Mande seu filho para Estocolmo

Eu tenho uma frustração: não ter morado uma temporada fora do país. Sempre quis ser fluente em outra língua, conhecer gente crescida em uma cultura […]

Mande seu filho para Estocolmo

Eu tenho uma frustração: não ter morado uma temporada fora do país. Sempre quis ser fluente em outra língua, conhecer gente crescida em uma cultura completamente diferente e vivê-la como uma nativa.

Tive uma oportunidade concreta aos 18 anos: a universidade em que eu estudava fez uma parceria com outra, em Estocolmo, e eu poderia trocar de vida por seis meses com um cidadão… como se diz, estocolmês?

Eu preenchi a papelada, fui aprovada na seleção, tudo certo. Precisaria, entretanto, me sustentar lá. Você deve imaginar que Estocolmo não é propriamente um dos destinos mais baratos do mundo. À época, arcar com as parcelas do nosso apartamento, pagar três escolas particulares e garantir o Fandangos de cada dia já era um malabarismo sem-fim para os meus pais.

Pedi uma estimativa de gastos diários para uma brasileira que já participava do programa em Estocolmo. Olhei para os valores e, confesso, nem tive coragem de levar a proposta para casa. Eu sabia que era inviável.

Eu sou eternamente grata por tudo que meus pais me proporcionaram e não quero desperdiçar seu tempo com mimimi. Eu, obviamente, sobrevivi sem Estocolmo e estou muito bem, obrigada. Eu poderia ir morar um tempo lá hoje? Sim, mas passou, sabe?

Quanto vale uma experiência no exterior na juventude? Quantas portas escancara? Quanto abre a mente?

Eu não tenho filhos ainda, mas já tenho um plano traçado para quanto estiver pronta para trazer um pirralho ao mundo: um investimento mensal para ele. Será pouco, não quero que o pequeno ou a pequena Seabra ache que está tudo ganho, que é só colocar as pernas para o ar que a mamãe tudo paga.

 

Leitura recomendada

Luciana Seabra mostra como lucrou (e ajudou os leitores a lucrarem) muito com ações sem precisar comprar ações. Ela ensina os assinantes da sua séria a investirem da mesma forma que os maiores investidores profissionais do mercado financeiro. E tudo depende de uma simples atitude, que pode te mostrar esse novo mundo de rentabilidade em menos de 24 horas. Veja aqui o recado que ela gravou.
 

Esse investimento não será a aposentadoria dele ou o dinheiro para montar um escritório com cadeira metida ou algo para aprender a ser ganancioso vendo como dinheiro produz mais dinheiro… nada disso. Ao patrimônio acumulado estará vinculada uma regra, apresentada em caligrafia bonita em um cartão de parabéns pelos 18 anos (sou das antigas): “Use para realizar um sonho”.

Está aqui registrado. Pode me cobrar, pequeno Seabra.

E por que estou contando isso pra você hoje? Porque uma das perguntas que mais chegam a meu e-mail é como investir dinheiro para os filhos. Regra número 1, respondo sempre: poupança jamais. O retorno é pífio. E talvez o sonho do seu filho seja ambicioso como o meu.

Hoje eu estou muito feliz em poder dizer que tenho o plano perfeito para você — por tempo limitado. Chama-se FoF SuperPrevidência, a gestora é a Vitreo, a seguradora é a Icatu, e você só vai precisar programar um débito automático de 100 reais por mês na sua conta.

O que é exatamente isso? Um mexido, uma mistura, uma composição, como quiser, dos melhores fundos disponíveis no mercado de previdência em um único produto. Na composição, você encontra algumas das maiores gestoras do Brasil.

Previdência no Brasil não é horrível? A maior parte sim, concordo — mais de 90 por cento investem somente em renda fixa e têm taxas altíssimas. Qualquer livro minimamente bom de finanças vai te ensinar que, para o longo prazo, a diversificação é o melhor caminho para conseguir bons retornos com risco controlado.

