Do que você vai se arrepender quando crescer?

Nota da editora: hoje convidei a Ana Westphalen, que tenho orgulho de ter trazido recentemente para a equipe Empiricus, para escrever a você. Imperdível. Um […]

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Do que você vai se arrepender quando crescer?

Nota da editora: hoje convidei a Ana Westphalen, que tenho orgulho de ter trazido recentemente para a equipe Empiricus, para escrever a você. Imperdível.

Um dos maiores arrependimentos relatados por pacientes no leito de morte é o fato de terem trabalhado demais. Se pudessem voltar no tempo, conviveriam mais com os amigos, conta a enfermeira australiana Bronnie Ware, autora de best sellers em que relata sua experiência com pacientes terminais.

Receio que, enquanto lotamos nossa agenda de listas de tarefas gigantescas e glorificamos a cultura do “sempre ocupado”, algo está ficando para trás; a constatação de que um dia teremos que parar. Parar de trabalhar para viver a vida.

E quando esse dia chegar? Você terá o conforto material que deseja para correr atrás do que realmente importa? Essa preocupação com o futuro é algo que nunca saiu da minha cabeça, e tenho certeza de que também atrapalha muitos sonos por aí.

Sou de 1985. Os momentos marcantes da minha infância se confundem um pouco com a história econômica brasileira recente. (Recente, por favor!) A farta diversidade de notas descartadas pela perda de valor era perfeita para brincar de supermercado com os primos. Na nossa caixa registradora tinha cruzeiro, cruzado, cruzado novo, cruzeiro real… Isso sem falar em quando voltaram as moedinhas, acompanhadas de porta-moedas com mecanismo de mola em que havia um compartimento para cada tamanho e valor.

Teve também a parte ruim. Minha melhor amiga, a Maria Júlia, foi morar com a avó em Campinas por um tempo porque confiscaram o dinheiro da família dela, que estava na poupança. A obra de casa foi paralisada.

Aprendi o que era inflação na lanchonete da escola, quando os 500 mil cruzeiros que pagavam por um pacote de Cheetos (na década de 1990, salgadinhos eram legalizados) passaram a comprar só meia dúzia de balas. O salário do meu pai caía e corríamos ao supermercado para fazer a “compra do mês”. As casas tinham um cômodo chamado despensa, para guardar os alimentos – um ótimo esconderijo para as brincadeiras de polícia e ladrão.

O Plano Real chegou e fomos todos para a fila do banco, com uma tabelinha na mão que mostrava quanto cada URV (olha aí mais uma jabuticaba) ia valer na nova moeda. Eu era bolsista em uma escola particular tradicional de São Paulo e quase todos os meus colegas partiram para a Disney, aproveitando que a Miriam Leitão anunciava na TV que um real valia exatamente a mesma coisa que um dólar. Bons tempos.

Se você guarda recordações dessas fases, também deve ser acometido pelo mesmo medo de reviravoltas financeiras que me ronda. Então espero que tenha um excelente plano de previdência privada encaminhado para garantir seu futuro sem arrependimentos. E, quando falo em “excelente”, provavelmente não é o caso dos produtos oferecidos pelo seu gerente de banco.

No Brasil, 93 por cento do valor destinado à previdência está em renda fixa, de acordo com a Anbima, enquanto poderia ser alocado em produtos diversificados, aproveitando a janela mais longa do investimento. Isso sem falar nas taxas de administração altíssimas dos VGBLs e PGBLs que vemos por aí e da cruel taxa de carregamento, que incide sobre cada aporte na largada (e, em alguns casos, na saída).

É hora de tomar as rédeas da sua aposentadoria e conhecer o mundo fora dos bancões. Você e eu sabemos que não dá para contar com a sorte e que o INSS se tornará peça de museu, junto com as minhas notinhas de cruzeiros e cruzados novos. E, cá entre nós, não somos mais tão jovens.

Acabo de chegar à Empiricus e tenho acompanhado o nascimento de um plano perfeito para que você não tenha que sofrer tanto sobre o futuro – ele será revelado nas próximas semanas. Por enquanto, sua tarefa é: descobrir o quanto tem rendido seu PGBL ou VGBL e que taxas está pagando por ele.

Cota cheia

É crescente o número de brasileiros que tem se movimentado em busca de uma aposentadoria dos sonhos. Dados da Susep, que regulamenta os seguros privados, mostram que o número de pedidos de portabilidade aceitos neste ano até agosto chega a 88,7 mil.

Nesse ritmo, vamos superar com folga o total registrado em 2017, de 107,2 mil solicitações. É mais gente atrás de produtos com alocação sofisticada e de uma remuneração digna lá na frente.

Cota murcha

Eu tenho até vergonha de te contar, mas 86,12% do CDI foi o retorno médio dos fundos de previdência dos cinco maiores bancos brasileiros nos últimos dez anos, segundo dados da Quantum Axis. Está aí mais um motivo para pedir sua portabilidade para um plano melhor.

Em tempo

Para quem se interessou pelos relatos dos pacientes terminais, além do tempo excessivo dedicado ao trabalho e da pouca convivência com os amigos, outros arrependimentos comuns são:

“Gostaria de ter tido coragem de viver a vida que eu desejava, e não a que os outros esperavam.”
“Deveria ter expressado afeto.”
“Gostaria de ter me permitido ser mais feliz.”