Ibovespa a 300 mil pontos

O ano virou e noto otimismo nos profissionais do mercado. Claro que você não lerá isso na imprensa, tampouco nos telejornais ou na mídia especializada.

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Ibovespa a 300 mil pontos

Com a bola de cristal devidamente lustrada, cravo aqui minha previsão para o índice da Bolsa brasileira em cinco anos.

Ao abrir nesta newsletter minha estimativa, vou contra um dos pilares da filosofia de investimentos da Empiricus, que é o de não tentar prever o futuro dada a impossibilidade epistemológica de se saber o que está por vir. “O futuro é opaco”, o Felipe não cansa de repetir. Concordo integralmente com ele, por isso apelei para meios metafísicos, na forma de uma bola de cristal mágica.

Brincadeiras à parte, o ano virou e noto doses elevadas de otimismo nos profissionais do mercado. Claro que você não lerá isso na imprensa, tampouco nos telejornais ou na mídia especializada. Os meios de comunicação estão ocupados demais tratando da posse (ou não) da nova ministra do Trabalho e de suas ações trabalhistas ou mesmo do novo ajuste no preço dos combustíveis. Rebaixamento do rating do país é destaque na certa. Isso quando não gastam tempo, o deles e o nosso, confundindo inflação baixa com deflação.

Como diz Nassim Taleb, “é preferível não ter mapa nenhum a ter o mapa errado”. Acompanhar as matérias e pautas sobre investimentos da imprensa supostamente especializada é tentar achar o caminho pretendido usando um GPS descalibrado. Temos que agradecer ao advento da internet, pois, ao menos em seu formato digital as publicações não consomem papel, a única coisa de valor nas suas edições impressas.

Ficando apenas nos anos recentes, o sujeito que supostamente fazia sua lição de casa, acompanhando diariamente as colunas e os editoriais de investimento, só fez perder dinheiro e oportunidades. Escalada na cotação do dólar (e sua posterior arrefecida), virada de mão na Bolsa, rali nos títulos públicos e, mais recentemente, criptomoedas. Nada disso foi tratado, com a devida antecipação, por jornais e revistas.

Aqui na Empiricus, além de contarmos com uma fantástica equipe de analistas e especialistas, ainda somos privilegiados por ter estabelecido uma notável rede de contatos com profissionais do mercado financeiro. E nossa relação com esse pessoal, livre de compromissos comerciais em virtude do nosso modelo independente, fica no plano das ideias e no intercâmbio de opiniões. Com isso, ganham todos, especialmente nossos assinantes, pois passam a ter acesso a conceitos anteriormente restritos aos profissionais ou clientes dos private banks mais exclusivos do país.

Nesta semana, exemplificando o que acabei de escrever, tivemos o prazer de receber aqui na Empiricus a visita do Luiz Alves, um dos maiores investidores de ações do Brasil e sócio da gestora Alaska, uma das mais bem-sucedidas casas de renda variável dos últimos anos. Luiz bateu um longo papo com nosso time. No Day One de sexta, o Felipe trouxe os melhores momentos da conversa.

Resumidamente, Luiz Alves está bastante otimista com as ações brasileiras. Tal otimismo advém, fundamentalmente, do momento do ciclo econômico em que estamos. E ele não está sozinho neste barco. O Pedro Cerize, da Inversa, vem chamando atenção para a Quinta Onda.

O ano começou para valer. Não perca seu tempo com distrações.

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