Com um portfólio de qualidade e os benefícios tributários da previdência — como chegar a 10 por cento de imposto depois de dez anos, só para citar um — seu filho e sua filha vão longe.

Mas atenção: é preciso contratar até o fim de maio e no nome do menor de idade! Para os adultos, permanece o mínimo de sempre: 1.000 reais por mês.

P.S: Não entendeu nada e quer conhecer como funciona o FoF da SuperPrevidência? Então vá por aqui.

SEU FUNDO

Por Ana Luísa Westphalen

Sabe aqueles programas que mostram como um produto é fabricado, desde a matéria-prima até chegar à vitrine da loja? Eu adorava, e você?

Hoje vou te mostrar o passo a passo da análise de investimento em uma ação. Uma das formas possíveis, na verdade, porque, se tem uma coisa que aprendemos nas nossas conversas diárias com grandes gestores é que há vários métodos diferentes quando o assunto é processo de investimento.

Estamos na “fábrica” de fundos de ações da Ibiuna, gestora famosa por ter como sócios dois ex-diretores do Banco Central, Mário Torós e Rodrigo Azevedo, mas a separação entre análise microeconômica e macroeconômica na casa é muito clara.

Na parte dedicada a ações, o comandante é o sócio André Lion, que traz no currículo passagens por Itaú e BRZ. E o processo começa “bottom-up”, ou do micro para o macro. Isso quer dizer que primeiro se avalia a empresa, depois o setor, e, por fim, o cenário macroeconômico em que ela está inserida.

Antes de ligar as máquinas, um aviso importante: “Não negociamos ação que seja ilíquida; difícil de sair”, já avisa o gestor. Papel que gira menos de 5 milhões de reais por dia nem entra na peneira. Lion e sua equipe presam pelo “direito de ir e vir” das posições.

O primeiro passo do processo de investimento é a geração de ideias. É quando a equipe levanta algo que chame a atenção, como uma ação que caiu muito, uma variável setorial, uma mudança na legislação que beneficia um determinado segmento…

Depois, entra em jogo a análise fundamentalista. É hora de atualizar modelos e projeções, reavaliar o posicionamento estratégico e competitivo da empresa e, é claro, conhecer os responsáveis pela companhia. No fim dessa fase, é preciso chegar a uma resposta clara: “Temos uma oportunidade ou não?”.

Na terceira etapa, a de alocação, Lion e seu time começam a pensar em qual produto aquela empresa que passou no teste pode entrar e em como fica a interação com o portfólio escolhido.

Isso porque a casa tem três categorias de fundos de ações: long only (o mais convencional); long short (que ganha com diferenciais de preços entre papéis considerados pares); e long biased (aquele que, além de lucrar com a alta das ações, pode operar vendido em certos papéis, e, dessa forma, se beneficiar da queda dos mesmos).

Por fim, com as ações alocadas nas respectivas carteiras, vem a fase do monitoramento. A tese de investimento se mantém? A ação está a caminho do preço-alvo?

Um diferencial da Ibiuna é que ela “não cria amor” pelo papel. O que quer dizer que a casa não carrega posições simplesmente pela expectativa de retorno no longuíssimo prazo, como é comum no segmento. Para Lion e seu time, é preciso ter algum indício de ganho no cenário próximo.

O processo de investimento é apenas um dos fatores que levamos em conta quando selecionamos nossos fundos preferidos. Quer saber quais são? Então vem por aqui.

JÁ OUVIU?

Dezenas de milhares de pessoas têm ouvido, todas as semanas, o “Sardinhas”. No podcast, que você pode ouvir no Spotify, no SoundCloud e em outras plataformas, eu converso com grandes investidores sobre suas principais posições no momento, cenários e sobre a própria arte de escolher ativos.

Já tivemos no Sardinhas João Braga, da XP, Henrique Bredda, da Alaska, Alexandre Vasarhelyi, da BLP Asset, Max Bohm, da Empiricus, e, recém saído do forno, Felipe Guerra, da Legacy. Fone no ouvido? É só clicar nos nomes deles para ouvir.

Um abraço,

Luciana


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