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Simples

Se você já era vivo em 1999, na certa esperou pelo bug do milênio: o desastre mundial que aconteceria nos computadores na virada para o […]

Simples

Se você já era vivo em 1999, na certa esperou pelo bug do milênio: o desastre mundial que aconteceria nos computadores na virada para o ano 2000. Os equipamentos tinham sido programados para representar os anos com seus dois últimos dígitos. Das duas uma: eles interpretariam o novo ano como 1900 ou 19100.

A estimativa é que as empresas tenham gastado cerca de 600 bilhões de dólares para tentar prevenir o caos.

Não a Apple. Os Macs foram programados para que seus usuários não tivessem esse tipo de problema. No livro “Incrivelmente Simples”, o diretor de criação da agência de publicidade da empresa, Ken Segall, conta que Douglas Adams, autor de “O Guia do Mochileiro das Galáxias” e fã da Apple, escreveu uma chamada maravilhosamente irônica e enviou diretamente a Steve Jobs para que fosse usada em sua publicidade:

“Podemos não acertar em tudo, mas pelo menos sabíamos que o século chegaria ao fim”.

Vou adaptar para você, investidor:

“Podemos não acertar em tudo, mas pelo menos sabemos que vamos morrer um dia”.

O tema é bastante desconfortável, mas se você tem um patrimônio significativo e não quer que seus herdeiros se matem por ele, nem que um bom naco dele fique no cartório ou nas mãos de advogados, é bom pensar sobre isso em vida. E, sim, dá para planejar a sua sucessão.

Você sabia, por exemplo, que um plano de previdência não entra no inventário (nem paga ITCMD, o imposto sobre transmissão e causa mortis, em alguns Estados)? Por isso ele é um instrumento muito usado por quem tem grande parte do patrimônio em negócios ou imóveis. É o primeiro dinheiro que será liberado — em até 30 dias — para sua família.

Talvez você soubesse, mas duvido que também esteja ciente disso: um investimento em ações herdado pela sua filha não precisa ser dividido com o namorado mala que foi morar com ela. Já o da previdência, se ela for a beneficiária, é dele também.

E uma dúvida: se eu morrer, será preciso sacar o dinheiro dos fundos na transmissão de patrimônio ou meus filhos poderão mantê-los como estão, sem pagar imposto por resgate?

Chega de dar spoiler. Bati um papo muito legal com a Mariana Oiticica, chefe da área de planejamento patrimonial do segmento de gestão de fortunas do BTG, no nosso podcast desta semana, o Sardinhas, e faço muita questão que você ouça.

Escute no congestionamento, na academia, onde for… mas faça isso já aqui. Pode evitar que muito dinheiro seja perdido.

SEU FUNDO

Por Ana Luísa Westphalen

O dia a dia de um gestor de recursos requer múltiplas habilidades e, por isso, a estrada percorrida por eles é um fator importante na hora de escolher um bom fundo para se investir. Retorno importa, é claro — sobretudo os que se destacam em janelas mais longas —, mas gostamos mesmo é de conversar com os gestores e medir o “índice de brilho nos olhos” quando falam de seu trabalho.

Marcelo Magalhães, gestor da carioca Tork Capital, empolga-se visivelmente quando defende suas teses de investimento. O nível de detalhes impressiona; ele poderia discorrer sobre cada uma de suas empresas preferidas por horas e horas.

É seu DNA de analista de ações falando mais alto, função que exerceu na IP e na M Square (agora Velt Partners), casas conhecidas pela filosofia do value investing, escola de investimento em empresas de qualidade. Tomou gosto por investigar minunciosamente cada companhia.

A experiência em gestão veio da JGP, onde foi responsável pelo fundo Explorer, produto conhecido na indústria por seu desempenho consistente entre 2011 e 2018.

Em uma casa mais orientada para o macro, expandiu seu entendimento sobre como as condições de mercado poderiam ser usadas para complementar sua análise.

“Fui exposto a um conhecimento diferente, de tentar entender ciclos de mercado e incorporar isso no processo de decisão, sem perder o DNA de analista. Acabei me tornando um produto dessas experiências”, nos contou.

Seguindo o curso natural, em agosto do ano passado, Marcelo fundou a Tork Capital, com o gestor Murilo Arruda, que tem no histórico passagens pela M Square e pela Verde. Sobre a formação da equipe da nova gestora, Marcelo gosta de explicar as técnicas de seleção que ele mesmo criou. Uma delas é simular um comitê em que o candidato defende suas teses de investimento.

A Tork tem dois fundos de ações: um tradicional (long only) e outro long biased, em que o portfólio pode ficar menos exposto à Bolsa dependendo da visão do gestor.

Marcelo e sua equipe gostam das empresas que chamam de “compounders”, aquelas líderes com vantagens competitivas e boas oportunidades de crescimento. É o caso de Equatorial, Energisa e Lojas Renner, para citar alguns nomes.

Mas mesmo aquelas empresas que não têm um histórico relevante podem ter vez na carteira, desde que estejam passando por mudanças transformacionais, como Alpargatas, Hering, Cesp e Banco do Brasil.

Assim como Marcelo faz com as empresas em que investe, nós também gostamos de esmiuçar fundos em busca dos melhores investimentos para você. Conheça nosso trabalho aqui.