Enquanto a Copa não chega

Onde você esteve na semana passada? Entrou em desespero por conta da greve dos caminhoneiros e correu para estocar a casa com 20 quilos de […]

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Enquanto a Copa não chega

Onde você esteve na semana passada?

Entrou em desespero por conta da greve dos caminhoneiros e correu para estocar a casa com 20 quilos de arroz e feijão e encher a geladeira de congelados? Correu para o posto para completar o tanque, mesmo tendo três quartos de gasolina? Ou cancelou a programação da semana inteira com medo de não conseguir chegar aos compromissos?

A maneira com a qual você lida com a vida em situações de maior nervosismo diz muito sobre sua personalidade e sua capacidade de conduzir bem ou mal sua vida em momentos de maior pressão. E é claro que suas finanças não ficam de fora disso.

É difícil imaginar que uma pessoa com meio tanque cheio, que se desloque no máximo 10 quilômetros por dia e tenha ficado umas boas cinco horas na fila de um posto na semana passada tenha tido sangue-frio para lidar com as baixas do mercado nos últimos dias. O emocional aqui parece superar de longe o racional…

Lá vão esses investidores correr para sacar o dinheiro investido em ações e fundos mais arrojados justamente num momento de baixa, desesperados com o impacto em seu patrimônio.

Munição pesada para os conservadores “raça pura” gritarem aos quatro cantos que Bolsa é só para peixe grande e/ou que bom mesmo é ter dinheiro na poupança antiga (sim, ouvi essa na semana).

Convenhamos, correr maior risco em busca de retornos mais gordos não é para qualquer um.

Se não sabe brincar, não desça para o play.

Precisamos admitir que todo mundo pode investir em ações, em fundos multimercados, em produtos cambiais… mas nem todos devem.

Veja, eu conferi, sim, o retorno da minha carteira nos últimos dias, lamentei as perdas, praguejei contra os grevistas, o Temer e o Pedro Parente, mas permaneci no meu lugar. Minto. Investi mais.

Não, não é agradável viver este momento, tampouco estou dizendo que não me abalo. Só que meu racional fala mais alto justamente porque tenho a tranquilidade de manter sempre uma parte do meu portfólio em baixo risco.

Sim, tenho CDB, cotas de fundo DI, Tesouro Selic, Tesouro IPCA+… enfim, um leque de aplicações que me garantem certo conforto. Elas têm rendido bem? Não. Afinal, os juros estão em níveis bem baixos e aquele 1 por cento ao mês virou coisa do passado.

Mas isso em nada muda meu racional. Aumentei a exposição à renda variável, porém sem abrir mão da segurança.

E é por isso que, no Você Investidor desta quinzena, achamos tão importante mostrar onde estão as boas alternativas na renda fixa. Produtos conservadores não são nada iguais e as diferenças são bem claras quando colocamos lado a lado as ofertas dos grandes bancos e das corretoras independentes.

O MELHOR DA SEMANA: CORRETORAS

Todas as opções de CDBs vendidas nas corretoras que selecionamos rendem acima de 100 por cento do CDI. A melhor paga 120 por cento do referencial e custa apenas 2 mil reais. Há ainda produtos com liquidez diária e sem exigência mínima de aplicação, fundos DI com custo de apenas 500 reais e LCIs com rentabilidade de 100 por cento do CDI a partir de 1 mil reais.

O PIOR DA SEMANA: BANCOS

Só para você ter uma amostra do resultado da nossa pesquisa, não encontramos nenhum CDB vendido pelos grandes bancos que pague 100 por cento do CDI aos clientes, seja do varejo, seja de alta renda. A melhor LCI da pesquisa entrega retorno de 84 por cento do CDI e os fundos DI mais rentáveis exigem nada menos que 500 mil reais ou 1 milhão de reais de investimento mínimo.

Ainda assim prefere manter o patrimônio no banco? Sem problema, não vamos julgá-lo(a). Mas confira a publicação completa para ao menos saber quais são os melhores investimentos e cobrar seu gerente.