As pessoas não querem ganhar o peixe, mas varas de pescar

As pessoas não querem ganhar o peixe, mas varas de pescar

Caro leitor,

Nesta semana conheci o João Dória.

Para dizer a verdade, já havia me encontrado com ele anos atrás, na época em que eu tocava uma rede de restaurantes de alimentação saudável, chamada Wraps. Abrimos uma unidade para a temporada de inverno em Campos do Jordão (SP), justamente no shopping de propriedade do atual prefeito de São Paulo. Já naquele tempo, me impressionou o profissionalismo e a atenção aos detalhes com que João Dória conduzia seus negócios.

Desta vez, porém, tive a oportunidade de conhecer o prefeito João Dória. Fui na condição de representante da Empiricus para participar de um evento onde empresários apresentavam suas doações de livros e tablets ao município de São Paulo.

A Empiricus ofertou, para todas as bibliotecas públicas de São Paulo, coleções completas de livros de investimentos, economia e educação financeira. A ação foi em resposta ao desafio do prefeito lançado em reação ao filme publicitário da Amazon, que criticava a limpeza das pichações nos muros da cidade.

Nossa ação foi montada rapidamente, em sintonia com o ritmo frenético do prefeito. A inspiração, além do próprio Dória, veio de uma pesquisa realizada e divulgada pela Fundação Perseu Abramo (ligada ao Partido dos Trabalhadores), que fez um diagnóstico do comportamento político da população da periferia de São Paulo.

Nesta pesquisa, os paulistanos de baixa renda mostram um perfil bem diferente do esperado pela ideologia de esquerda. Conceitos como esforço individual, dedicação ao trabalho e empreendedorismo são destacados, em detrimento de políticas “socializantes”, como cotas e assistencialismo. Em suma, os paulistanos não querem ganhar o peixe, mas varas de pescar. Os livros doados são as varas de pescar que a Empiricus decidiu oferecer.

É interessante notar, porém, que este movimento de chamar para si a responsabilidade quanto ao futuro, inclusive financeiro, é algo que vem atingindo todas as camadas sociais.

O sucesso de empresas como Empiricus, XP Investimentos, Nubank, GuiaBolso, mostra que não nos contentamos mais em deixar nosso dinheiro a cargo de bancos “feitos para você” ou que “colocam você sempre à frente”. As pessoas vão percebendo que as facilidades oferecidas por esses bancões têm um preço, e (muito) caro. Afinal, investir em um fundo de banco é tremendamente cômodo, mas os retornos são inversamente proporcionais.

Sabemos que montar uma carteira de investimento exige esforço, dá trabalho. Ler relatórios, digeri-los, abrir conta, dar ordens, tudo isso requer tempo e dedicação. E os bancos, cientes disso, martelam sempre na tecla do “deixa tudo isso com a gente”, “vem pra cá, você também”.

Felizmente isso está mudando. Estamos cada vez mais cansados de governos e instituições que querem cuidar da gente, pois a verdade é que não cuidam. Até as camadas menos favorecidas já perceberam isso. Ventos novos já sopram.

Voltando às nossas ações sociais, não vamos parar na doação das coleções. Nossa equipe está montando um conteúdo completo de educação financeira, que será disponibilizado a famílias de renda mais baixa.

Iniciaremos em São Paulo, até pela postura de cooperação com a iniciativa privada que observamos na prefeitura daqui, mas a ideia é realmente levar isso ao Brasil todo.

Deixo vocês agora com nossos destaques da semana.

Obrigado,

Tique-taque
O analista Ricardo Schweitzer conta 26 histórias de pessoas que mudaram suas vidas financeiras com cinco minutos diários de leitura. Entre os casos, um homem que multiplicou seu investimento em 5 dias e outro que faturou R$ 1.500 em 24 horas. Leia os relatos e saiba como organizar seu tempo para ganhar dinheiro.
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Meu banco é Van Gogh, mas o fundo é Romero Britto
Na newsletter A Hora dos Fundos, a consultora Luciana Seabra observa que, para ter acesso a um fundo com taxa de administração mais baixa nos bancões de varejo, só se você tiver uma conta rechonchuda. Ela aproveita para recomendar alternativas para escapar deste estratagema tarifário, que ela considera um absurdo.
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Finanças sem burocracia
Atenção: restam poucas unidades do recém-lançado Felipe Miranda 100 Ensaio$. A publicação mostra que é possível falar de economia sem ser burocrático. Com uma linguagem acessível e descontraída, o analista estimula, provoca e debate questões espinhosas. E, claro, fala de suas estratégias de investimentos. Clique aqui e saiba como garantir seu exemplar.
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Independência ou Sorte
O editor do Grana Preta, Rodolfo Amstalden, fala dos desafios de trabalhar em uma empresa de análise independente de finanças. “Quando lançamos essa proposta, criamos vida em um planeta inabitado”, afirma. “Agora precisamos proteger este novo ecossistema, que ameaça os interesses do velho status quo.” Confira seus argumentos.
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Depois de um xis, vem outro xis
O analista Gabriel Casonato pesquisou as operações mais vencedoras da Bovespa nos últimos 15 anos para desenhar sua nova estratégia para lucrar com ações. O lucro médio em cada compra e venda é de +33,7%. Descubra como faturar de forma efetiva com esse sistema inovador, que combina as análises técnica e fundamentalista.
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Como gente grande
O alerta da newsletter Extreme Investment Ideas desta semana é direto: não se pode tratar o investidor pessoa física como incompetente. “O fato de muitos de nossos leitores serem leigos no assunto não quer dizer que sejam crianças incapazes de tomar decisões conscientes”, afirma. Informação, diz, é essencial. Para reforçar sua crença, ele ilustra com uma história pessoal, de quando seu pai deixou de investir em uma boa oportunidade por desconhecimento dos instrumentos do mercado financeiro.
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“Onde deixei minha chave”
O Brasil ganha 100 mil novos casos por ano de Alzheimer. E mais da metade das pessoas já possui algum grau da doença e não sabe. Isso significa que os seus esquecimentos diários podem ser sinal de algo mais sério. O neurocientista Nelson Annunciato traz um teste para detectar se você está perdendo a memória. Confira na Jolivi.
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Sopa de letrinhas
A newsletter Bonds & Buys ressalta a importância do investidor sempre saber onde está pisando. E aproveita para explicar as semelhanças e diferenças de uma série de títulos do mundo das finanças: CDB, LCI, LCA, CRI, CRA… Leia e nunca mais troque uma letra por outra.
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Eficiência agrícola
O convidado desta semana da série Grandes Encontros é Aurélio Pavinato, CEO da SLC Agrícola. Os analistas Carlos Herrera e Ariane Gil, do Empiricus Insider, conversam com o executivo sobre a estratégia da empresa para criar e capturar valor e sobre o cenário do mercado de agronegócios no Brasil. Assista na TV Empiricus.
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Lava-Jato mira os partidos políticos
A Lava Jato deu mais um passo na batalha contra a corrupção ao ajuizar uma ação civil pública por improbidade administrativa contra um partido político, no caso o PP. O Ministério Público pede o ressarcimento de R$ 2,3 bilhões aos cofres públicos em decorrência dos desvios na Petrobras. Dirigentes partidários também são alvo do processo. Confira os detalhes em O Antagonista.
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