.

O pessoal aqui da Empiricus tem estranhado, mas estou tendo que vir trabalhar de blazer para dar algum uso aos três que comprei de uma tacada só.


Foto tirada pelo meu personal stylist/vendedor

Que a indústria toda de investimentos prospera com base no conflito de interesses já não é segredo para ninguém, muito menos para você, leitor.

Seguir as recomendações de analistas e assessores do mercado financeiro é dar ouvidos às opiniões dos vendedores de roupa nas lojas do shopping.

Analogamente, a Apimec (a associação que autorregula os analistas) tenta evitar que seus associados elogiem a elegância dos clientes ao venderem aquela última peça encalhada de vestuário. Ou seja, tem que vender, mas com moderação. Um trabalho evidentemente em vão, apesar das boas intenções da Comissão de Valores Mobiliários, a madrinha da Apimec.

Surfando ainda a onda fashion, os especialistas da Empiricus são os seus personal stylists dos investimentos – e não vendedores de shopping. As nossas publicações trazem orientações e ideias de investimento. É apenas isso que oferecemos. O investimento em si tem que ser executado fora. Não ganhamos um centavo com isso.

Foi justamente por conta dessa diferença que o Felipe renunciou ao CNPI dele, a tal certificação expedida pela Apimec. Afinal, qual é o sentido de se submeter às amarras de uma associação de vendedores de investimentos, já que não se vende nada dessa natureza por aqui? Nenhum.

O Felipe, o Rodolfo e todos os nossos especialistas trabalham exclusivamente para trazer as melhores ideias, e não para “boletar” comissões.

E por falar em ideias, o Felipe está obcecado com o momento do país e suas implicações para os nossos investimentos. Por conta disso, ele preparou uma série de vídeos que você não pode deixar de assistir. Veja agora!