Apenas nos tornamos mais fortes

Apenas nos tornamos mais fortes

A maior recompensa de se fazer análise financeira para seres humanos vem das respostas (humanas) que recebemos.

Pessoas físicas dão feedbacks espontâneos e, portanto, honestos.

Pessoas jurídicas diriam:

“Senhora Empiricus, encaminho em anexo um distrato dos serviços prestados, em conformidade aos parâmetros de ajuste orçamentário previstos para o exercício 2017-18. Sem mais, subscrevo.”

Pessoas físicas dizem:

“Rodolfo, não tenho tempo para ler seus relatórios, o preço está salgado, suas dicas são um lixo. Como faço para cancelar a assinatura e pegar o reembolso? Tchau.”

Tem gente que prefere receber críticas na versão jurídica. Essas não machucam tanto o ego. Parece que tudo é uma questão meramente transacional.

Eu prefiro a versão física, olho no olho, navalha na carne. Pode até doer, mas faz a Empiricus corrigir seus erros e multiplicar os acertos ao longo do tempo.

Ouvindo seres humanos, evoluímos como empresa.

Se ouvíssimos empresas, regrediríamos como seres humanos.

Os bancos não gostam da Empiricus. Sentem-se incomodados por nossas críticas.

As pessoas físicas não gostam do atendimento que recebem dos bancos. Percebem que estão sendo ludibriadas.

De que lado escolhemos estar? Não é óbvio?

Hoje cedo, logo que publicamos O Império Contra-Ataca, recebi email de um executivo de banco – que inclusive foi meu colega de faculdade.

“Rodolfo, alguém tem que controlar este seu sócio Felipe Miranda. Vou te dar uma sugestão. Por que vocês não se limitam a falar de ações com bom humor, como faziam antigamente?”

Conheço o Felipe há mais de doze anos e posso garantir para você: não há como controlá-lo, graças a deus.

Nunca vamos nos limitar a analisar ações. Ainda mais se o monopólio bancário insiste em cobrar taxas de 4% ao ano para gerir fundos DI.

Recebi também o email de um leitor da Empiricus, que não é executivo de banco, nem fez faculdade de Economia:

“Os investidores brasileiros não precisam de “bons analistas”, precisam é de analistas que façam parte do dia a dia deles. E você, meu caro (assim como os demais ilustres analistas da Empiricus), tem sido um desses raros analistas, que estão ali com a gente colocando “a mão na massa” – vivendo os desafios do pequeno investidor no Brasil, faça sol faça chuva!”

Este pequeno investidor no Brasil não está só.

Reunimos 94,1 por cento do todo e eles é que são o monopólio?

Milhões de pessoas leem e respondem à Empiricus diariamente, faça chuva ou faça sol.

São todos feedbacks espontâneos e honestos.

Com mais a esperar pela frente, subscrevo o que pensa este meu sócio Felipe Miranda.

A história não acaba quando O Império Contra-Ataca.

Apenas nos tornamos mais fortes.

Até a próxima!

Rodolfo Amstalden

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