Co-working – como obter renda adicional com escritórios

Saiba como obter renda adicional com esse modelo de negócio

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Co-working – como obter renda adicional com escritórios

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Caro Leitor,

Rebobine 25 anos na história, e as opções disponíveis para achar uma pessoa são telefone, telegrama, carta ou visita pessoal.

Desde lá, uma avalanche de inovação tecnológica fez com que uma ligação com vídeo, que antes só aparecia em filmes de ficção científica, se tornasse realidade banal e acessível a qualquer um com plano de dados.

As formas de contato são tantas que já perdi a conta: celular, e-mail, SMS, Skype, Whatsapp, Facebook, Linkedin, Twitter, Instagram, Snapchat – a lista cresce a cada dia.

Toda esta facilidade de comunicação mudou rapidamente as relações das pessoas com o trabalho. Em muitos casos, não é mais necessária a presença física nos escritórios.

Hoje em dia, nem sempre um trabalho vem na forma de uma relação de emprego. Cada vez mais, a relação é de prestação de serviços, temporária ou permanente.

O ambiente de trabalho também está mudando. Em muitos casos, as empresas não disponibilizam mais escritórios.

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Para conferir na prática, experimente entrar em qualquer Starbucks para presenciar uma legião de pessoas trabalhando e se reunindo em horário comercial.

Acompanhando estas mudanças de estilo de trabalho, surgiram os escritórios compartilhados, também conhecidos como «co-working».

O mais legal para o empreendedor imobiliário é que este tipo de negócio pode ser uma ótima oportunidade de renda adicional em propriedades para aluguel.

Alugam-se mesas

Para quem não se lembra, fizemos toda uma série de artigos, além de um relatório, sobre a «mágica» que acontece quando conseguimos um aumento nos resultados operacionais de uma propriedade para aluguel.

Dependendo do tipo de imóvel e da localização, um aumento de R$ 1 no resultado operacional pode significar um aumento de R$ 133, ou mais, no valor do imóvel.

Uma das novas formas de obter esta melhora no resultado operacional é com uma operação de escritório compartilhado.

Apesar da popularidade recente, o conceito é bem antigo: o famoso fracionamento de produtos, modo conhecido de ganhar dinheiro.

O exemplo mais óbvio de fracionamento é o do supermercado que compra no atacado e vende mais caro no varejo.

No mercado imobiliário, é o empreendedor que compra uma fazenda por hectare para lotear e vender bem mais caro por m2.

No mercado de escritórios, é o operador que aluga mesas ou salas de reunião para obter um resultado final superior.

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Muito mais que somente um espaço

À primeira vista, a operação é muito simples. Alguém monta toda a estrutura de um escritório, com recepção, café, limpeza, segurança, internet, telefone, impressoras, entre outros e aluga frações de espaço – quando aluga uma mesa ou sala – ou frações de tempo – quando aluga um espaço por determinado tempo.

A conta é relativamente simples. O aluguel por m2 é superior, porque mesas e salas são alugadas, mas é necessário cobrir despesas extras com infraestrutura, marketing, vendas e vacância adicional.

Se as receitas adicionais forem maiores que os custos adicionais, você tem uma oportunidade de obter resultados operacionais maiores e de valorizar sua propriedade para aluguel.

É importante notar que existe uma grande diferença entre alugar um imóvel e operar um negócio de escritório compartilhado. O primeiro quase anda sozinho, requerendo uma quantidade de tempo pequena para operar.

O escritório compartilhado exige muito mais dedicação. Deixamos de ter um imóvel para ter um negócio. Quando formos vender o negócio, o público comprador será mais restrito, porque o escritório compartilhado não interessa ao investidor tradicional de imóveis que quer ter pouco trabalho com a administração.

Construindo diferenciais

O operador de escritórios compartilhados que pretende se manter de forma sustentável no mercado não pode e não deve se contentar em oferecer apenas um espaço, pois essa proposta não funciona a longo prazo.

As pessoas que têm potencial para alugar um escritório compartilhado costumam ser as mesmas que poderiam trabalhar de casa ou em um Starbucks.

O que elas procuram num escritório compartilhado é um diferencial para superar o isolamento social e profissional que esse novo tipo de formato de trabalho acarreta ou algum tipo de facilidade que não têm trabalhando de casa.

É necessário construir diferenciais com base no tripé relacionamento, conhecimento e serviços.

Relacionamento

Uma operação de escritórios compartilhados de sucesso não pode deixar o contato entre seus clientes ao acaso. Essa relação deve ser cultivada e incentivada, pois se tornará um diferencial de atração e de retenção de novos inquilinos.

As iniciativas começam com um desenho de escritório aberto que incentive a comunicação, passam por convites para os clientes ministrarem pequenas palestras sobre assuntos de interesse geral e por promoção de reuniões informais, como happy-hours e cafés da manhã – tudo o que possa reunir as pessoas e fazer com que elas descubram oportunidades de negócios.

Conhecimento

Uma importante ferramenta de diferenciação de um escritório compartilhado é se especializar em determinado ramo de negócio.

Talvez a localização do escritório atraia muitas pessoas que trabalhem com TI. Então, o escritório compartilhado que quer construir diferenciais pode promover cursos de programação para este tipo de profissional.

Se uma região é dominada por profissionais de propaganda e marketing, o escritório compartilhado pode promover palestras frequentes com especialistas do ramo.

Serviços superiores

Além de relacionamento e conhecimento, o que faria alguém abandonar o conforto de casa ou a gratuidade do Starbucks para aterrissar num escritório compartilhado?

Em nossa opinião, o último tripé da diferenciação é o serviço agregado. Não estamos falando dos serviços básicos de mensagem, cópias, segurança, internet etc. Estes são obrigatórios e não podem ser considerados diferenciais.

Estamos falando, por exemplo, de um serviço de cafeteria especial, no qual um inquilino manda um whatsapp e recebe um café com bolo na mesa.

Outro exemplo é fazer um acordo com um restaurante para providenciar refeições a serem disponibilizadas no escritório sem grandes esforços.

Ou qualquer outro tipo de facilidade que os inquilinos consideram valiosas e que normalmente não têm em casa, no Starbucks e até mesmo nos escritórios em que costumavam trabalhar.

Neste caso, as opções são limitadas apenas pela imaginação e pelas necessidades de seus inquilinos.

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