Empiricus, a Escrivã: uma história da Faria Lima

Ando desconfiado de que as pessoas gostam mais de Finanças Comportamentais do que de Finanças.

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Empiricus, a Escrivã: uma história da Faria Lima

No Rodolfo Responde da semana passada, eu atendi ao pedido de leitores da Empiricus que queriam conhecer referências legais sobre Finanças Comportamentais.

Recomendei três livros:

Previsivelmente Irracional, do Dan Ariely.

Herd, do Mark Earls.

The Wiki Man, do Rory Sutherland.

Ando desconfiado de que as pessoas gostam mais de Finanças Comportamentais do que de Finanças.

Talvez isso seja uma incoerência lógica, dado que – em tese – a primeira categoria estaria contida na segunda.

Mas então é uma incoerência que se resolve em si mesma, pois as Finanças Comportamentais prosperam exatamente ao evidenciar que as verdades financeiras não cabem dentro de critérios estritamente lógicos.

Há um motivo (dentre vários outros) muito simples por trás do triunfo moderno das Finanças Comportamentais: as pessoas que estudam esse troço geralmente escrevem muito bem.

Se você escreve bem, mais gente vai gostar de te ler. Suas ideias conseguem ir um pouco mais longe.

Escrever bem não é “simplesmente” uma questão estética.

Por que você acha que tanta gente do mercado acompanha os textos do Sandro Sobral, do Santander?

O cara escreve direto ao ponto, com insights. Isso é raro em qualquer profissão.

Arrisco dizer que o Stuhlberger passa a maior parte do tempo lendo. E, também por isso, escreve bastante bem.

Por um capricho egoísta, eu queria que as cartas do Verde fossem um tanto maiores.

Mas eu mesmo sou sucinto que me dá inveja do Felipe.

O Felipe escreve no Day One, a cada manhã, um turbilhão de ideias financeiras de primeiríssimo calibre.

Ele senta aqui ao meu lado às 7h da manhã, de segunda a sexta, começa a digitar, e só levanta 9h30, quando o Day One é disparado.

Digita tanto que já rendeu Duzentos Ensaios.

Acontece que o Day One é a newsletter mais lida do mercado, e do mercado comportamental.

Eu não sei se a Empiricus é uma fintech disruptiva, ou uma organização exponencial. Definitivamente, não somos um unicórnio literário.

Gostamos de escrever sobre finanças, disso eu sei. É uma coisa diferente.

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