A história se repete

Ontem, sexta-feira pós-Carnaval, meu percurso de casa ao trabalho foi excepcionalmente longo. Em vez dos 10 minutos que separam minha residência do escritório, dirigi por […]

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A história se repete

Ontem, sexta-feira pós-Carnaval, meu percurso de casa ao trabalho foi excepcionalmente longo.

Em vez dos 10 minutos que separam minha residência do escritório, dirigi por cerca de um hora e meia. Vim da casa que temos no interior – como a escola dos pequenos esticou o feriado, a Larissa e eu decidimos fazer o mesmo.

Na parte inicial do trajeto, ainda no trecho de rodovia em que as ondas de rádio vêm embaralhadas por muita estática, ouvi um episódio do interessantíssimo podcast Hardcore History que tratava dos embates entre persas e gregos alguns séculos antes de Cristo.

À medida que me aproximava de São Paulo, dei uma pausa em Xerxes e no Oráculo de Delfos e sintonizei em um programa de notícias de uma popular rádio FM. Queria saber quais eram as últimas do ano novo no país em que, segundo dizem, as coisas só começam a funcionar depois do Carnaval.

Brinco com o clichê, pois sabemos o quanto o ano já começou. IPVA, declaração de Imposto de Renda e aquele boleto nosso de cada dia dão provas de que 2019 chegou chegando.

 

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Voltando às notícias, ouvi comentários sobre a live realizada na véspera pelo presidente Jair Bolsonaro.

Bolsonaro tratou do tema da reforma da Previdência, apesar de sua convicção se concentrar mais sobre a necessidade de nos livrarmos das lombadas eletrônicas: “Já fui do Rio a Santos de carro e é um inferno”.

Sobre a Previdência, Bolsonaro destacou a importância do projeto, mas especulou com o grau de desidratação na tramitação pelo Congresso. É o famoso “o preço é esse, mas estudo propostas”. Ou seja, o preço não é esse.

O estado deplorável de nossas contas públicas e o risco que isso representa para a viabilidade futura do país não parecem comover certas pessoas, preocupadas somente em manter os próprios privilégios.

Se há cerca de 2.500 anos os gregos se perdiam em detalhes políticos e apenas 10 por cento das cidades enviaram representantes a um congresso que buscava organizar alguma resistência ao colossal Exército persa de quase 3 milhões de homens, o Brasil de hoje discute temas irrelevantes, minúsculos diante da ameaça que o nosso desequilíbrio fiscal impõe sobre as próximas gerações.

Consultado pelos assustados atenienses antes da invasão persa, o Oráculo de Delfos deu a seguinte mensagem (de acordo com Heródoto):

“Resta-nos torcer para que Paulo Guedes e equipe incorporem a tenacidade de Leônidas e seus 300 espartanos e empurre uma reforma com baixo teor de desidratação”.

Um abraço!

Caio

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