A Terra dos Zumbis

“Brigar pra quê, se é sem querer Quem é que vai nos proteger? Será que vamos ter que responder Pelos erros a mais, eu e […]

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A Terra dos Zumbis

“Brigar pra quê, se é sem querer
Quem é que vai nos proteger?
Será que vamos ter que responder
Pelos erros a mais, eu e você?”

Dado Villa-Lobos/Renato Russo/Marcelo Bonfá


No início do ano, escrevi nesta newsletter sobre a desimportância da política para as nossas vidas.

Levei pedrada, críticas e até xingamentos. Alguns contemporâneos meus resgataram o “alienado”, adjetivo muito usado nos anos 80 para “qualificar” aqueles que não estavam engajados na problemática política de então.

O responsável, sem dúvida, fui eu, já que minhas habilidades como escritor são modestas, na melhor das hipóteses.

Certamente não fui claro na minha mensagem. Queria dizer que simplesmente não podemos esperar mudanças relevantes em nossas vidas como decorrência exclusiva de uma política pública A ou B, notadamente, mudanças positivas.

O sistema político, especialmente o brasileiro, está aprisionado pelos grupos de interesse que o cercam. São zumbis que, de maneira sistemática e organizada, apoderam-se de uma fatia cada vez maior da riqueza criada por nós. E, tal qual os monstros da série “The Walking Dead”, precisam de seres vivos produtivos para continuarem existindo.

De nosso lado, sem representação e canais de influência, nos resta apenas continuar trabalhando e pagando os impostos que alimentam os “zumbis”, sem ter qualquer tipo de contrapartida.

Lendo sobre o recente e triste episódio do incêndio no Museu Nacional, deparei-me com um exemplo clássico da ausência de representação dos pagadores de impostos.

O reitor Roberto Leher, da UFRJ, responsável pelo museu, foi eleito segundo o princípio da ponderação paritária. Explico: são contabilizados votos de professores, funcionários e alunos. Cada grupo entra com um terço do peso final dos votos. Muito bacana e democrático, mas simplesmente quem paga a conta não apita nada. Não me surpreende que toda a cúpula da Universidade Federal do Rio de Janeiro seja composta por membros de partidos da extrema esquerda.

Por conta de situações assim, cada vez mais frequentes, estou inteiramente convencido de que não se pode esperar nada de quem ocupa o principal aposento do Palácio da Alvorada. As responsabilidades e preocupações de um pai de família são grandes e estou consciente de que governo algum, independentemente da orientação ideológica, dará a mínima para pessoas como eu e você.

Dito isso, sou obrigado, contudo, a revisitar minha declaração de desprezo à política e fazer os ajustes devidos à luz da atual pancadaria eleitoral.

Primeiro, porque existe, sim, uma influência negativa da política sobre nossas vidas, na medida em que um mau governo pode destruir um país E não há competência e/ou esforço individual que nos livre dos efeitos nocivos de um desastre nacional. Há o exemplo cristalizado dos nossos vizinhos venezuelanos, mas nós mesmo flertamos com o desastre recentemente, vítimas de 13 anos de um governo populista e corrupto de esquerda.

Nas eleições de 2014, a Empiricus trouxe a todos o alerta do Fim do Brasil, preparado pelo Felipe Miranda. Ajudamos dezenas de milhares de assinantes que seguiram os alertas e as orientações à época.

Quem diz agora que o cenário desastroso era previsto de todos zomba da nossa inteligência. A cotação de fechamento do dólar em 27/10/2014 (primeiro dia útil após a reeleição de Dilma Rousseff) foi de 2,53 reais. O preço refletia as expectativas de mercado naquele momento. Não só o mercado não acreditava na tragédia que a Empiricus anunciava como ainda fazia o jogo de compadres com o governo petista. A demissão da analista do Santander em julho daquele ano e a posterior indicação do ministro da Fazenda (Joaquim Levy) por parte do Bradesco são dois exemplos dessa parceria.

Segundo, porque há também perspectivas de ganhos expressivos caso o novo presidente tenha um programa reformista e pró-mercado. O mercado deve entrar em euforia e as cotações dos ativos de risco refletirão tal otimismo. Na prática, o mais provável é que continuemos sem representação e pagando a conta. Mas é possível ganhar muito dinheiro se estivermos bem posicionados e isso é sempre muito bem-vindo.

Em 2014, a Empiricus era uma empresa pequena, com uma base de assinantes equivalente a menos de 5 por cento dos quase 200 mil atuais. Ou seja, hoje contamos com um time muito mais forte para orientá-lo. O Felipe agora se juntou à Luciana Seabra, a mesma da série Os Melhores Fundos de Investimento e da SuperPrevidência. Em parceria, prepararam um pacote de orientações para você enfrentar as eleições. É o Empiricus Bootcamp para as Eleições 2018. É obrigatório acompanhar o que os grandes especialistas da Empiricus estão pensando. Confira aqui!